Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012
Microcrédito: vem aí novas regras

Apoios alargados a projetos de microempresas, cooperativas ou instituições sociais que empreguem até nove trabalhadores

O Governo vai alterar as regras de acesso aos programas de microcrédito, alargando os apoios a projetos de microempresas, cooperativas ou instituições sociais que empreguem até nove trabalhadores, anunciou o ministro Pedro Mota Soares, citado pela Lusa. 

O ministro da Solidariedade e Segurança Social visitou esta quarta-feira um projeto em Lisboa apoiado pelo programa Microinvest, e aproveitou a ocasião para sublinhar a importância que o Governo atribui aos programas de microcrédito (através das linhas de apoio Microinvest e Invest+) que tem por objetivo a «ajuda a muitas pessoas que hoje estão fora do mercado de trabalho». 

«Sabemos que hoje o desemprego é o maior problema que o país tem e, nesse sentido, combater o desemprego é a maior preocupação do Governo. É muito importante, numa altura de enormes dificuldades, mostrarmos também casos de sucesso», disse Mota Soares, justificando desta forma a presença no evento do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes, e de António Tomás Correia, presidente do Banco Montepio Geral, uma das várias entidades bancárias envolvidas nas linhas de apoio Microinvest e Invest+. 

O Governo estima que as linhas de apoio Invest+ e Microinvest permitiram criar até agora 2600 postos de trabalho, resultantes de «mais de mil projetos apoiados».

«É importante visitar estes projetos, acreditar nestes empreendedores, e fazer tudo para que de uma ideia venham a surgir postos de trabalho. São cerca de 2600 postos de trabalho que foram já criados em todo o país. Temos que continuar a agilizar para ser cada vez mais fácil poder aceder a projetos de microcrédito e tornarmos boas ideias em empresas de sucesso», afirmou o ministro. 

«Neste momento, há já cerca de trinta milhões de euros em microcréditos concedidos», acrescentou o governante, sendo que as duas linhas de apoio contam com mais 15 milhões de euros para projetos em 2013. 

«Isto funciona quando temos a capacidade de estabelecer parcerias e de agregar muitos agentes para ajudarem nos projetos, afirmou também Mota Soares, antes de fazer ¿um elogio muito merecido às instituições envolvidas, como são o caso da Santa Casa da Misericórdia, com um conjunto de gestores de proximidade» ou o Montepio, entre outras entidades bancárias. 

As linhas de crédito Microinvest e Invest+ funcionam no âmbito dos programas de apoio ao empreendedorismo e à criação do próprio emprego e foram objeto de protocolos assinados entre várias entidades bancárias, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), as Sociedades de Garantia Mútua (SGM) e Sociedade de Investimento (SPGM). 

As duas linhas de crédito têm como objetivo a promoção da criação de empresas, mediante o acesso ao crédito bancário em condições favoráveis por parte de desempregados e, a partir de agora, por microempresas, cooperativas ou instituições sociais até um limite de nove trabalhadores. 

Os microcréditos beneficiam de prazos alargados de pagamento, em algumas instituições, até 84 meses, com 24 de carência, e de uma taxa de juro bonificada, Euribor 30 dias + 0,25%, com mínimo de 1,5% e máximo de 3,5%. 

A linha Microinvest destina-se a financiamentos até 20 mil euros, com garantia SGM de 100%; e a linha Invest+ é destinada a apoiar projetos entre 20 mil e 100 mil euros, com garantia SGM de 75% e limite de financiamento a 95% do investimento global, que não pode ultrapassar os 200 mil euros.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012
Portugueses têm menos cartões de crédito
A MasterCard divulgou hoje as conclusões do estudo "Comportamento Financeiro dos Particulares em Portugal", que todos os anos analisa os hábitos de utilização de cartões de débito e crédito entre os consumidores portugueses.

Este estudo foi realizado entre Março e Junho, a partir de cerca de quatro mil entrevistas por mês a consumidores com mais de 15 anos, residentes em Portugal Continental. 

Entre 2008 e 2012, a curva de penetração do cartão de crédito tem sido ascendente. No entanto, este ano, assistiu-se ao maior aumento da penetração do cartão de débito (2,3%). Esta tendência verificou-se em todos os segmentos, excepto nos residentes na região sul.

Noutro aspecto, foi revelado que a tendência de quebra ligeira na diversificação de cartões de débito que se verificou até 2011 foi invertida. Em 2012, 37,7% dos detentores de cartão de débito tem mais do que um cartão. 

Quanto aos cartões de crédito, a taxa de penetração tem vindo a diminuir. Se em 2008 a percentagem de utilizadores de cartão de crédito era de 33,6%, este ano, é de 30,2%. Face ao ano passado, assistiu-se a uma quebra de 0,4%, o que aponta para a ideia de que “entrámos numa estabilização da penetração do produto”, explicou Carmen Freitas, responsável pelo estudo.

Por outro lado, “há uma muito menor diversificação, ou maior concentração num único cartão de crédito”, sublinhou a mesma especialista. 75,8% dos possuidores defendem que têm apenas um cartão de crédito.

Apesar do menor número de cartões, “há mais possuidores de cartão de crédito a indicar que utilizam o cartão, contrariando uma tendência de menor utilização do cartão de crédito nos últimos anos”, adiantou Cármen Freitas.

Também a frequência de utilização do produto diminuiu, em 2012. 53,5% utilizam o cartão de crédito pelo menos uma vez por mês, contra os 57,5% relativos a 2011. 

Pagamentos com cartão sem PIN no próximo ano

Tendo em conta em conjuntura recessiva que se vive em Portugal, e que justificou um ajustamento no comportamento dos consumidores e também das instituições financeiras, Paulo Raposo, responsável para Portugal da MasterCard Europe, sublinha que é “preciso olhar para os meios de pagamento com outros objectivos”.

É aqui que se insere a tecnologia “contacless”, que se refere aos cartões “pay-pass”, ou pagamento com cartão sem PIN. Actualmente, são três os bancos que emitem estes cartões: Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português e Santader Totta.

“Em 2013, vamos ver terminais a surgirem no mercado”, explicou Paulo Raposo.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h


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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012
Caixa passou a liderar crédito às Micro e pequenas empresas

A CGD passou do 4º lugar no ranking da Linha PME Crescimento para Micro e Pequenas Empresas para primeiro lugar, quer em montante, quer em número de operações.

A Caixa Geral de Depósitos atingiu em Outubro o primeiro lugar na quota de mercado do crédito a micro e pequenas empresas no âmbito da linha destinada a este segmento que está inserida no Programa PME Crescimento. O Diário Económico contactou Nuno Fernandes Thomaz, administrador da Caixa com este pelouro, que realçou a importância do crédito a micro e pequenas empresas: "este segmento é muito importante para o país porque permite dinamizar novos negócios".

Nuno Fernandes Thomaz disse ainda que a CGD está empenhada em transformar-se num banco também líder no segmento de empresas: "faz parte do mandato desta administração, na qual me insiro, pôr a CGD a ser líder também (uma vez que é líder destacada já no mercado de particulares) no crédito a empresas. Esta evolução da quota de mercado da Caixa é o resultado do trabalho de toda a equipa".

A CGD é líder de mercado na linha criada pelo IAPMEI para o segmento de empresas que facturam até 3,5 milhões de euros, tendo concedido crédito no montante global de 53,6 milhões de euros em 1.715 operações, o que representa uma quota de 15,8% do mercado. Estes créditos a empresas são concedidos pela rede de retalho (balcões) da CGD, uma vez que para as outras PME a Caixa tem o "Gabinete de Empresas".

Em segundo lugar no ranking desta linha de 500 milhões de euros surge o espanhol Banco Popular com uma quota de 15,3% do mercado; o BPI com 14,8%; o Santander Totta com 12,4%; o Barclays com 11,3%; o Montepio com 7,3% e o BES com uma quota acima dos 6%.

A Linha PME Crescimento, resultante do Protocolo celebrado em Janeiro de 2012 entre os bancos, a PME Investimentos (Entidade Gestora da Linha), o IAPMEI, as Sociedades de Garantia Mútua (Norgarante, Garval, Lisgarante e Agrogarante) disponibiliza às empresas, especialmente PME e exportadoras, acesso a crédito bancário em condições favoráveis.

Tem uma dotação global de 2.500 milhões de euros, detendo duas Linhas específicas: a Linha Específica "Micro e Pequenas Empresas" com uma dotação de 500 milhões de euros; e a Linha Específica "Geral" com uma dotação de 2.000 milhões de euros. Na Linha Específica "Geral" foi criada uma "Dotação Geral" no valor de 1.150 milhões de euros e uma "Dotação Específica Empresas Exportadoras" no valor de 850 milhões de euros.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/



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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012
Famílias com créditos em incumprimento podem começar a renegociar com bancos

As famílias com crédito à habitação em incumprimento podem começar a renegociar o empréstimo com o banco a partir de segunda-feira, depois de hoje ter sido publicado em Diário da República o regime extraordinário que prevê condições mais favoráveis.


Este diploma, que foi promulgado na semana passada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, foi hoje publicado em Diário da Republica, entrando em vigor no "dia seguinte ao da sua publicação", ou seja, no sábado. No entanto, como os bancos estão fechados ao fim de semana, as famílias em situação de incumprimento podem a partir de segunda-feira renegociar o empréstimo ao abrigo deste regime extraordinário que vigora até finais de 2015.

No entanto, os agregados familiares têm de cumprir vários requisitos para aceder a este regime. Segundo disse a Deco à Lusa em Setembro, tendo apenas em conta os critérios dos rendimentos do agregado familiar, "mais de 60% dos pedidos de ajuda [na Deco] ficariam excluídos", afirmou Natália Nunes, responsável do Gabinete de Apoio ao Sobreendividamento da Associação para a Defesa do Consumidor.

Também hoje foram publicadas em Diário da República outras alterações à legislação, que foram discutidas este ano no grupo de trabalho parlamentar criado propositadamente para debater os contratos de crédito à habitação.

Amanhã entra em vigor a alteração à lei que passa de 70 para 85% o valor base da primeira licitação quando uma casa vai a hasta pública por penhora.

Já em Dezembro passa a ser proibido aumentar o 'spread' [margem de lucro do banco] do empréstimo à habitação em caso de arrendamento da casa devido a mudança de local de trabalho de pelo menos 50 quilómetros; desemprego e renegociação contratual em caso de divórcio, separação ou morte de um dos cônjuges. Neste caso, o banco apenas não pode aumentar os encargos se a pessoa que ficar como titular do empréstimo comprovar que a prestação representa uma taxa de esforço inferior a 55% dos seus rendimentos ou 60% num agregado com dois ou mais dependentes.

Os bancos só podem ainda cessar o contrato de concessão de crédito à habitação se houver pelo menos três prestações não pagas. Também a aprovação de crédito, seja para habitação ou outros, "deve atender ao perfil de risco da operação de crédito".

Por fim, em Janeiro, entra em vigor a alteração à lei que permite o resgate dos Planos de Poupança Reforma (PPR) e PPR Educação (PPRE) para pagamento das prestações de crédito à habitação, sem penalizações e perda de benefícios fiscais.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/




publicado por adm às 22:59
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2012
Deco denuncia queixas contra empresas de recuperação de crédito

A Deco denunciou hoje um aumento de queixas de assédio e pressões psicológicas feitas por empresas de recuperação de crédito que chegam a levar a despedimentos e defendeu a necessidade urgente de adotar regulamentação para o setor.

 

«As pessoas queixam-se que lhes telefonam para o local de trabalho, para os superiores hierárquicos, para familiares, vizinhos. É uma pressão constante. As pessoas sabem que estão em incumprimento o que as deixa debilitadas, vulneráveis», afirmou à Lusa Natália Nunes, do gabinete de apoio ao sobre-endividado daquela associação de defesa do consumidor.

Muitas das queixas contra empresas de recuperação de crédito ultrapassam tudo o que é «admissível do ponto de vista legal e ético», sublinhou a responsável da Deco, adiantando que em média recebe oito reclamações por dia, mas que o número já chegou às 30.

Segundo dados da associação, entre janeiro e outubro deste ano foram recebidas 83 reclamações escritas relativas a cobranças agressivas, sendo que um em cada cinco sobre- endividados foram abordados no local de trabalho.

Os números do gabinete de apoio ao sobre-endividado da Deco indicam também que 10,8% dos contactos para efetuar cobrança foram feitos a terceiros (como familiares ou vizinhos), enquanto 68,7% foram contactados diretamente.

A quase totalidade (98%) dos créditos em dívida que levam a estas situações foram feitos junto de entidades de crédito, sendo apenas 2% respeitantes a contratos realizados com instituições bancárias.

No que diz respeito ao tipo de crédito contratado e que deu origem à cobrança, quase dois terços (61,4%) diz respeito a crédito pessoal, um terço (34,9%) a cartão de crédito, 2,4% a contrato automóvel e 1,2% a crédito à habitação.

O problema é potenciado pelas dificuldades económicas que impedem as pessoas de pagar as suas dívidas, mas é, segundo Natália Nunes, uma situação antiga.

«O problema é que não há uma legislação sobre esta área. Temos a Associação Portuguesa de Empresas de Recuperação de Crédito (APERC) que é a única no setor, mas em bom rigor não há um regime jurídico aplicável a este setor», salientou.

De acordo com Natália Nunes, a APERC defende, à semelhança da Deco, uma regulamentação urgente para as empresas de recuperação de crédito porque com o agravamento da crise e o aumento do crédito malparado há cada vez mais empresas do género a surgir no mercado.

Uma necessidade que a Deco diz ter mesmo chamado a atenção da troika no verão passado, mas que ficou sem resposta até agora.

Natália Nunes garantiu que a Deco tem dado a conhecer estas situações ao Banco de Portugal, mas aconselha as pessoas a apresentar uma queixa-crime às autoridades em situações extremas.

 

fonte:Diário Digital com Lusa



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Mais de 65 mil empresas não conseguem pagar créditos

Grandes empresas são responsáveis por 76% do total de crédito malparado no sector em Portugal.

O número de empresas portuguesas em incumprimento continua a aumentar. Em Setembro eram já 65.450, ou seja, 28,4% do tecido empresarial com empréstimos junto da banca. Destas, 29.102 empresas não conseguem saldar dívidas médias de 6.600 euros.

Mas se é entre as pequenas e médias empresas que o número total de entidades em incumprimento, bem como o rácio de crédito vencido, mais aumentam, a verdade é que são as grandes empresas que mais pesam na conta dos bancos. As empresas com crédito superior a um milhão de euros são responsáveis por 76% do total do malparado, limitando também por essa via o financiamento da economia.

De acordo com os números ontem divulgados pelo Banco de Portugal, o malparado entre as empresas portuguesas está a crescer e não discrimina em função de pequenas, médias ou grandes empresas. Aliás, é nos escalões de crédito mais altos que a percentagem de empresas em incumprimento é maior: atinge 33% das empresas com crédito entre um e cinco milhões de euros, e 33,5% das empresas com crédito superior a cinco milhões de euros. E são também estas empresas as principais responsáveis pelo elevado montante de créditos de cobrança duvidosa com que a banca se depara. Dos mais de 11 mil milhões de euros de crédito em incumprimento, as empresas com financiamento superior a um milhão de euros são responsáveis por 8,4 mil milhões.

fonte:http://economico.sapo.pt/n



publicado por adm às 08:20
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012
Crédito concedido cai, malparado também

O valor total dos empréstimos concedidos pelos bancos às famílias e o malparado voltaram a cair em setembro em quase todos os agregados, com exceção do crédito ao consumo que aumenta pela segunda vez, segundo o Banco de Portugal.

O total do crédito considerado de cobrança duvidosa fixou-se nos 4.119 milhões de euros no final de setembro, contra 4.216 milhões de euros em agosto.

A queda é ainda mais pronunciada se este valor for comparado com os 4.561 milhões de euros registados em setembro do ano passado, escreve a Lusa.

Esta queda beneficia de reduções em todos as áreas de empréstimos, com maior expressão no malparado entre o crédito concedido para outros fins, que apesar de em termos totais ser o menos expressivo, foi o que mais caiu, 40 milhões, para 918 milhões de euros.

O malparado nos créditos à habitação caiu 21 milhões de euros para 1.943 milhões de euros e no consumo 36 milhões de euros, para 1.258 milhões de euros.

Por sua vez, o valor total do crédito concedido pela banca às famílias caiu 149 milhões de euros, para 140.955 milhões de euros, tendo-se verificado reduções no total do crédito concedido à habitação em 189 milhões de euros e para outros fins em 15 milhões de euros.

No entanto, o crédito concedido para consumo aumentou pelo segundo mês consecutivo em 56 milhões de euros face a agosto, quando todos os outros agregados estão em queda.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2012
Novas regras para renegociar créditos

As famílias portuguesas têm cada vez mais dificuldades em pagar as dívidas à banca e o crédito malparado regista valores recorde. Segundo o Boletim estatístico do Banco de Portugal de Outubro de 2012, o crédito de cobrança duvidosa chegou aos 4.977 milhões de euros em Agosto, mais 6,48% do que o registado no início do ano.

Atento a esta situação, o Governo aprovou e publicou em Diário da República um Decreto-Lei com um conjunto de medidas que visam ajudar a resolver as dificuldades que muitas famílias enfrentam no pagamento do crédito. A partir do próximo ano, todos os bancos serão obrigados a ter um sistema que detecte os clientes que estejam prestes a entrar em incumprimento e a implementar um plano de renegociação das dívidas sem ter de passar pelo tribunal. Ao mesmo tempo, vai passar a existir uma rede de apoio aos clientes que estejam com dificuldades económicas. Em todo este processo, o banco não pode cobrar qualquer tipo de comissão. Saiba o que vai mudar a partir do próximo ano.

Alerta de risco de incumprimento

A partir do próximo ano, as instituições de bancárias estão obrigadas a implementar sistemas informáticos que detectem a degradação financeira do cliente, emitindo um alerta ao banco, que depois tomará as medidas necessárias para evitar que chegue a entrar em incumprimento bancário, ou seja, deixar de pagar as dívidas.

O diploma define ainda quais os procedimentos que os funcionários da instituição bancária devem ter quando tomem conhecimento de que determinado cliente está em risco de incumprimento. Alguns dos indícios da degradação da situação económica dos clientes são a devolução e inibição da utilização de cheques, a existência de dívidas fiscais e à Segurança Social, a existência de processos judiciais e situações litigiosas, a penhora de contas bancárias, bem como a verificação de incumprimento noutros contratos com a instituição de crédito.

Após ter detectado a situação de limiar financeiro, a instituição bancária deve avaliar o caso, para verificar se o cliente pode chegar ao incumprimento. Para este efeito, poderá requisitar informações e os documentos necessários, que o cliente terá de fornecer no prazo máximo de 10 dias.

Depois da avaliação, se o banco chegar à conclusão que o cliente tem capacidades para cumprir o pagamento do crédito, através da renegociação ou consolidação, deverá apresentar-lhe uma ou mais propostas adequadas à sua situação.

Renegociar sem passar pelo tribunal

A partir do próximo ano, os bancos terão de implementar o Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento (PERSI). O objetivo é conseguir negociar o pagamento das dívidas com os clientes, evitando a barra do tribunal. Assim, no prazo máximo de 15 dias após o atraso no pagamento da mensalidade, o banco deverá entrar em contacto com o cliente.

Se mesmo assim o incumprimento se mantiver, o cliente será imediatamente inserido no PERSI e a sua situação económica será alvo de uma avaliação. No prazo máximo de 30 dias após a integração do cliente no PERSI, o banco deverá comunicar os resultados da avaliação e apresentar uma ou mais propostas de regularização, como a renegociação das condições do contrato ou a sua consolidação com outros crédito que o cliente tenha.

A terceira fase é a da negociação. Caso o cliente recuse as propostas apresentadas, o banco deverá apresentar outras propostas; se for o próprio a apresentar uma alternativa, a instituição bancária deverá analisar e comunicar a sua resposta no prazo máximo de 15 dias. Depois, o cliente também tem uma quinzena para se pronunciar.

Durante o período em que o cliente está inserido no programa PERSI, a instituição bancária está proibida de recorrer aos tribunais para resolver a situação. Os bancos estão ainda impedidos de cobrar comissões pela renegociação das condições do contrato de crédito, designadamente no que diz respeito à análise e à formalização da operação. No entanto, poderão cobrar despesas como pagamentos de conservatórias, cartórios notariais ou encargos de natureza fiscal.

Fiador mais seguro

O diploma também protege um dos elos mais fracos do contrato de crédito: o fiador. Nos casos em que o contrato esteja garantido por fiança, a instituição bancária deve informar o fiador, no prazo máximo de 15 dias após o atraso no pagamento das dívidas, do atraso no cumprimento e dos montantes em dívida.

A instituição de crédito que interpele o fiador está obrigada a iniciar o PERSI com o fiador, caso este o solicite no prazo máximo de 10 dias após o comunicado.

Rede extrajudicial de apoio

Será criada uma rede extrajudicial de apoio ao consumidor. Esta será constituída por entidades reconhecidas pela Direcção Geral do Consumidor, após parecer do Banco de Portugal. É função destas entidades informar, aconselhar e acompanhar os clientes que estejam em risco de entrar em situação de incumprimento ou estejam já em negociação com o banco.

Assim, esta rede extrajudicial de apoio deverá informar o cliente dos seus direitos, prestar apoio e analisar as propostas do banco, acompanhar o cliente na negociação e prestar-lhe informações sobre sobreendividamento. O acesso a rede extrajudicial é gratuito e estende-se aos fiadores.

 

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/



publicado por adm às 20:42
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