Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012
Bancos continuam a subir juros no consumo

Bancos já emprestaram mais dinheiro este ano para consumo do que para comprar casa.

Ao contrário do que tem acontecido com os restantes segmentos de crédito, e mais importante, com os indexantes - em mínimos históricos há meses - as taxas de juro no crédito pessoal não param de subir. De acordo com os dados ontem disponibilizados pelo Banco Central Europeu, as taxas de juro médias das linhas de crédito e dos cartões de crédito voltaram a subir em Outubro, para 9,75% e 23,61%, respectivamente. O que compara com os 7,97% e os 23% cobrados em média no início do ano. Já no crédito ao consumo, a taxa média passou de 11,65% em Dezembro para 11,75% em Outubro. Neste mesmo período, a taxa média da Euribor a três meses, um dos principais indexantes utilizados, corrigiu de 1,43% para 0,19%.

Talvez por isso os bancos não se coíbam de continuar a conceder este tipo de crédito, quando são conhecidas as restrições no que toca ao financiamento da economia. Aliás, os bancos têm consistentemente concedido mais crédito ao consumo em 2012 do que crédito à habitação. "Contrariamente à ideia que se tem de que os bancos não querem dar crédito, os bancos querem dar crédito. Mas querem dá-lo em condições de segurança", afirmava o governador do Banco de Portugal, no início de Novembro. Carlos Costa adiantava que: "As instituições dão crédito desde que este assegure rentabilidade, e esta está associada ao risco". Ou seja, é tudo uma questão de preço que compense.

O risco associado ao crédito ao consumo é um dos mais elevados entre os vários segmentos. Por cada 100 euros de empréstimo, 11,4 euros estão em incumprimento. E por cada 100 devedores, 17,2 não conseguem pagar estes créditos. Uma realidade que é compensada pelos bancos através da cobrança de algumas das taxas de juro mais caras da zona euro. É o caso das taxas dos cartões de crédito, nos 23,6%, só seguidas de perto pela Eslováquia e Espanha, nos 20,8%, e quando a média da zona euro não chega aos 17%. Valores que já levaram o secretário-geral da Deco, Jorge Morgado, a classificar estas taxas de "perfeitamente usurárias", alertando para o sobre-endividamento com cartões e linhas de crédito. Na mesma altura, também o vice-presidente da associação, Alberto Regueira, notava que muitos portugueses estão a recorrer ao crédito pessoal para tentar resolver problemas com outros créditos, como os de habitação, e "muitos consumidores já têm uma média de quatro ou cinco créditos".


Declarações proferidas após o encontro destes responsáveis com elementos da ‘troika' em Agosto, no qual a Deco solicitou que o limite de juro do crédito pessoal fosse reduzido para "metade, pelo menos", de acordo com Alberto Regueira. O responsável lembrou que o limite máximo do juro permitido em Portugal é já superior a 37%, uma taxa que classificou de "escandalosa", quando noutros países vizinhos as mesmas empresas de crédito praticam quase metade.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n



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Sábado, 17 de Março de 2012
Juros dos empréstimos entre particulares não podem exceder os 9%

Ao pedir dinheiro emprestado a um familiar ou a um amigo está sujeito a um conjunto de regras. Saiba o que fazer nestes casos.

Quando a esmola é grande, o pobre desconfia". A sabedoria popular está mais actual do que nunca. Analisando os classificados dos jornais, são cada mais os anúncios que prometem disponibilizar aos mais aflitos "dinheiro na hora" ou cheques no próprio dia. Um fenómeno que o deverá levar a ficar com a "pulga atrás da orelha". "As pessoas devem estar alertas para este tipo de anúncios, porque é no mínimo estranho que uma pessoa se disponibilize a emprestar dinheiro a desconhecidos, sabendo que a probabilidade dessas pessoas entrarem em incumprimento é elevada e que a possibilidade de cobrança desse crédito é baixa". Quem faz este alerta é João Fernandes, economista da Deco. Para este especialista há um risco elevado de que uma grande fatia das propostas de crédito entre particulares anunciadas nos jornais sejam fraudulentas.

Apesar disso, tal não significa que um empréstimo entre particulares seja uma solução proibitiva. Na verdade, com a deterioração do clima económico e a diminuição do rendimento disponível das famílias, muitas são as pessoas que têm de recorrer a empréstimos de familiares e amigos para conseguirem equilibrar os seus orçamentos ou fazer face a uma situação imprevista. Um cenário que tem sido potenciado ainda mais pelo facto da banca estar a seguir uma política de restrição de concessão de crédito, que em muitos casos se reflecte na prática de condições de tal forma "pesadas", que tornam inacessível o crédito pela via tradicional .

Para João Fernandes os créditos entre particulares, tal como qualquer financiamento, só devem ser feitos quando há capacidade orçamental para poder acomodar mais uma dívida e quando "existe uma relação de confiança entre ambas as partes". Porque não sendo um crédito tradicional, os empréstimos estabelecidos entre particulares "são mais difíceis de cobrar, caso a pessoa entre numa situação de incumprimento", refere o especialista da Deco.

E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, este tipo de empréstimos estão sujeitos a regras próprias, previstas na lei. Por exemplo, os créditos até 2.500 euros dispensam a celebração de um contrato onde se discrimina os valores em causa e as condições de pagamento (prazo e juros cobrados). Ou seja, basta haver a palavra de ambas as partes, a existência de testemunhas ou o comprovativo da transferência bancária para validar o crédito em causa. No entanto, a Deco aconselha mesmo nestes casos a redacção de um documento a explicar as condições de concessão de crédito com as assinaturas reconhecidas num notário, para ser utilizado no caso de haver a necessidade de recurso às vias judiciais. Já quando estão em causa montantes que variam entre os 2.500 e os 25 mil euros é mesmo obrigatória a existência desse documento escrito. Quando os empréstimos entre particulares são feitos por montantes superiores a 25 mil euros, as exigência são ainda mais apertadas: nestes casos é mesmo necessária a celebração de uma escritura pública.

Um outro ponto que todos devem estar em alerta são os juros cobrados nestas situações. E aqui a lei é muito explicita: Não podem ser cobrados juros superiores a 3% (no caso de haver uma garantia) ou a 5% (caso essa garantia não exista) à taxa anual dos juros legais- taxa legal que serve de referência para uma série de operações financeiras e que actualmente se situa nos 4%. Isto significa que os juros cobrados por um empréstimo entre particulares não podem exceder os 7% e os 9%. Quando isso acontece, o particular que empresta o dinheiro está a incorrer num crime de usura.

Perante estes dados, recorrer a um empréstimo particular pode ser até mais vantajoso do que recorrer a um financiamento bancário. "Para quem uma garantia real é relativamente fácil encontrar no mercado soluções abaixo dos 7%. Mas para quem não tem garantias, dificilmente encontra uma taxa mais baixa do que os juros máximos de 9% previstos nos empréstimos entre particulares", defende João Fernandes.

Mas não é só aqui que existem limites. Também nos juros de mora - que podem ser aplicados caso o particular que recebeu o dinheiro emprestado não efectuar os pagamentos dentro dos prazos acordados- têm tectos máximos. Estes juros não podem superar os 11% ou 13%, consoante exista ou não uma garantia sobre o empréstimo.

Por último, há ainda que salientar que os juros recebidos pela concessão do empréstimo têm de ser declarados ao fisco. Mesmo quando está em causa apenas um euro. "Se cobrar juros tem de declará-los no anexo E ( rendimentos de capitais)", explica a Deco.

fonte:http://mobile.economico.pt/



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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
Juros dos novos créditos descem pela primeira vez em três anos

Taxas de juro caíram em todos os tipos de crédito concedido pela banca em Dezembro devido às quedas das taxas Euribor.

Os bancos continuam a restringir o acesso ao crédito mas o custo de contratar um empréstimo desceu em Dezembro, quer para o crédito à habitação, quer para o crédito ao consumo, a empresas e outro tipo de crédito, de acordo com dados do BCE divulgados ontem. É a primeira vez que ocorre uma descida simultânea das taxas cobradas em todas as tipologias de crédito desde Abril de 2009, apesar da tendência de descida das Euribor já se verificar desde Agosto do ano passado.

O processo de desalavancagem da banca portuguesa tem levado a um aumento dos ‘spreads' o que, até agora, tem impedido que as descidas das taxas interbancárias se reflictam no custo final dos novos empréstimos. Ao conceder um crédito, os bancos têm em conta dois factores que determinam o custo do crédito: a taxa interbancária e o prémio de risco (‘spread'). Segundo os economistas contactados pelo Diário Económico, a redução verificada em Dezembro deveu-se, sobretudo, à queda das taxas Euribor. "A principal razão será a descida das Euribor e não dos ‘spreads", referiu a economista do BPI, Teresa Gil Pinheiro, ao Diário Económico.

A Taxa Anual Nominal dos novos créditos à habitação teve uma descida mensal de 0,09 pontos percentuais para 4,28%. Já a média mensal da Euribor a três meses desceu de 1,48% em Novembro para 1,43% em Dezembro. Neste tipo de créditos foi a primeira vez em 12 meses que os juros praticados pelos bancos desceram, apesar das taxas Euribor apresentarem uma tendência de queda desde Agosto.

fonte:http://economico.sapo.pt/



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Sábado, 17 de Dezembro de 2011
Juros no crédito ao consumo disparam no espaço de um ano

Recorrer a crédito pessoal vai ser mais caro nos primeiros meses 2012

Não é propriamente um presente de Natal, e muito menos uma boa notícia de Ano Novo: as taxas de juro máximas no crédito ao consumo vão voltar a subir no primeiro trimestre de 2012, em praticamente todos os contratos. Somente no crédito para a educação e no crédito para a saúde não se registarão alterações entre o último trimestre deste ano e os próximos três meses. No entanto, em ambos os casos, os limites máximos já aumentaram um ponto percentual desde Janeiro de 2011.

O Banco de Portugal (BdP) divulgou ontem o limite máximo que a banca e as instituições financeiras de crédito poderão praticar no primeiro trimestre do próximo ano nos contratos de crédito ao consumo. No documento libertado do BdP é possível verificar o aumento que as instituições bancárias e de crédito especializado vão poder cobrar durante os próximos três meses, sobretudo nos contratos referentes ao crédito automóvel e em comparação com o limite em vigor no actual trimestre.

Em termos anuais, a subida mais acentuada regista-se nos contratos que tenham como finalidade a educação, a saúde e energias renováveis, assim como a locação financeira de equipamentos. Para estes casos, a taxa anual efectiva global (TAEG) máxima praticável passou de 5,8%, no primeiro trimestre de 2011, para 6,8%, nos primeiros três meses de 2012. Em termos mensais, no entanto, estas taxas não registam qualquer alteração, embora tenham registado um agravamento durante os últimos meses. Ou seja, precisamente na altura em que as famílias portuguesas estiveram mais expostas à necessidade de recorrer ao crédito para financiar o início do ano escolar dos filhos.

Já no crédito automóvel a tendência continua a ser de agravamento, com a locação financeira (ou ALD) de viaturas novas a passar a ter como limite para a TAEG os 8,8%, acima dos 8,5% aplicáveis no terceiro trimestre - o valor compara com os 7,7% praticados há um ano. No caso das viaturas usadas, a TAEG sobe para 10,10%, enquanto um crédito automóvel que tenha como garantia o próprio automóvel terá um encargo máximo de 12,6% no caso deste ser novo, e de 16,6% no caso de se tratar de um carro usado. Já o limite de juros da categoria de "outros créditos pessoais" subiu de 20,2% para 20,7%. Este é o limite mais elevado desde que o Banco de Portugal começou a estabelecer um tecto máximo para os juros praticáveis no crédito aos consumidores no início de 2010.

Também os cartões de crédito, as linhas de crédito, as contas correntes bancárias e as facilidades de descoberto sofrerão um agravamento face ao quarto trimestre, com a TAEG a subir para os 35,5%, o que representa um aumento de 6,9% face ao mesmo período de 2011.

Recorde-se que as taxas de juro máximas que entram em vigor a partir de Janeiro são o resultado das médias, acrescidas de um terço, das TAEG praticadas pelas instituições de crédito a actuar no mercado nacional no trimestre precedente (neste caso, o último trimestre de 2011), nos diferentes tipos de contratos.

Poupanças dos portugueses voltam a descer em Novembro
Apesar de todos os apelos à poupança, a verdade é que a vida não tem sorrido aos portugueses. Reflexo disso, as poupanças das famílias desceram em Novembro, depois de oito meses consecutivos a aumentar. Segundo o Indicador de Poupança APFIPP/Universidade Católica, a taxa de poupança das famílias portuguesas resvalou de 105 pontos em Outubro para 102,3 pontos, em Novembro, tendo sido a descida mais expressiva deste indicador desde o início do ano. "Em Portugal, a expectativa das famílias sobre a sua capacidade de poupança, registada pelo inquérito às famílias da Comissão Europeia, desceu significativamente no Outono", lê-se no documento libertado pela APFIPP. "Esta descida poderá resultar de uma série de factores, nomeadamente a subida da taxa de desemprego e as expectativas sobre os aumentos de impostos em 2012", conclui. Os dados do Indicador de Poupança APFIPP / Universidade Católica mostram que as poupanças dos portugueses correspondem actualmente a cerca de 9% do PIB nacional, acima da média histórica de 7,6%. "Corrigindo os efeitos da sazonalidade, o indicador aponta para um aumento da poupança das famílias de cerca de 0,4% do PIB no segundo semestre face ao primeiro semestre de 2011", refere ainda a APFIPP.

fonte:http://economico.sapo.pt/



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Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
Maioria das pessoas não liga às taxas quando pede empréstimos

A esmagadora maioria dos portugueses não liga às taxas de juro ou aos custos totais do crédito quando pedem um empréstimo às instituições financeiras, referem os primeiros dados de um inquérito do Banco de Portugal sobre literacia financeira.

O estudo, avançado hoje em Lisboa na conferência Nacional de Educação Financeira, refere que os inquiridos valorizam, no momento do empréstimo, o montante da prestação a pagar e o seu banco usual sem ligarem à taxas de juro implícitas.

Na conferência, organizada pela Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), Susana Narciso, responsável pelo departamento de supervisão comportamental do Banco de Portugal, explicou que, quando questionados os inquiridos se comparam taxas de juro nos depósitos e nos empréstimos, a resposta foi "grave".

Segundo o inquérito, 56% dos portugueses não comparam as melhores taxas de juro no mercado quando pretendem fazer um depósito, sendo que quando contraem empréstimos, a situação "ainda é mais grave" porque cerca de metade dos portugueses não liga às taxas de juro.

O estudo, que será integralmente apresentado pelo Banco de Portugal no início de Novembro, refere também que a relação dos portugueses com o cartão de crédito não é a melhor. Susana Narciso adiantou que, dos portugueses que não pagam a totalidade do cartão de crédito no fim do mês, "cerca de 27% não sabe os encargos".

Referiu igualmente que, de todos os inquiridos com cartão de crédito, "52% afirmam pagar a totalidade do saldo do cartão de crédito no fim do mês".

Este estudo sobre literacia financeira, disse Susana Narciso, "será um instrumento de apoio à definição do Plano Nacional de Formação Financeira feita pelos três supervisores", ou seja, o Banco de Portugal, a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e o Instituto de Seguros de Portugal.

A Conferência Nacional de Educação Financeira reúne os especialistas e agentes na matéria e pretende ser um contributo para melhorar "a relação dos portugueses com o dinheiro", conforme referiu António Menezes Rodrigues, presidente da ASFAC.

A abertura do encontro ficou a cargo do vice-governador do Banco de Portugal, Pedro Duarte Neves, que alertou para a necessidade de uma maior literacia financeira, principalmente em alturas de crise.

O mesmo afirmou José Lopes, da Associação Portuguesa de Bancos, referindo que "do mesmo modo que não foi a crise que criou a iliteracia financeira, não será a conclusão da crise que resolverá este problema".

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/



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Domingo, 19 de Junho de 2011
Compensa alargar o prazo do empréstimo?

É fácil ir ao banco e pedir para alargar o prazo do seu empréstimo de 20 para 30 anos. As restantes condições mantêm-se e, aparentemente a única diferença é que passa a pagar menos de prestação mensal, ficando, em contrapartida, a pagar o empréstimo por mais 10 anos. Nada de especial para quem já tinha uma dívida de 20 anos, pensa você. Mas, na realidade, não é bem assim. 

É verdade que a prestação mensal desce, mas está a pagar juros durante mais 10 anos, o que agrava sobremaneira a conta final do dinheiro pago ao banco. Quanto irá pagar no total por um crédito à habitação de, por exemplo, 150 mil euros? 

O exemplo é de um empréstimo de 100 mil euros (Euribor a 1%, acrescida de um "spread" de 2%, e isto partindo do princípio que a taxa se mantinha inalterada). Apesar de a prestação mensal e o encargo anual diminuírem, no final do empréstimo, ao alargar o prazo para 30 anos, acabou por pagar mais de 18 mil euros do que se tivesse pago o crédito à habitação em 20 anos.

Vantagens: Permite-lhe um alívio na prestação mensal do crédito, dando-lhe mais alguma folga no orçamento familiar.

Desvantagens: No final acaba por pagar mais pelo empréstimo, uma vez que estará a pagar juros durante mais tempo.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/ 



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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
Juros no crédito ao consumo sem controlo

Cerca de um quarto dos produtos que a revista da DECO Dinheiro & Direitos analisou em 2010 anunciava taxas de juro acima das legais.

Empréstimo para comprar carro, electrodomésticos ou equipamento para energias solares, cartões, crédito pessoal sem finalidade específica, linhas de crédito fácil... A banca desdobra-se em modalidades de crédito ao consumo que satisfazem quase todas as necessidades de financiamento do consumidor, muitas vezes, a troco de juros altos.

Para combatê-los, o Banco de Portugal definiu uma TAEG máxima para cada tipo de crédito ao consumo, que as instituições são obrigados a respeitar. Na prática, nenhum empréstimo pode ser contratado acima daquele limite. Estas taxas mudam a cada três meses e são calculadas em função dos valores médios cobrados pelas instituições de crédito no trimestre anterior. A medida está em prática desde Janeiro de 2010, mas não impede os bancos de anunciar taxas acima do limite, como revela o levantamento dos 154 produtos de seis tipos de crédito que a Deco analisou durante o ano passado.

Cartões e pessoal com taxas altas
O Banco de Portugal definiu três categorias e oito subcategorias de créditos ao consumo, às quais correspondem limites diferentes. Talvez por serem pouco comuns e se destinarem a segmentos considerados prioritários, os créditos para educação, saúde e energias renováveis, e a locação financeira de equipamentos, como computadores e electrodomésticos, apresentam os limites mais baixos: TAEG máxima de 5,4% no último trimestre. Segue-se a locação financeira e o ALD de veículos novos e usados. Como o carro é propriedade da locadora até à última prestação, o que lhe dá algumas garantias, a taxa é mais baixa do que no crédito automóvel. O limite mais alto pertence aos créditos com mais procura e fáceis de usar: cartões, linhas de crédito e saldo descoberto das contas à ordem. Entre Outubro e Dezembro de 2010 podiam cobrar até 32,9%. Apesar de estas regras serem públicas e do conhecimento de todas as instituições, o levantamento da Dinheiro & Direitos a 154 produtos revela que um em cada quatro poderia resultar em taxas acima do limite. Ou seja, em teoria, poderiam ser contratados nessas condições. Os maiores desvios pertencem ao crédito pessoal sem finalidade específica, um dos mais contratados segundo o Banco de Portugal, e para energias renováveis. No primeiro caso, a TAEG máxima analisada (32,4%) quase duplica a permitida no período: 19,1 %. No segundo, a diferença é ainda superior: 13,6% contra 5,4%. A estrutura pesada das comissões, sobretudo para prazos curtos, o preço dos seguros e as taxas elevadas contribuem para este cenário.

10% dos contratos ilegais
As instituições defendem-se dizendo que não estão em infracção, pois as taxas são "teóricas" e nenhum crédito é aprovado naquelas condições. Mas ao apresentarem condições que resultam em taxas acima das legais, as instituições induzem o consumidor em erro. Todos os dados fornecidos devem ser reais. Caso contrário, não permitem a comparação de produtos.

Pior: o relatório de supervisão do Banco de Portugal, divulgado em Novembro último, prova que foram assinados vários contratos ilegais em 2010. Dos 676 analisados pelo supervisor, cerca de 10% ultrapassavam as taxas máximas permitidas, envolvendo 13 instituições. Segundo o documento, as entidades são obrigadas a corrigir as condições contratuais e têm de fazer prova desta correcção junto do supervisor. Mas não chega. O relatório nada diz, por exemplo, sobre a obrigação de devolverem aos titulares dos contratos ilegais os encargos cobrados em excesso.

Por isso, se contratou um crédito desta natureza no último ano, certifique-se de que a TAEG não ultrapassa a máxima para o trimestre. Se foi superior, queixe-se no portal do cliente bancário (http://clientebancario.bportugal.pt), exija a aplicação da taxa máxima para o período e a devolução do que pagou em excesso. Outro facto omitido é o nome das instituições em falta. Por uma questão de transparência, o Banco de Portugal deveria divulgar o nome dos infractores, como já fez no passado. Tal permite que outros consumidores fiquem alerta para eventuais abusos nas taxas e atuem, eles próprios, como polícias da aplicação da lei. O supervisor deveria ainda alargar a aplicação da lei às taxas anunciadas, seja na publicidade, seja nas simulações em papel ou pela net.

Simulações reais sem usura
A lei que limita as TAEG no crédito ao consumo estabeleceu um tecto para o preço dos financiamentos. Apesar disto, algumas modalidades abrangidas anunciam taxas, comissões e seguros obrigatórios que, para determinados cenários, resultam em taxas efectivas superiores ao limite. Pior do que isso, o relatório de supervisão do Banco de Portugal, divulgado em Novembro, revela 63 contratos efectivos com taxas acima das legais, envolvendo 13 instituições.

A Deco já enviou as conclusões deste estudo ao Banco de Portugal e à Secretaria de Estado para a Defesa do Consumidor, pedindo que a lei da usura seja aplicada também às taxas publicitadas nas simulações.


Crédito Automóvel

- 15.000 euros a 48 meses

- TAEG máxima permitida no período: 11,5%

- TAEG analisadas (1º trimestre de 2010): 4,5% a 16,8%

- Além do limite segundo cálculo da D&D: BBVA Automóvel, BBVA Quota Final, BPN Crédito, Banif Mais, Finibanco.

- Dos 17 produtos analisados, quatro excedem as taxas.


Saldo descoberto

- 1.500 euros a três meses

- TAEG máxima permitida no período: 32,6%

- TAEG analisadas (4.º trimestre 2010):10,3% a 36,2%

- Foram analisados 18 produtos, nenhum excedeu a taxa prevista.


Cartão de crédito

- 1.500 euros a 12 meses

- TAEG máxima permitida no período: 32,9

- TAEG analisadas (4º trimestre de 2010): 11,3% a 22,7%.

- Além do limite segundo o cálculo da D&D: UnibancoGold (Unicre)

- Foram analisados 70 produtos, apenas um excedeu a taxa máxima prevista.


Energias renováveis

- 5.000 euros a 24 meses

- TAEG máxima permitida no período: 5,4%

- TAEG analisadas (4.º trimestre 2010): 4,8% a 13,6%

- Além do limite segundo cálculo da D&D: Banco BPI, Banco Popular, Banif, Caixa Geral de Depósitos, Crédito Agrícola (taxa fixa e variável), Millennium bcp, Montepio, Santander Totta (crédito e ‘leasing').

- Foram analisados 11 produtos, 10 excedem as taxas máximas.


Crédito Pessoal S/ fim específico

- 5.000 euros a 24 meses

- TAEG máxima permitida no período: 19,1%

- TAEG analisadas (4.º trim. 2010): 7,7% a 32,4% 

- Além do limite segundo cálculo da D&D: BBVA, Banco BPI (taxa fixa e variável), Banco Espírito Santo, Banco Popular, Barclays Bank, Caixa Galicia, Caixa Geral de Depósitos (taxa fixa e variável), Crédito Agrícola (taxa fixa e variável), Deutsche Bank, Finibanco, Millennium bcp

- Foram analisados 23 produtos, 14 excederam as taxas máximas.


Locação financeira (carro novo)

- 15.000 euros a 48 meses.

- TAEG máxima permitida no período: 8%

- TAEG analisadas (4º trimestre de 2010): 4,5% a 9,4%

- Além do limite segundo cálculo da D&D: ActivoBank/Millennium bcp, Banco Best, Banco Espírito Santo, Banif Mais, BPN Crédito, Deutsche Bank, Santander Totta.

- Foram analisados 15 produtos, nove excedem as taxas.

fonte: economico.sapo



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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
Euribor sobe após 15 dias de queda

Esta quinta-feira, as taxas interbancárias europeias avançaram em todos os prazos. Havia 15 sessões que as taxas estavam em quedam queda.

 

A taxa Euribor a seis meses - a mais utilizada no cálculo dos juros do crédito à habitação em Portugal - subiu para 1,262%, enquanto a taxa a 12 meses atingiu os 1,533%. Este indexante já não subia há 12 sessões.

Por sua vez, a taxa a três meses, a referência no cálculo dos juros dos Certificados de Aforro e também nos mais recentes empréstimos de compra de habitação avançou para 1,031%, após dez sessões negativas.

fonte:cmjornal



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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
Juros no crédito ao consumo vão voltar a descer

Os juros associados aos contratos de crédito pessoal descem há quatro trimestres consecutivos.

O Banco de Portugal acaba de divulgar as taxas de juro máximas que as instituições financeiras devem respeitar nos novos contratos de crédito realizados com os consumidores durante o quarto trimestre do ano.

No crédito pessoal, os empréstimos para educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos vão custar no máximo 5,4%, a partir de Outubro. Esta taxa representa uma descida face aos 6% cobrados no terceiro trimestre do ano.

Por sua vez, os outros créditos pessoais vão ter um agravamento de 18,8% para 19,1%, invertendo a tendência de queda dos trimestres anteriores.

No que se refere ao crédito automóvel, a locação financeira ou ADL para automóveis novos desce de 7,4% para 7,3%, enquanto nos usados cai de 9,2% para 9%.

Os cartões de crédito, linhas de crédito, contas bancárias correntes e facilidades de descoberto continuam a apresentar as taxas mais elevadas, de 32,9%.

O regulador define estas taxas máximas como sendo as médias, acrescidas de um terço, das Taxas Anuais de Encargos Efectivas Globais (TAEG) praticadas pelas instituições de crédito no trimestre anterior, nos diferentes tipos de contratos.

fonte:economico



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Sábado, 14 de Agosto de 2010
«Spreads» este ano voltam a subir

Os bancos voltaram a subir os «spreads» para o crédito à habitação - quarta vez este ano - mas apesar disso os pedidos de empréstimo não deixam de aumentar.

O «Diário de Notícias» revela que os dois maiores bancos portugueses, Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Millennium BCP, agravaram outra vez os spreads aplicados aos novos empréstimos à compra de casa.

A CGD aplica agora um «spread» mínimo de 1,35 pontos percentuais, contra os anteriores 1,25 pontos. A margem máxima passa de 3,70 para 3,80 pontos, mas aos clientes com risco o «spread» pode chegar aos 4,20%.

 

Novos empréstimos crescem 26% em Junho


Quanto ao Millennium BCP, a margem inferior do crédito à habitação passou de um ponto para 1,35 pontos percentuais, mantendo o «spread» máximo nos 3,30 pontos.

Apesar do aumento do custo de novos empréstimo, o mercado dá sinais de reanimação.

Dados do Banco de Portugal indicam que, em Junho, os novos empréstimos à habitação cresceram, em valor, cerca de 26%

fonte:tvi24

 

Leia também o artigo: Para o crédito pessoal qual o melhor banco?



publicado por adm às 00:50
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