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Blog destinado a partilhar tudo o que se passa no mundo dos créditos. Os melhores créditos, a melhores taxas de juro, noticias e novidades sobre os créditos.

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06
Mar11

Saiba como 'driblar' a subida dos juros

adm

A taxa de referência do BCE pode subir já em Abril, o que é sinónimo de crédito à habitação mais caro.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, sinalizou, esta quinta-feira, uma subida do preço do dinheiro já em Abril, após dois anos sem mexidas. Desde Maio de 2009 que a Refi se encontra nos 1%, um mínimo histórico. É que o banco central está preocupado com a escalada dos preços das matérias-primas, que está a criar pressões inflacionistas. A taxa de inflação na zona euro subiu para 2,4% em Fevereiro, o nível mais elevado em 28 meses, encontrando-se pelo terceiro mês consecutivo acima da barreira de 2% em que o BCE considera existir estabilidade de preços.

Em reacção, as taxas Euribor registaram fortes subidas na sexta-feira, com o indexante a seis meses, a registar, em termos absolutos, a nona maior subida diária da sua história, disparando nove pontos base para 1,475%, o valor mais alto desde Junho de 2009.

O mesmo aconteceu como as taxas a três e a doze meses, que subiram para 1,162% 1,924%, máximos de Abril de 2009 e de um ano, respectivamente.

Os futuros negociados na Nyse Liffe colocavam a taxa a três meses em 1,23% em Março, 1,635% em Julho, 1,905% em Setembro e 2,135% em Dezembro. Tendo em conta os Forward Rate Agreement (FRA), contratos onde os bancos negoceiam juros futuros, a Euribor a seis meses dispara de 1,385% para 2,282% em Dezembro.

A confirmarem-se os futuros, o aumento das mensalidades do crédito à habitação vai ser muito mais acentuado, chegando mesmo a triplicar até Julho.

Os economistas contactados pelo Económico não têm dúvidas que, no actual contexto económico, este encarecimento pode ditar o aumento do endividamento, penalizar o rendimento disponível das famílias e, consequentemente, reduzir a poupança.

Uma família com um crédito à habitação no montante de 150 mil euros, a amortizar em 30 anos, com um ‘spread' de 1% e indexado à Euribor a três meses, está a pagar, desde Janeiro, uma prestação de 556 euros. A partir de Abril, o montante sobe para 572 euros e agrava-se para 612 euros em Julho, o que corresponde a um aumento mensal de 16 euros e 40 euros, respectivamente. Estes montantes representam o triplo do aumento registado nas revisões ocorridas no ano passado, altura em que não chegaram a ultrapassar os 11 euros mensais.

Para Cristina Casalinho, estes acréscimos não são consideráveis, se tomados isoladamente. "Porém, esta elevação ocorre em orçamentos que já se encontram castigados com o desemprego, agravamento da carga fiscal, contenção salarial, aumento de preços de combustíveis e bens alimentares. É mais um factor que condicionará negativamente o consumo", diz a economista-chefe do BPI. O economista-chefe do BCP recusa classificar o aumento de "acentuado". "As taxas de juro de referência permanecem com valores historicamente muito baixos mas, naturalmente, que tem implicações nos orçamentos familiares onde o nível de endividamento é maior e a situação laboral mais precária", diz Gonçalo Pascoal.

Como escapar à subida dos juros

1 - Fixar a prestação do crédito à habitação
A primeira solução para contornar a possível subida dos juros é fixar a prestação do crédito à habitação. Assim, em vez de ver os encargos mensais oscilarem em cada três, seis ou doze meses, ao fixar a taxa de juro, saberá que durante um determinado período a prestação será sempre igual.

2 - Adiar parte da dívida para o final
Outra das soluções é o diferimento de capital, em que adia para a última prestação do empréstimo uma parcela do capital em dívida. Durante o contrato, é amortizada só a percentagem não diferida, o que possibilita que a prestação seja mais baixa. A desvantagem é que encarece o total do empréstimo.

3 - Pedir um período de carência de capital
Para aguentar a subida da prestação poderá pedir um período de carência de capital. Nesse período pagará apenas juros relativos ao capital em dívida, ou seja uma prestação mais baixa. Mas findo esse prazo a prestação agravar-se e os custos com os juros globais disparam.

 

 fonte:http://economico.sapo.pt

 

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