Terça-feira, 29 de Junho de 2010
Crédito a habitação: juros não sobem há quase ano e meio

Tendência da taxa de juro implícita nos empréstimos para comprar casa é de redução... mas está a abrandar

 

A taxa de juro implícita nos créditos à habitação voltou a recuar em Maio. No último mês atingiu os 1,808%, menos 0,012% do que em Abril, revela o INE.

No entanto, esta redução é inferior à verificada no mês anterior: em Abril os juros diminuíram 0,016% face a Março.

Uma tendência de abrandamento que, mesmo assim, não foge ao vivido desde o final de 2008: os juros implícitos nas prestações da casa não sobem há 17 meses.

 

A prestação média vencida voltou a estabilizar nos 250 euros, valor que se mantém desde Março. Face a Dezembro de 2008, o valor pago actualmente é inferior em 119 euros.

Nos últimos três meses, os contratos celebrados tiveram uma taxa de juro implícita de 2,042%, mais 0,010% face a Abril, conclui o Instituto Nacional de Estatística.

Já a prestação média vencida, nos últimos três meses, foi de 296 euros, menos cinco euros, em comparação com o mês anterior, «em consequência da forte redução do valor médio do capital em dívida», revela o INE.

fonte:www.tvi24.iol.pt



publicado por adm às 15:30
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CIP preocupada com possível corte no crédito às empresas

As exigências de Bruxelas, quanto à elevação de capital pelos bancos, estão a preocupar a Confederação Empresarial de Portugal. O futuro presidente da CIP mostrou-se «apreensivo» em relação à possível redução do crédito bancário às empresas, se estas medidas forem avante.

A CIP deverá reunir-se esta semana com a Associação Portuguesa de Bancos, que entregou uma carta ao comissário europeu Michel Barnier, a manifestar-se contra as regras «excessivas» de Bruxelas.

 

«Se é a APB que alerta para esta situação, obviamente deixa-nos bastante apreensivos», confessou à agência Lusa António Saraiva, actual presidente da Confederação da Indústria Portuguesa e futuro líder da CIP ¿ Confederação Empresarial de Portugal.

«Se não houver bom senso em termos de concessão de crédito e do custo desse crédito temos de avaliar a situação e encontrar soluções para minorar problema das empresas», acrescentou.

 

É preciso perceber, lembra António Saraiva, «a razão porque a própria banca está com dificuldades acrescidas em se financiar». O objectivo é jogar pelo seguro. «Queremos encontrar formas de agilizar ou corrigir situações que detectamos que são anómalas, nomeadamente na revisão de contratos e subida de spreads».

fonte:www.agenciafinanceira.iol.pt



publicado por adm às 15:29
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PM reúne com banqueiros para discutir dificuldades no acesso ao crédito

Presidentes do BCP, BES, CGD, BPI e Santander Totta estiveram ontem em São Bento.

Os cinco principais banqueiros nacionais foram ontem chamados a São Bento para discutir a actual situação do sector, concretamente a reduzida capacidade de financiamento à economia da banca portuguesa, factor que estará a preocupar o primeiro-ministro, José Sócrates. Já os bancos querem que o Executivo tome mais medidas de contenção orçamental para ajudar a credibilizar a imagem do País junto dos mercados internacionais, o que permitiria facilitar o acesso a novos empréstimos por parte das instituições financeiras.

 

A reunião, segundo apurou o Diário Económico, terá acontecido a pedido de José Sócrates que contou com o seu ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos e do lado da banca com os presidentes da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Banco Comercial Português (BCP), Banco Espírito Santo (BES), Banco Português de Investimento (BPI) e Santander Totta.

 

O principal ponto da agenda da reunião consistiu em encontrar soluções para o financiamento do sistema financeiro nacional que, neste momento, já está a reflectir-se junto das empresas e particulares.

 

O primeiro-ministro está preocupado com os efeitos no tecido empresarial do corte da concessão de crédito e com a possível falência de empresas em resultado dessa contracção. Até porque o "fechar da torneira" dos bancos nos empréstimos concedidos ainda estará longe do seu pico.

fonte:http://economico.sapo.pt



publicado por adm às 15:26
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010
Juros máximos no crédito pessoal sofrem alteração e diminuem

O Banco de Portugal divulgou no passado dia 18 de Junho as taxas de juro (TAEG - taxas anuais efectivas globais) máximas a aplicar nos contratos de crédito ao consumo, no terceiro trimestre de 2010. As TAEG determinadas pelo Banco de Portugal resultam da média das taxas praticadas pelas instituições financeiras no trimestre anterior acrescidas de um terço do valor e estão mais baixas, pelo menos, no crédito pessoal e no ALD (aluguer de longa duração) automóvel.

 

Os juros máximos no crédito pessoal descem dos 6,7% nos contratos de crédito para educação, saúde e energias renováveis, aplicados no segundo trimestre de 2010, para os 6% entre Julho e Setembro deste ano enquanto na locação financeira de equipamentos, os juros máximos diminuem dos 7,3% para os 6%.

 

No crédito automóvel, as descidas dos juros máximos permitidos acontecem nos contratos de ALD (aluguer de longa duração), onde o preço do dinheiro desce dos 7,7% para os 7,4%, no caso dos veículos novos, e dos 9,9% para os 9,2%, nos veículos usados.

Pelo contrário, cartões de crédito, facilidades de descoberto, linhas de crédito e contas correntes poderão ter TAEG mais elevadas a partir de Julho. No segundo trimestre a TAEG máxima permitida era de 31,6% mas, no terceiro, poderá ascender a 32,6%.

fonte:Nuno Alexandre Silva (www.expresso.pt)



publicado por adm às 15:39
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010
Novos créditos as empresas caiem e sobem os empréstimos à habitação

Banca está a privilegiar a concessão de crédito à compra de casa. Até fim de Abril, estes empréstimos subiram 21%.

 

As maiores restrições à concessão de novos empréstimos estão a afectar essencialmente as empresas. Quer por falta de projectos candidatos a financiamento bancário quer por maior aperto nos critérios de atribuição, a verdade é que nos primeiros quatro meses de 2010 os novos créditos ao tecido empresarial português caíram 16,5%, quando comparado com o registado em igual quadrimestre de 2009.

 

De acordo com as últimas estatísticas online do Banco de Portugal, publicadas esta semana e com indicadores referentes a Abril último, o comportamento não é similar no que respeita aos novos empréstimos a particulares.

 

Com efeito, no crédito à habitação regista-se um aumento de 20,9% nos novos contratos de empréstimos escriturados nos primeiros quatro meses de 2010, face ao período homólogo do ano passado. Trata-se de uma variação surpreendente face ao contexto de maior rigor na análise do risco do cliente e ao consequente agravamento dos spreads para valores impensáveis há um ano.

 

A explicação poderá estar numa ligeira retoma no sector da habitação, com os bancos a privilegiarem a concessão destes empréstimos com garantias reais, em detrimento de outros créditos.

 

Assim, até Abril, as instituições de crédito a actuar no mercado do crédito à habitação concederam 3,2 mil milhões de euros de novos empréstimos, contra 2,7 mil milhões no primeiro quadrimestre de 2009.

 

O financiamento ao consumo dos particulares, por seu lado, apresentou uma variação positiva de 3,6% neste período, atingindo 1,15 mil milhões em Abril último, um tipo de crédito que tem vindo a registar um claro abrandamento nos últimos tempos.

 

 

Entre as empresas, a maior retracção no crédito regista-se ao nível das maiores, ou seja, nos empréstimos acima de um milhão de euros. Aqui, a redução nos primeiros quatro meses do ano foi de 17,8%, caido de 8,1 mil milhões de euros em 2010, para 6,6 mil milhões em igual mês do ano passado.

Já no que respeita aos empréstimos até um milhão de euros, montantes contratados normalmente pelas pequenas e médias empresas, a queda, no período em análise, foi de 15,2%, passando de oito mil milhões para 6,7 mil milhões de euros.

 

De salientar ainda que a nova produção mensal de Abril apresentou uma queda face ao mês anterior em todos os tipos de empréstimos, depois de Março ter sido um mês de crescimento mensal significativo, especialmente no crédito à habitação e consumo destinado aos particulares.

fonte:http://dn.sapo.pt



publicado por adm às 15:34
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