Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011
Crédito às empresas cai 2.126 milhões e malparado 1.460 M€

O crédito concedido às empresas caiu 2.126 milhões de euros em dezembro, face a novembro, para o mais mínimos de março de 2009, tendo o malparado diminuído 1.460 milhões de euros para mínimos de um ano.

 

 

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal, o crédito concedido às empresas fixou-se no final de 2010 nos 116.720 milhões de euros, uma diminuição de 1,78 por cento face aos 118.846 milhões de euros registados no final de novembro.

 

Este é o valor mais baixo registado pelo Banco de Portugal desde março de 2009, quando se fixou nos 116.536 milhões de euros.

fonte_:Diário Digital / Lusa



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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011
Microcrédito: uma forma de arriscar novo negócio

Basta ter uma «ideia viável» para criar a sua própria microempresa

 

É uma forma de arriscar um novo negócio para quem pensa que todas as portas estão fechadas. Os beneficiários do microcrédito ligados à Associação Nacional de Direito ao Crédito viram aprovados 1.433 projectos em um pouco mais de onze anos, representando cerca de 7,7 milhões de euros. 

Com isso, foram criados 1.812 postos de trabalho, dos quais 172 ao longo de 2010. O presidente da ANDC, Moahmed Ahmed, referiu à Lusa que mais de metade dos empreendedores que recorrem ao microcrédito são mulheres (52,7%). Estamos a falar de excluídas «social e financeiramente», mas cuja capacidade para criar o seu emprego surge devido a diversas circunstâncias impostas pela vida, entre outras, pertence a minorias étnicas, é imigrante ou perdeu o seu emprego.

«O espírito de luta, sacrifício e capacidade de adaptação» são algumas das características destes empreendedores que recorrem ao microcrédito.

No total dos processos, desde 1999, ano em que a ANDC foi criada, até Janeiro de 2011, Lisboa lidera com 38,7% das aprovações, seguida do Norte (24%), Centro (21%), Alentejo (10,4%) e do Algarve (6%).

As pessoas que recorrem ao microcrédito têm de ter uma «ideia viável» para constituírem o seu negócio ou a sua microempresa, mas normalmente «não possuem o capital para concretizarem o seu desejo», nem a banca universal, ou de retalho, em Portugal, lhes concede crédito por não apresentarem «os requisitos mínimos exigidos», explicou à Lusa fonte do sector.

Os beneficiários apostam sobretudo em actividades como o comércio por grosso e a retalho (37,3%), seguida dos de negócios na área do alojamento, restauração e similares (13,3%) e das indústrias transformadoras (10,8%), além de outras como as actividades ligadas construção (5%), informação e comunicação (2,5%) e à agricultura e produção animal (3,4%).

O medo de arriscar

No dia em que passa um ano sobre a publicação do decreto-lei que permitiu a constituição de sociedades financeiras de microcrédito, Helena Mena, que, no BCP, é responsável pela rede autónoma de microcrédito disse à agência Lusa que os projectos financiados, desde então, envolveram um empréstimo global de 16,5 milhões de euros.

«Nesta área fomos os pioneiros em Portugal há onze anos. Em 2005, o banco decidiu criar uma rede autónoma de microcrédito que está a funcionar desde Novembro desse ano». 

Segundo Helena Mena, a crise, que deveria «trazer mais pedidos» para a criação de projectos de microcrédito, ao contrário do que era expectável, não gerou uma grande procura por parte das pessoas: «Retraíram-se um pouco e não querem arriscar».

No entanto, já se começa a verificar «uma inversão desta tendência», um bom sinal, dado que a criação de emprego auto-sustentado e o investimento na formação das pessoas dá «os seus frutos».

O microcrédito permite a quem não tem emprego, por exemplo, e não possui condições de obter crédito bancário pela via tradicional, poder lançar as suas ideias em projectos financiados segundo as condições do microcrédito, mas dispondo de um «fato à medida, em que a flexibilidade é uma das preocupações». 

«O crédito tem maturidade de quatro anos, e não ultrapassa por pessoa 17.500 euros, nem tem comissões e beneficia despreads baixos». 

As áreas com maior destaque nos projectos de microcrédito têm a ver com os restaurantes e snack-bars (16%), cafés (12%), cabeleireiro, estética e tatuagens (também com 12%) e as mercearias e mini-mercados (8%).

As sociedades financeiras de microcrédito em Portugal foram lançadas há um ano pelo Governo, mas não foi criada nenhuma até agora, segundo fonte do Banco de Portugal. É que só a partir de 31 de Janeiro, com a promulgação da última portaria, é que foi possível avançar para a sua constituição, apesar do decreto-lei ser de 19 de Fevereiro de 2010.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Microcrédito: Beneficiários viram aprovados projetos no valor de 7,7 milhões de euros em onze anos

Os beneficiários do microcrédito ligados à Associação Nacional de Direito ao Crédito viram aprovados 1.433 projetos em um pouco mais de onze anos, representando cerca de 7,7 milhões de euros, indicou a instituição.

A ANDC indica que, desde o início da sua atividade, "há onze anos e um mês", foram constituidos 1.812 postos de trabalho, dos quais 172 ao longo de 2010. O presidente da ANDC, Moahmed Ahmed, referiu à Lusa que mais de metade dos empreendedores que recorrem ao microcrédito são mulheres (52,7 por cento) e que o empreendedor tipo é o beneficiário "excluído social e financeiramente", mas cuja capacidade para criar o seu emprego surge devido a diversas circunstâncias impostas pela vida, entre outras, pertence a minorias étnicas, é imigrante ou perdeu o seu emprego.

"O espírito de luta, sacrifício e capacidade de adaptação" são algumas das características destes empreendedores que recorrem ao microcrédito, destacou.

fonte:visao



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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011
Os 10 cartões de crédito mais baratos do mercado

O Diário Económico analisou os custos associados aos cartões oferecidos nas maiores instituições financeiras a operar em Portugal.

Longe vão os tempos em que ter cartão de crédito era acima de tudo uma questão de estatuto. Hoje, para além de facilitar simples hábitos de consumo do dia-a-dia, o pequeno rectângulo de plástico é um instrumento indispensável na gestão dos orçamentos mensais de muitas famílias, sobretudo tendo em conta tempos de crise económica como o actual. Segundo os dados do Banco de Portugal, em 2009 existiam cerca de 9,9 milhões de cartões de crédito no mercado português. O que significa, em média, um cartão de crédito na carteira de cada português. Se recuarmos até 2000, nessa altura existiam apenas 2,6 milhões. Facilitador da relação com o dinheiro, a utilização do cartão de crédito pode, contudo, também resultar em encargos excessivos ou mesmo em problemas financeiros. Por isso encontrar o cartão de crédito "à medida" pode ser fundamental para evitar cair em gastos exagerados.

Neste sentido, o Diário Económico consultou as condições oferecidas na gama de cartões de crédito disponibilizados pelos dez maiores bancos lusos. Para isso analisamos os preçários de CGD, Millennium bcp, BES, Santander, BPI, Barclays, Montepio Geral, Crédito Agrícola, Banif e Popular. Foram analisadas duas vertentes: a anuidade e a taxa anual de encargos globais (TAEG). Estes são os dois elementos chaves para a escolha do cartão de crédito mais adequado ao perfil de cada cliente. "Quem vai escolher o cartão de crédito tem que ponderar se vai ou não usar a linha de crédito. Se pretende pagar 100% no prazo sem juros [entre 20 e 50 dias], deve escolher o cartão sem anuidade ou com a anuidade mais barata. Se, pelo contrário, quer usar o pagamento faseado deve olhar para a TAEG. Aí está incluída a taxa de juro do crédito, a anuidade e o efeito de ‘cash-back' [desconto na conta cartão]", explica o economista da Deco, Vinay Pranjivan.

Para quem pretenda utilizar o faseamento de pagamentos, a escolha acertada da TAEG pode resultar numa poupança considerável. Com base em duas simulações efectuadas pela Deco (crédito de 1.500 euros a pagar em 12 meses, sem anuidade e sem ‘cash-back'), verifica-se que quem tiver um cartão de crédito com uma TAEG de 14,4% vai pagar em juros 112,23 euros. Já se a TAEG for de 24,6%, o encargo sobe para 186,53 euros. Ou seja, mais 71,3 euros. Mas, o diferencial de custos pode ser ainda mais acentuado, tendo em conta que o leque de taxas de juro dos cartões de créditos considerados na análise é ainda maior. O "BES Branco" é o cartão com a TAEG mais baixa, de 9,7%, enquanto o "Business Gold Pessoal", também do BES, é o que tem a taxa de juro mais elevada: 32,7%. Outra das conclusões é que, em termos médios, os cartões do BPI e da CGD são os que apresentam as taxas de juro mais baixas. A má notícia é que, também em termos médios, a maior parte das instituições consideradas tem subido as taxas de juro dos seus cartões de crédito face ao que se passava há um ano atrás. As excepções são o Crédito Agrícola e o Popular, que desceram ligeiramente as taxas, e o Banif, que não fez alterações no seu preçário.

Também as anuidades dos cartões podem variar bastante. Há cartões em que esse pagamento é isento- é o que se passa com quatro cartões do BES e do Barclays- mas também há situações em que as anuidades podem chegar aos 240 euros. É o que acontece com o American Express Platinum e o Tap Platinum, disponibilizados pelo Millennium bcp. Na maior parte das situações, os cartões de gama clássica são os mais baratos, apesar de também existirem cartões de gama ‘gold' que não cobram anuidades. Segundo o economista de Deco, o custo das anuidades está associado a dois aspectos: o montante da linha de crédito e os benefícios associados ao cartão. "As anuidades mais caras são normalmente nos cartões que têm um ‘plafond' mais elevado ou cujo conjunto de benefícios associados, como por exemplo, os seguros incluídos, é maior", afirma Vinay Pranjivan.


Os cartões com as taxas mais baixas

BES Branco
É a solução mais competitiva em termos de TAEG, mas trata-se de um cartão com um funcionamento distinto do habitual. Este cartão do BES não tem TAN e o pagamento das compras poder ser feito em prestações fixas que variam consoante o limite de crédito. Por exemplo, se escolher fraccionar um pagamento de 1.500 euros, irá pagar 60 euros durante 25 meses. A anuidade está associada ao limite do crédito do cartão. Quanto maior este for, mais elevada é a anuidade.

Platinum- Santander
É apontado como o cartão mais exclusivo do Santander, permitindo o acesso a limites de crédito elevados. A TAEG de 10,7% é calculada para uma utilização de crédito de 10 mil euros a 12 meses. À anuidade de 80 euros está associado um pacote de seguros e serviços de assistência. Também tem associado um pacote de milhas que converte os pagamentos a crédito em viagens de avião.

BPI Gold
Além de ter uma das TAEG mais baixas, este cartão ‘gold' tem associado um pacote abrangente de seguros (acidentes pessoais em viagem e estadia, responsabilidade civil, assistência em viagem, assistência doméstica ou roubo). Já a anuidade prevista são 50 euros, mas pode ser gratuita mediante o cumprimento de um conjunto de situações: património financeiro no BPI de pelo menos 100 mil euros ou uma média de saldos mensais em dívida a partir de 450 euros.

Ímpar (anuidade 40 euros) - CGD
Com este cartão pode pagar o saldo mensal em prestação fixa ou em percentagem do saldo em dívida, ou ainda pagar as compras de maior montante em prestações até 59 meses. A TAEG de 14,5% é válida para situações em que a anuidade seja de 40 euros e foi calculada com base numa utilização de crédito de 1.500 euros por um prazo de 12 meses.

Millennium bcp Fix
A forma de pagamento associada a este cartão é em parcelas mensais definidas pelo cliente e fixadas sobre o ‘plafond' inerente ao mesmo (entre 5% e 10% do limite de crédito). A anuidade é cobrada semestralmente (8,65 euros). Se em cada semestre forem efectuadas cinco compras, não é cobrada. O cartão credita na conta do cartão 1% das compras a créditos iguais ou superiores a 250 euros.

BES Platinum Private
O BES Platinum Private é considerado o mais prestigiado cartão de crédito do BES. Entre as principais vantagens da sua utilização incluem-se o acesso ao Programa de Milhas "Top miles", bem como o facto de possuir um pacote de seguros e assistências alargado. A uma TAEG 15,2%, para a utilização de um crédito de 7.500 euros a pagar em 12 meses, está associada uma anuidade de 100 euros.

Light- Santander
Caso o cliente cumpra com as condições deste cartão beneficia de uma TAEG de 15,9%, válida para uma utilização de crédito de 1.500 euros por um prazo de 12 meses. Uma das vantagens deste cartão é o facto de isentar o pagamento da primeira anuidade. Nos anos seguintes se realizar 1.200 euros de movimentos anuais com o cartão a anuidade também é gratuita. Caso contrário a anuidade passará a ser de 16,5 euros.

BES Duo
Quando a versão de crédito deste cartão de débito é activada, tendo em conta uma utilização de 1.500 euros de ‘plafond' por um prazo de 12 meses, o cliente tem acesso a uma TAEG de 16,4%. Nessa taxa de juro está incluído o pagamento de uma anuidade de 7,5 euros. Esse encargo pode ser isento caso o cliente já tenha subscrito uma conta ou serviço entre uma lista de alternativas disponibilizadas pelo banco.

Ímpar (anuidade 20 euros) CGD
Com este cartão pode pagar o saldo mensal em prestação fixa ou em percentagem do saldo em dívida, ou ainda pagar as compras de maior montante em prestações até 59 meses. A TAEG de 16,6% é válida para situações em que a anuidade seja de 20 euros e foi calculada com base numa utilização de crédito de 1.500 euros por um prazo de 12 meses.

Caixa Classic
Com este cartão, tem acesso a uma linha de crédito gratuita até 45 dias . Se fizer a primeira compra com o cartão até 45 dias após a emissão, a primeira anuidade é grátis. As seguintes também podem ser isentas, caso o cliente tenha um saldo mensal médio de compras igual ou superior a 250 euros. Caso contrário, a anuidade é de 24,04 euros. O cartão devolve ainda até 3% do valor das compras na conta associada.

fonte:http://economico.sapo.pt/



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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011
Crédito especializado sobe em 2010

O financiamento de empresas junto de instituições de crédito especializadas  disparou em 2010, ano em que a banca nacional restringiu a concessão de empréstimos devido à crise da dívida soberana na Zona Euro.

 

Segundo dados divulgados ontem pela Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), o financiamento concedido às empresas em crédito clássico subiu 10,4% face ao ano anterior (175 milhões de euros), enquanto o crédito stock (destinado a fornecedores com vista à revenda) aumentou 36,4% (2,6 mil milhões). No quarto trimestre, a tendência foi semelhante: o crédito para fornecedores cresceu 31,5% e o clássico 13,9% face ao período homólogo de 2009.


"Estamos a assistir a uma mudança no tipo de financiamento prestado pelas nossas associadas. Se até ao ano passado a maioria do crédito concedido se destinava a particulares, actualmente e fruto da conjuntura económica que estamos a atravessar, a maioria do financiamento é concedido às empresas, sobretudo para a reposição de stocks. Apesar de estarem a estabelecer contratos de maior valor, os consumidores estão a recorrer menos ao crédito ao consumo (cerca de 18 pontos percentuais)", adiantou António Menezes Rodrigues, presidente da ASFAC, associação que tem como membros a Cofidis, Credibom ou Sofinloc.


O reforço do financiamento às empresas fez subir o total do crédito concedido pelas instituições de crédito especializado em 12,2% até 5,135 mil milhões de euros em 2010. O crédito ao consumo a particulares recuou 3,0% (1,8 mil milhões de euros), apesar da subida ligeira de 0,7% no quarto trimestre. Neste último, só o crédito pessoal e o crédito para meios de transporte subiram em 2010.

fonte_:oje.pt



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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
Saiba qual é o melhor banco para fazer um crédito pessoal

O Diário Económico dá-lhe a conhecer as melhores ofertas para seis perfis diferentes.

Difícil e caro. É desta forma que se pode caracterizar o acesso ao crédito pessoal na actual conjuntura. As dificuldades de acesso a financiamento da banca levaram as instituições a apertarem os critérios para a concessão de crédito à habitação, um aperto que é ainda mais notório no crédito ao consumo. Além de ser raro, o crédito pessoal é também caro. Isso mesmo é possível verificar numa análise feita pelo Diário Económico com base no simulador da Deco Proteste e que foi actualizado em Janeiro deste ano. Foram analisados seis diferentes perfis de clientes e as condições praticadas, sempre que possível, em 18 bancos a operar em Portugal para cada um dos casos. Os resultados destas simulações mostram que existem grandes assimetrias entre as condições apresentadas. De tal forma que, em quatro dos seis cenários simulados, optar pelo banco que oferece a TAEG mais baixa em detrimento da instituição com a TAEG mais elevada pode levar os consumidores a uma poupança superior a 1.200 euros nos encargos totais com o crédito pessoal. Nos casos simulados, os bancos espanhóis Caja Duero, Caixa Galicia e os portugueses Montepio Geral e ActivoBank foram as instituições que, regra geral, apresentavam as melhores condições.

É ao nível das TAEG (taxa anual efectiva global) que se notam grandes diferenças. Através das simulações é possível ver que estas taxas podem oscilar entre os 9,7% e os 30,8%- um valor que supera largamente o limite máximo previsto pelo Banco de Portugal para os créditos pessoais sem finalidade específica (19,6%). A TAEG é a taxa para a qual os consumidores devem prestar mais atenção, já que ela inclui além da taxa de juro anual nominal (TAN) todos os encargos associados ao empréstimo, como é o caso dos seguros e das comissões de abertura de processo. Recorde-se que não é garantido que um banco que lhe ofereça uma TAN baixa seja a instituição onde os encargos totais do crédito são mais baratos.

Mais uma vez, as simulações comprovam esta realidade. Se tivermos em conta o exemplo de um consumidor que precisa de obter 25.000 euros de financiamento de crédito pessoal a pagar em três anos, o Deutsche Bank e o Santander Totta apresentam, segundo o simulador da Deco, TAN muito semelhantes: 14% e 14,5%, respectivamente. No entanto, ao analisarmos as TAEG de cada uma das propostas, as diferenças expandem-se. Enquanto que o Deutsche Bank apresenta uma TAEG de 16,2%, no caso do Santander Totta, o valor sobe para os 19,8%. Para este dado contribui o facto do Santander Totta, apresentar comissões de estudo e/ou abertura de processo mais elevadas em relação ao Deutsche Bank.

E neste campo também existem diferenças assinaláveis. Enquanto alguns bancos não cobram comissões de abertura de processo- como é o caso do Activobank, Best e do BES- em outros casos, estas comissões podem chegar a superar os 800 euros, quando estão em causa empréstimos de montantes mais elevados. "Estas comissões nem sempre são fixas. Há bancos que cobram uma percentagem sobre o montante do empréstimo. Portanto, quanto maior for o valor do crédito, maior serão as comissões de abertura", explica Vinay Pranjivan, economista da Deco.

Apesar das simulações efectuadas, é importante ressalvar que tal não significa que o crédito seja aprovado exactamente nestas condições. Apesar dos critérios que os bancos definem nos seus preçários, a realidade mostra que os bancos estão a conceder menos crédito pessoal. Os números do Banco de Portugal mostram que no ano passado o montante total de crédito ao consumo encolheu até Novembro, cerca de 283 milhões de euros. Trata-se da maior queda desde 2002. "Numa altura em que se torna cada vez mais difícil ter acesso ao crédito à habitação, é natural que os bancos restrinjam ainda mais a concessão de crédito pessoal", explica Vinay Pranjivan. Ao contrário do que acontece com o crédito à habitação, em que se o cliente ficar numa situação de incumprimento o banco tem a garantia da casa, o crédito pessoal não tem essa garantia e, como tal, representam um risco maior para as instituições financeiras.

Esta opinião é corroborada pela consultora financeira FlexiSolutions. Luis Sousa, responsável da empresa, afirma: "Antes da crise, cerca de 80% dos créditos pessoais que propúnhamos à banca eram aprovados. Agora é o contrário. O normal é haver uma aprovação de apenas 30% das propostas de crédito pessoal" . Tanto Luís de Sousa como Vinay Pranjivan confirmam que as exigências dos bancos para com os clientes que pedem crédito pessoal aumentaram bastante. Além de pedirem a subscrição de um seguro de vida e/ou um seguro de protecção de crédito, as instituições exigem sempre a assinatura de uma livrança- ou seja, a garantia que o banco pode accionar no caso de incumprimento do cliente.


Pagar o empréstimo no curto ou no médio prazo?

1 - 12 meses
Para quem precisa de um crédito pessoal no valor de 3.000 euros a pagar em 12 meses, a melhor solução pertence ao espanhol Caja Duero, segundo o simulador da Deco. O custo total deste empréstimo é de 3.163 euros. Já se optar pela opção mais cara, os encargos totais sobem para os 3.404 euros.

2 - 48 meses
Se fizer um empréstimo de 3.000 euros mas optar por pagá-lo em quatro anos, os encargos totais com juros sobem . A melhor solução continua a pertencer à Caja Duero ao prever uma TAEG de 9,7% . Os encargos totais neste empréstimo situam-se nos 3.568 euros. Mas se optar pela solução mais cara, os encargos disparam para os 4.745 euros. Ou seja, ao optar pela melhor solução poupará 1.117 euros.


Pedir montantes reduzidos ou elevados?

2 - 1.500 euros
Ao pedir um crédito pessoal no valor de 1.500 euros e optar por pagá-lo em três anos, tem a vantagem de que as comissões de abertura de processo são reduzidas. Ao optar pela melhor solução em detrimento da proposta do banco mais caro consegue poupar 670,08 euros ao longo da vida do empréstimo.

3 - 25.000 euros
Ao pedir montantes elevados estará sujeito a comissões de abertura também mais altas, uma vez que muitos bancos cobram uma comissão em percentagem do montante concedido. Há bancos que não cobram comissões, mas há quem cobre 800 euros. Neste caso, se optar pela melhor solução em detrimento da mais cara pode poupar mais de seis mil euros .


Devo ou não subscrever produtos do banco?

4 - Sem subscrever produtos
Ao pedir um empréstimo de 5.000 euros a pagar em 36 meses e se não subscrever nenhum produto, os espanhóis Caja Duero e Caixa Galicia têm as melhores soluções, seguidos pelo Montepio e CGD. Se optar pela melhor solução os encargos totais do crédito situar-se-ão nos 5.719 euros.

5 - Subscrever quatro produtos
Se fizesse o mesmo crédito ( no valor de 5.000 euros) mas estivesse disposto a subscrever quatro produtos/serviços conseguiria baixar a prestação, ainda que para o caso simulado a poupança não fosse muito significativa. A prestação média cairia dos 173,5 euros para os 168,9 euros.


Dicas para contratar um crédito pessoal

- Os especialistas aconselham sempre os consumidores a avaliarem bem os encargos que vão ter ao subscreverem um crédito pessoal, para que a taxa de esforço do orçamento familiar não ultrapasse os 30% a 40%.

- Vinay Pranjivan da Deco recomenda ainda aos consumidores que consultem as condições praticadas no maior número possível de bancos, para poder ver quem é que pratica as taxas mais baixas do mercado.

- O indicador que deve servir de comparação entre as ofertas dos vários bancos é a TAEG, dado que esta taxa inclui todos os encargos associados ao crédito, incluindo seguros e comissões.

fonte:economico.sapo



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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011
Crédito malparado desce em Dezembro

O peso do crédito malparado baixou em Dezembro para 2,82 por cento. De acordo com os dados preliminares do Bando de Portugal, a que o Jornal de Negócios teve acesso, este foi o valor mais baixo desde Março.

O incumprimento das famílias portuguesas somou cerca de 3,9 mil milhões de euros. Em Novembro esse montante rondava os 4,2 mil milhões. Também as empresas reduziram o crédito malparado de 5,18 por cento para 4,03 por cento em Dezembro. No total as instituições financeiras registavam à volta de 4,7 mil milhões de euros em cobranças duvidosas referentes a financiamentos concedidos ao segmento empresarial.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/



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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011
Bancos só estão a dar crédito aos melhores clientes

O ‘spread’ médio praticado para os novos contratos de crédito à habitação é de 1,6%, perto do mínimo cobrado.

Os bancos têm vindo a aumentar os ‘spreads' cobrados no crédito à habitação desde há cerca de um ano, e os ‘spreads' máximos ultrapassam já os 4%. Mas o ‘spread' médio praticado pela banca para os novos contratos situa-se muito longe destes valores - 1,6%, ou seja, está próximo do ‘spread' mínimo.

"É um sinal de que os bancos só estão a emprestar aos clientes que reúnem as melhores condições, o que faz sentido dadas as dificuldades de financiamento da banca", refere um analista do sector ouvido pelo Diário Económico.

Os últimos dados revelados pelo Banco de Portugal reportam a Novembro de 2010, quando a taxa de juro média (que resulta da soma do indexante com o ‘spread') praticada para os novos contratos de crédito à habitação se fixou em 2,84%. Retirado o valor médio de Outubro da taxa Euribor a seis meses, que serve como principal indexante do crédito à habitação em Portugal, fica-se com um ‘spread' médio de 1,62%. Em Novembro, a média do ‘spread' mínimo de nove das maiores instituições financeiras a operar em Portugal situava-se nos 1,3%. Já a média do ‘spread' máximo atingia os 3,6%.

fonte:http://economico.sapo.pt



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Sábado, 5 de Fevereiro de 2011
Banca capta mais depósitos e mantém "torneira" do crédito

Num contexto de difícil acesso ao financiamento, os bancos portugueses reduziram a concessão de crédito, mas apenas para as empresas.

Os empréstimos para a aquisição de habitação cresceram, ainda que ligeiramente, nos três maiores bancos cotados na bolsa de Lisboa. Só no BES é que o valor cedido praticamente estagnou, isto num ano em que o sector se esforçou para aumentar a captação de recursos dos clientes. O valor dos recursos totais no balanço recuou, apesar do montante obtido através dos depósitos de particulares ter aumentado mais de 5%. 

O valor total aplicado pelos portugueses neste produto de poupança junto do BCP, do BES e do BPI cresceu quase 5.000 milhões de euros.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/



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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
Bancos vão conceder menos crédito e gerar menos lucros

As restrições no acesso ao crédito colocam em causa crescimento da economia.

O crédito está a tornar-se num bem cada vez mais escasso, sobretudo para as empresas. A economia nacional poder "ter um problema seríssimo por restrições ao crédito", alertou ontem João Ferreira do Amaral, professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).

"Para mim, esse é o maior receio que enfrenta o crescimento da economia nacional", frisou mesmo Ferreira do Amaral, na conferência "Portugal 2011 - Vir o Fundo ou ir ao fundo?", realizada na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Os dados dos Banco de Portugal confirmam este receio. De acordo com um inquérito realizado em Janeiro aos bancos sobre o mercado de crédito, "os critérios de concessão de empréstimos às sociedades não financeiras tornaram-se significativamente mais restritivos no quarto trimestre de 2010". E para o primeiro trimestre deste ano, as instituições financeiras não prevêem qualquer alteração desta tendência, pelo contrário. Segundo o documento publicado na sexta-feira, os bancos prevêem a adopção de critérios "ligeiramente mais restritivos em todos os segmentos, em especial para a aprovação de empréstimos a longo prazo a empresas", refere o mesmo documento.

fonte:economico



publicado por adm às 21:53
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