Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
Como obter Microcrédito?

O microcrédito é um mecanismo de resposta às dificuldades que muitas pessoas sentem na obtenção de créditos bancários para a concretização de um qualquer negócio próprio. Este empréstimo serve em particular todos os que se encontrem em situações financeiras desfavoráveis ou com trabalhos precários.

 

Desde 1999, a Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC) é a entidade nacional de direito privado que, através das suas iniciativas, possibilita aos cidadãos interessados iniciarem um novo ciclo na sua vida, concretizando projectos sustentáveis de emprego próprio.


Não tendo as pessoas nestas condições acesso ao mercado bancário, a ANDC assume-se como instituição de “intermediação” entre o cidadão e as instituições financeiras com as quais celebrou protocolos de cooperação.


Ainda que seja uma realidade com sucesso comprovado em Portugal, poucos são os que usufruem deste apoio. Neste sentido, o Portal da Empresa procura elucidar os seus utilizadores sobre a forma simples de aceder ao microcrédito através da ANDC.

Porém, para além do microcrédito, existem ainda outros programas de incentivo à criação de microempresas que também visam prevenir o desemprego de longa duração, criando a oportunidade dos cidadãos constituírem o seu próprio emprego, como é o caso do Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego.

 

 

 

Inscrição

 

O arranque de todo este mecanismo consiste em fazer uma inscrição na ANDC.

 

A inscrição pode ser efectuada por e-mail (microcredito@microcredito.com.pt), por telefone (21 315 62 00 / 808 202 922) ou por correspondência (Praça José Fontana n.º 4, 4.º andar, 1050-129 Lisboa). Em qualquer caso, deve indicar os dados necessários ao preenchimento de uma ficha de contacto.

 

A pessoa que o atender deve prestar-lhe todos os esclarecimentos necessários nesta fase e informá-lo sobre a forma como o processo se desenrola. A partir deste momento, fica a saber se o seu projecto se enquadra dentro das modalidades de acesso ao microcrédito.

 

 

Quais as condições para poder pedir um microcrédito?

    Não ter acesso ao crédito bancário normal;Não possuir incidentes bancários activos;Estar desempregado, em riscos de o poder vir a estar ou sem ocupação estável;Ter uma boa ideia que justifica o desenvolvimento de um negócio com perspectivas de sucesso;Pretender criar o seu próprio emprego, para o que possui formação e competências adequadas;
  • Revelar uma forte vontade e capacidade de iniciativa para se envolver no negócio.

 

 

 

 

Declaração

 

Para aceder ao microcrédito, precisa de confirmar que não tem incidentes bancários por resolver.

Neste sentido, precisa de preencher e assinar uma declaração em que autoriza o banco da sua preferência - de entre aqueles que têm acordo com a ANDC - a fornecer à ANDC informações bancárias, colhidas na Central de Risco do Banco de Portugal, que comprovem a sua situação.

Atenção: No caso de ser casado, também o cônjuge deve assinar uma declaração idêntica.

 

 

 

 

Consulta ao Banco

 

Depois da declaração ter sido entregue, juntamente com as cópias autenticadas dos documentos (Bilhete dentidade ou Cartão de Cidadão / Carta de Identificação / Passaporte / Autorização de Residência, e Cartão de Contribuinte), é feita uma primeira consulta ao banco.

Após a resposta do banco, a ANDC entra em contacto consigo.

 

 

Entrevistas

 

Após consulta ao banco, e no caso de não existir qualquer obstáculo ao financiamento, o seu processo inicia uma nova etapa, que consiste em entrevistas com vista à preparação do projecto.

 

Um técnico da ANDC entra em contacto consigo e desloca-se ao local do negócio para o ajudar a construir o seu projecto e tentar perceber os seguintes aspectos:

  • Qual o negócio;
  • Que tipo de local;
  • Condições da pessoa para o desenvolver;
  • O investimento necessário;
  • Sustentabilidade do negócio.

 

 

 

Decisão sobre o Projecto

 

Entendendo-se o negócio como viável e que a pessoa está em condições de o desenvolver, o projecto é proposto para aprovação em Comissão de Crédito. Caso o seu seja aprovado, é enviado para o respectivo banco, para financiamento.

No caso de a proposta ser aceite (o que acontece em mais de 98% dos casos), o crédito é concedido. A partir deste momento pode tornar-se empresário.

Os empréstimos têm um montante  mínimo de € 1.000 e máximo de € 7.000, sendo que mediante análise pode ser disponibilizada uma segunda tranche com o valor máximo de € 3.000.

O empréstimo pode ser concedido por um prazo 48 ou 36 meses consoante a entidade bancária, à taxa de juro próxima de 5% (Euribor a três meses mais 2% ou 3%, conforme o banco escolhido), reembolsável em prestações mensais.

Uma vez aprovada a concessão do empréstimo, o agente de microcrédito continua a acompanhar o microempresário até ao momento final do reembolso ou até o projecto se encontrar consolidado, apoiando-o em tudo o que se revelar indispensável para que o negócio crie condições de sucesso.

 

Fonte: Portal da Empresa com Associação Nacional de Direito ao Crédito



publicado por adm às 16:33
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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
Década de crédito fácil cai aos pés da crise internacional

Investidores perceberam, quase 10 anos depois, que emprestar a Portugal não é o mesmo que emprestar à Alemanha. Agora, as facilidades do euro estão a desaparecer: os juros sobem, os empréstimos escasseiam e o crédito às famílias e empresas cai. E a situação não deve melhorar nos próximos anos

 

Acabou a era do crédito fácil. A crise, que começou por ser financeira, contagiou a economia e acabou na dívida pública, está a pôr um fim às facilidades que marcaram a última década. E a inaugurar um período em que os empréstimos serão mais caros e mais difíceis de obter para o Estado, famílias e empresas. 

Para os mais velhos, um mundo com menos crédito será apenas voltar ao modelo que vigorou até ao final da década de 90. Na altura, só havia duas opções para expandir os empréstimos: captar as poupanças dos aforradores nacionais ou recorrer aos mercados externos e pagar o "risco escudo" – juros elevados para compensar a possibilidade de a moeda nacional desvalorizar. 

A entrada no euro, erigido sob o brasão do Bundesbank alemão, permitiu a Portugal abrigar-se na credibilidade germânica e ter facilidades nunca antes vistas no acesso ao crédito. O resultado foi a degradação das contas externas do país, em grande medida devido ao acumular de dívida privada (ver gráficos).

Juros voltam a descolar

Agora, as facilidades acabaram. "Os credores não vão voltar a emprestar a Portugal como se estivessem a dar crédito à Alemanha", diz Pedro Bação, da Universidade de Coimbra. As taxas de juro, aliás, estão a "cavar" um diferencial cada vez maior, pondo um fim à convergência da última década (ver gráficos). 

Para o Estado português, o nível de juros atingiu um valor tão alto que só um pedido de ajuda externa feito em Abril assegurou que os salários e pensões de Junho poderiam ser pagos. Desde então, a situação só piorou e as obrigações públicas são agora transaccionadas no mercado secundário a um preço que indicia uma probabilidade elevada de uma parte do capital não ser pago. 

A banca, recheada de dívida pública no seu balanço, também foi afastada dos mercados internacionais e tem sobrevivido com uma política agressiva de captação de depósitos, apoiada pela máquina de fazer dinheiro doBCE. "Sem o BCE, a banca não teria sobrevivido", diz Bação. Neste momento, o dinheiro de Frankfurt já representa quase um décimo do passivo da banca nacional – em 2008, era menos de 1%.

Os problemas estão agora a atingir também as famílias e empresas. Com a banca pressionada pela escassez de financiamento e pela exigências de "almofadas de capital", o crédito ao sector produtivo está a cair e as taxas de juro não param de subir – isto apesar de o BCE manter a sua taxa em mínimos históricos. 

"Neste momento, a dificuldade em obter crédito é um dos principais problemas das exportadoras", avança o economista Manuel Caldeira Cabral. "Para muitas, os canais de financiamento estão fechados. A falta de liquidez é, em muitos casos, mais importante que o problema dos custos laborais", diz o professor da Universidade do Minho. 

A própria "troika" admite o receio de uma "desalavancagem" abrupta, feita às custas do crédito a empresas lucrativas e com bons planos de negócios. Mas diz que, por enquanto, ainda não há evidência de "credit crunch".

Crédito, "presente envenenado"?

Não se sabe quando a tempestade vai passar, mas uma coisa é certa: nos próximos anos o crédito não continuará a fluir como antes. Nas suas previsões de longo prazo, a própria OCDE aponta para taxas de juro portugueses bem superiores às da referência germânica. 

Um cenário difícil? Sim, mas. Isto porque o crédito fácil da última não impediu que Portugal registasse o menor crescimento económico desde a II Guerra Mundial: uma míngua de 0,7% ao ano. No caso do Rendimento Nacional (o PIB deduzido de juros pagos ao exterior), o crescimento foi ainda mais baixo. Números que fizeram com que o economista Ferreira do Amaral dissesse, em declarações ao Negócios, que o crédito fácil do euro tinha sido "um presente envenenado". 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/in



publicado por adm às 23:34
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Domingo, 25 de Dezembro de 2011
Quantos fiadores há em todo o país?

Cerca de 1,5 milhões de portugueses são fiadores dos mais de 4,6 milhões que recorreram a um empréstimo ao banco, a maioria para comprar casa. É o que revelam os dados do Banco de Portugal (BdP) relativos a Setembro. E mais de 400 fiadores pediram este ano ajuda à DECO por uma dívida que não era sua.

Porquê? Veja-se que, dos mais de 4,6 milhões de clientes que pediram um empréstimo com recurso a fiadores, 14,5% não cumpriram o prazo estabelecido para pagamento.
Em Setembro, existiam 1.461.176 fiadores para um total de 4.612.921 empréstimos concedidos pelos bancos, números que têm vindo a crescer paulatinamente desde 2009, ano em que havia 1.400.277 fiadores para 4.541.792 pessoas que pediram um crédito bancário.

Apesar do maior número de empréstimos se situar em Lisboa (56.522), no Porto (43.037) e na região Centro (27.051), é no Alentejo que se encontra o maior número de incumpridores (4,1% do total de 10.073 que recorreram a um empréstimo).
Para a economista da revista «Dinheiro & Direitos» da associação de defesa do consumidor (DECO), Sónia Covita, é «razoável» o número de fiadores em Portugal.

«Com as dificuldades de acesso ao crédito que existem hoje em dia, dificilmente os bancos concederão esses empréstimos sem que haja, além dos devedores originais, outros que se responsabilizem pelo pagamento da dívida», explica Sónia Covita, citada pela Lusa. «É uma cautela sensata por parte dos bancos».

E são cada vez mais os portugueses com dificuldades em cumprir os empréstimos, acabando mesmo por ser obrigados a devolver a casa ao banco.

Só nos primeiros dez meses do ano, 5.200 imóveis foram entregues por famílias e promotores imobiliários para o pagamento da dívida, segundo a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

Em Outubro, passaram para as mãos dos bancos cerca de 690 imóveis, o que representa o pior resultado registado este ano.

A associação que defende os utilizadores de produtos financeiros entregou ao Governo uma proposta para limitar as penhoras que os bancos podem fazer sobre os seus clientes que deixam de pagar o crédito à habitação.

«O imóvel entregue ao banco somado às prestações já pagas pelo cliente deviam ser suficientes para garantir a liquidação da dívida e os bancos deviam ser impedidos nesses casos de penhorar salários ou recorrer aos seguros de vida» em caso de morte do devedor, disse o presidente da Associação Portuguesa dos Utilizadores e Consumidores de Serviços e Produtos Financeiros (SEFIN), António Júlio de Almeida.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
TAEGs máximas no crédito ao consumo

Contratar um crédito está mais caro: nos 7 tipos com limitação de taxas, em 5 regista-se uma subida para o primeiro trimestre de 2012.

 

O Banco de Portugal limita as taxas anuais de encargos efetivas globais (TAEG) no crédito ao consumo desde 2010. Estes limites vigoram trimestralmente. 

Para o cálculo, o Banco de Portugal recolhe as taxas contratadas durante um trimestre e estabelece a média. O teto máximo para o trimestre seguinte resulta da média acrescida de um terço. Por exemplo, se a média de um trimestre for de 15%, para o trimestre seguinte o máximo será fixado em 20 por cento.

 

Dois anos após esta medida, já se superou a barreira dos 20% no limite do crédito pessoal sem finalidade especificada, o mais comum. Inicialmente em 19,6%, passou por 18,8% e está atualmente em 20,7 por cento.

Nos cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e descobertos, o novo limite é já 2,7 pontos percentuais acima do inicial, agora fixado em 35,5 por cento.

Nos contratos de financiamento para a compra de automóveis, apenas na locação (leasing e ALD) para usados há uma ligeira descida de 0,2 pontos percentuais face ao limite inicial. Nas restantes categorias, houve aumentos dos limites: a locação de novos está em 8,8% (subiu 0,8 pontos percentuais), o crédito com reserva de propriedade para novos está em 12,6% (mais 1,1) e para usados em 16,6% (mais 0,5).

A evolução das taxas reflete o encarecimento gradual dos créditos, fruto das dificuldades de financiamento que as instituições enfrentam e que atingem também o consumidor. Nas famílias com orçamento mais apertado e pouco poder negocial, este cenário favorece o sobre-endividamento.

O modelo de limitação das taxas é ajustado em função das condições do mercado e, por isso, desvirtuado quando as condições definidas pelas próprias instituições de crédito empurram os tetos para uma subida contínua.

fonte:http://www.deco.proteste.pt/



publicado por adm às 18:49
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Crédito Malparado atinge novo recorde

Mais um mês, mais um novo máximo no crédito malparado. Um sinal dos tempos de crise: famílias e empresas não pagam os empréstimos aos bancos, que, por sua vez, são obrigados a recorrerem à liquidez do BCE.

Só às famílias ou particulares, os bancos emprestaram 140,4 mil milhões de euros até Outubro deste ano, dos quais 4,7 mil milhões são considerados crédito de cobrança duvidosa, de acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal.

Contas feitas, o malparado representa 3,34% do total de crédito concedido pela banca aos portugueses. Olhando ao pormenor, o maior peso no está no crédito concedido ao consumo e a outros fins, que representa 9,5% e 9,8% do total, respectivamente. Já no crédito habitação, o malparado representa 1,9% do total de empréstimos. 

crédito total concedido às famílias caiu 1,6% face Outubro de 2010, com especial destaque para os empréstimos para o consumo - derraparam 4,5% no último ano. Os bancos estão também a apertar os cordões à bolsa na hora de emprestar dinheiro para a compra de casa, que caiu 1%.

Malparado nas empresas dispara 4 mil milhões

Mas não é apenas nas famílias que o malparado atinge novo valor recorde. Também entre as empresas, as dificuldades para pagar à banca aumentaram. Até Outubro, o malparado disparou cerca de 4 mil milhões de euros, para 7,14 mil milhões de euros, o que representa 6,2% do total de crédito concedido às empresas (116,13 mil milhões de euros).

Os piores sectores são a construção (2,6 mil milhões de euros de malparado), o ramo automóvel e imobiliário (ambos com 1,1mil milhões). 

Última nota, no final do terceiro trimestre, o crédito concedido só aumentou para as grandes empresas - cresceu 2,3% face ao mesmo período de 2010. 

Em níveis recorde estão também os depósitos das famílias à banca.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



publicado por adm às 23:47
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Sábado, 17 de Dezembro de 2011
Juros no crédito ao consumo disparam no espaço de um ano

Recorrer a crédito pessoal vai ser mais caro nos primeiros meses 2012

Não é propriamente um presente de Natal, e muito menos uma boa notícia de Ano Novo: as taxas de juro máximas no crédito ao consumo vão voltar a subir no primeiro trimestre de 2012, em praticamente todos os contratos. Somente no crédito para a educação e no crédito para a saúde não se registarão alterações entre o último trimestre deste ano e os próximos três meses. No entanto, em ambos os casos, os limites máximos já aumentaram um ponto percentual desde Janeiro de 2011.

O Banco de Portugal (BdP) divulgou ontem o limite máximo que a banca e as instituições financeiras de crédito poderão praticar no primeiro trimestre do próximo ano nos contratos de crédito ao consumo. No documento libertado do BdP é possível verificar o aumento que as instituições bancárias e de crédito especializado vão poder cobrar durante os próximos três meses, sobretudo nos contratos referentes ao crédito automóvel e em comparação com o limite em vigor no actual trimestre.

Em termos anuais, a subida mais acentuada regista-se nos contratos que tenham como finalidade a educação, a saúde e energias renováveis, assim como a locação financeira de equipamentos. Para estes casos, a taxa anual efectiva global (TAEG) máxima praticável passou de 5,8%, no primeiro trimestre de 2011, para 6,8%, nos primeiros três meses de 2012. Em termos mensais, no entanto, estas taxas não registam qualquer alteração, embora tenham registado um agravamento durante os últimos meses. Ou seja, precisamente na altura em que as famílias portuguesas estiveram mais expostas à necessidade de recorrer ao crédito para financiar o início do ano escolar dos filhos.

Já no crédito automóvel a tendência continua a ser de agravamento, com a locação financeira (ou ALD) de viaturas novas a passar a ter como limite para a TAEG os 8,8%, acima dos 8,5% aplicáveis no terceiro trimestre - o valor compara com os 7,7% praticados há um ano. No caso das viaturas usadas, a TAEG sobe para 10,10%, enquanto um crédito automóvel que tenha como garantia o próprio automóvel terá um encargo máximo de 12,6% no caso deste ser novo, e de 16,6% no caso de se tratar de um carro usado. Já o limite de juros da categoria de "outros créditos pessoais" subiu de 20,2% para 20,7%. Este é o limite mais elevado desde que o Banco de Portugal começou a estabelecer um tecto máximo para os juros praticáveis no crédito aos consumidores no início de 2010.

Também os cartões de crédito, as linhas de crédito, as contas correntes bancárias e as facilidades de descoberto sofrerão um agravamento face ao quarto trimestre, com a TAEG a subir para os 35,5%, o que representa um aumento de 6,9% face ao mesmo período de 2011.

Recorde-se que as taxas de juro máximas que entram em vigor a partir de Janeiro são o resultado das médias, acrescidas de um terço, das TAEG praticadas pelas instituições de crédito a actuar no mercado nacional no trimestre precedente (neste caso, o último trimestre de 2011), nos diferentes tipos de contratos.

Poupanças dos portugueses voltam a descer em Novembro
Apesar de todos os apelos à poupança, a verdade é que a vida não tem sorrido aos portugueses. Reflexo disso, as poupanças das famílias desceram em Novembro, depois de oito meses consecutivos a aumentar. Segundo o Indicador de Poupança APFIPP/Universidade Católica, a taxa de poupança das famílias portuguesas resvalou de 105 pontos em Outubro para 102,3 pontos, em Novembro, tendo sido a descida mais expressiva deste indicador desde o início do ano. "Em Portugal, a expectativa das famílias sobre a sua capacidade de poupança, registada pelo inquérito às famílias da Comissão Europeia, desceu significativamente no Outono", lê-se no documento libertado pela APFIPP. "Esta descida poderá resultar de uma série de factores, nomeadamente a subida da taxa de desemprego e as expectativas sobre os aumentos de impostos em 2012", conclui. Os dados do Indicador de Poupança APFIPP / Universidade Católica mostram que as poupanças dos portugueses correspondem actualmente a cerca de 9% do PIB nacional, acima da média histórica de 7,6%. "Corrigindo os efeitos da sazonalidade, o indicador aponta para um aumento da poupança das famílias de cerca de 0,4% do PIB no segundo semestre face ao primeiro semestre de 2011", refere ainda a APFIPP.

fonte:http://economico.sapo.pt/



publicado por adm às 11:17
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
Juros máximos dos cartões de crédito já superam os 35%
As taxas de juro máximas que as financeiras podem cobrar no crédito ao consumo vão voltar a subir. Nos cartões de crédito, os bancos poderão cobrar, no máximo, um juro de 35,5%.

As taxas de juro máximas aplicadas no crédito ao consumo vão voltar a subir, no primeiro trimestre do próximo ano, segundo a informação disponibilizada pelo Banco de Portugal. Os juros mais elevados são praticados no segmento de cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto, onde o valor máximo que será possível praticar é de 35,5%, o que representa um aumento face aos 34,1% registados no trimestre que está a decorrer.

Mas a subida foi generalizada. À excepção do crédito pessoal para educação, saúde eenergias renováveis e locação financeira de equipamentos, onde os juros máximos vão permanecer nos 6,8%, todos os restantes destinos de financiamento vão sentir aumentos (ver tabela).

As TAEG divulgadas pelo Banco de Portugal são calculadas com base no cálculo da média de juros que é praticada no mercado, acrescida de um terço. As taxas máximas que são divulgadas trimestralmente pelo supervisor para serem aplicadas no trimestre seguinte, são efectivamente os valores mais elevados que poderão ser praticados pelas instituições financeiras. Qualquer valor que supere as fasquias determinadas para os diferentes destinos de financiamento é considerado como prática de usura por parte da instituição que o fizer.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/


publicado por adm às 23:44
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Créditos pessoais: juros vão ter novos limites

As taxas aplicadas aos créditos pessoais vão ter novos limites já a partir de Janeiro e até Março de 2012: não podem superar os 20,7%, anunciou esta quarta-feira o Banco de Portugal.

Nos empréstimos que tenham por finalidade educação, saúde e energias renováveis, assim como locação financeira de equipamentos, as taxas máximas que as instituições financeiras podem praticar no primeiro trimestre do próximo ano são 6,8%, revela, em comunicado, a instituição liderada por Carlos Costa.

Nos outros créditos pessoais, o valor máximo foi estabelecido em 20,7%, acima dos 20,2% definidos para o trimestre actual, o último deste ano.

No que toca ao crédito automóvel, a locação financeira ou aluguer de longa duração de carros novos pode ter uma taxa máxima de 8,8%, enquanto em usados foi estabelecida em 10,1%.

Os empréstimos para automóveis novos com «reserva de propriedade e outros» poderão cobrar uma taxa máxima de 12,6% e nos usados em 16,6%.

Ficou também fixado em 35,5% o limite máximo em cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto.

Note-se que o regime das taxas máximas, estabelecido pelo BdP aos contratos de crédito aos consumidores, baseia-se na média das Taxas Anuais de Encargos Efectivas Globais praticadas no mercado pelas instituições de crédito no trimestre anterior, acrescidas de um terço.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt



publicado por adm às 23:10
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011
Bancos só estão a conceder crédito a empresas

Particulares viram o financiamento da banca secar nos últimos meses. Crédito a empresas representa 84% do total.

O pouco crédito disponível em Portugal está a ser canalizado, quase totalmente, para as empresas em detrimento das famílias. A tendência tornou-se particularmente visível nos últimos cinco meses, e atingiu o ponto mais crítico, até ao momento, em Outubro, quando aos particulares coube apenas uma fatia de 16% do total de crédito concedido pela banca nesse mês. Trata-se da parcela mais baixa de sempre, quer em termos percentuais quer absolutos, de financiamento às famílias portuguesas. Em valores absolutos corresponde a 738 milhões de euros, menos 55% face a Dezembro de 2010.

Durante largos meses os bancos nacionais foram amplamente criticados - tanto pelo sector empresarial como pelo sector político - devido à escassez de crédito canalizado para as empresas portugueses, sedentas de capital que financie o seu crescimento. Embora exista uma quebra de 25% a 30% face aos valores concedidos nos dois anos que precederam a queda do Lehman Brothers, a verdade é que nos últimos três anos, o montante mensal médio concedido às empresas portuguesas tem-se mantido constante em torno dos 3,7 mil milhões de euros. Ou seja, perante a necessidade de desalavancagem dos bancos, e a dificuldade de acesso a liquidez, as instituições financeiras têm alocado a larga maioria do crédito disponível às empresas e ao próprio Estado.

fonte:http://economico.sapo.pt/n


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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
Crise. Crédito malparado de famílias e empresas a níveis históricos

O valor total de crédito mal parado por parte das famílias e empresas chegou, em Outubro, aos 11,8 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde que existe histórico, Maio de 1998, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal.

Para as famílias, as cobranças duvidosas chegaram aos 3,34%, o valor mais elevado desde Maio de 1998.

Em relação às empresas, o crédito malparado face aos empréstimos chegou aos 6,15% em Outubro, o montante mais elevado desde que existe a compilação de dados.

O crédito ao consumo é o segmento onde se regista um maior incumprimento, chegando o malparado aos 9,76%.

O segmento com maior incumprimento é o de "outros fins", com 9,5%, onde está incluída a educação e os empréstimos a empresários por conta própria.

O crédito à habitação também regista o nível mais elevado desde que existe registo, com 1,85%.

Alguns factores que tem contribuído para o incumprimento das obrigações com as entidades bancárias, prendem-se com a taxa de desemprego elevada, aumento da carga fiscal ambiente económico pessimista e perspectivas económicas negras.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/



publicado por adm às 22:01
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