Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Os portugueses, os bancos e o crédito

Mais de 80% dos portugueses não sabe o que é a taxa Euribor nem o que é um ‘spread’, mostra um inquérito do Banco de Portugal.

Mesmo entre as pessoas com crédito à habitação poucos são os que sabem o valor do ‘spread' do seu empréstimo e menos ainda como é calculado. Muitos ignoram até o valor que corresponde à taxa máxima de esforço do seu agregado familiar ou da sua empresa. Neste contexto, o endividamento disparou em todos os sectores da vida nacional. Com a crise, já são cerca de 670 mil os particulares e perto de 57 mil as empresas que não pagam os seus créditos à banca e ao sector financeiro. As autoridades nacionais do sector estão seriamente preocupadas com a situação, o que levou a CMVM, Instituto de Seguros de Portugal e Banco de Portugal a elaborar um Plano Nacional de Formação Financeira para um período de cinco anos que visa contribuir para elevar o nível de conhecimentos financeiros da população e promover a adopção de comportamentos adequados que concorram para aumentar o bem-estar da população e para a estabilidade do sistema financeiro. Também a Associação Portuguesa de Bancos, com os seus associados, está a lançar uma campanha de educação financeira e um ‘site' subordinados ao título "Boas práticas/Boas contas". O sector financeiro está assim determinado em aumentar a literacia dos cidadãos e o Banco de Portugal quer regulamentar a concessão de crédito mais responsável para que, no futuro, ninguém possa contrair créditos quando a sua situação financeira o não permita, nem comprar produtos bancários que não se adequem às suas necessidades.

fonte:http://economico.sapo.pt/



publicado por adm às 00:22
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Empresas de crédito barato burlam clientes

São dezenas as queixas contra duas empresas de crédito barato que, alegadamente, se aproveitam do desespero de pessoas endividadas, prometendo emprestar dinheiro a prestações baixas.

 

Segundo o Jornal de Notícias, chegaram à DECO cerca de 44 queixas contra a Luso Poupança e a Extra Consumo, empresas de consultoria e mediação financeira que publicitam os seus serviços através da internet.

A polícia já está a investigar estes casos que, segundo o matutino, operam um esquema semelhante.

As pessoas, sem qualquer possibilidade de conseguirem crédito junto das entidades bancárias ou de outras instituições de confiança, recorrem a estas empresas na esperança de conseguir dinheiro a taxas de juro baixas.

O candidato envia toda a documentação necessária para formalizar o seu pedido e, pouco depois, é contactado pela entidade credora. A promessa é que o dinheiro caia na conta cinco dias depois, mas para isso é necessário adiantar uma verba, para alegadas custas processuais, no valor de 100 euros.

Depois de receber o dinheiro, a empresa nunca mais contacta o candidato e na conta não cai um único tostão.

Filipe Silva contou ao matutino que encontrou a Luso Poupança na internet e contactou a empresa. Esta propôs-lhe pagar 200 euros por mês durante sete anos por um empréstimo de 15 mil euros.

“Achei muito atrativo e ia de encontro aquilo que ei podia despender”, contou Filipe, agora desempregado. Há três meses que tenta, sem sucesso, contactar com a sua alegada “gerente de conta”.

O Banco de Portugal avançou este mês que a taxa de incumprimento aumentou para 42%, o que significa que as empresas e famílias deixaram de pagar aos bancos cerca de 3,7 milhões de euros. A par, chegaram à DECO, durante o mês de dezembro, cerca de 284 pedidos de ajuda para situações de sobreendividamento.

fonte:http://noticias.sapo.pt/




publicado por adm às 23:31
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
Corte no crédito a famílias e empresas vai ser três vezes superior em 2012

Desalavancagem vai ser feita sobretudo na redução do crédito, porque a capacidade de angariar novos depósitos está praticamente esgotada.

O corte na carteira de crédito dos bancos portugueses deverá atingir os 18,2 mil milhões de euros em 2012, de acordo com previsões do BPI. Um valor mais de três vezes superior ao corte atingido no último ano, na ordem dos 5,3 mil milhões de euros. Em causa estão as metas de desalavancagem da banca nacional, cujo rácio crédito/depósitos terá de atingir os 120% em 2014.

Em 2011, este rácio terá evoluído de 159% para cerca de 143%. Uma performance em grande parte consubstanciada pela extraordinária evolução dos depósitos, cuja carteira total (de recursos de clientes e outros empréstimos) terá aumentado cerca de 24 mil milhões de euros, de acordo com o mesmo estudo. "Desde Janeiro de 2011 o processo foi facilitado pelo comportamento dos depósitos. A sua evolução destaca-se no conjunto das econonomias mais afectadas pela crise da dívida soberana europeia, apresentando Portugal o maior crescimento de depósitos da área do euro", revela Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI, num artigo publicado na revista Inforbanca.

No entanto, o cenário para 2012 apresenta-se mais difícil. A responsável do BPI adianta que: "Apesar das expectativas de progressos da poupança nacional, dado o agravamento da carga fiscal, da deterioração das perspectivas de rendimento, da subida do desemprego, os avanços da poupança deverão ser limitados. Ultrapassada a fase actual, a queda do rácio crédito-depósitos radica mais intensamente no andamento do crédito. A desaceleração do crédito tenderá a intensificar-se". 

No total, e até 2014, os bancos deverão cortar cerca de 30 mil milhões de euros das suas carteiras de crédito. Uma previsão idêntica à do Banco de Portugal, publicada no relatório da Comissão Europeia referente à segunda avaliação do Programa de Ajustamento Económico, e assente nos planos de desalavancagem entregues pelos bancos ao regulador nacional. Apesar deste documento não especificar os cortes anuais, é visível no gráfico que o maior ajustamento na carteira de crédito está igualmente previsto para 2012.

fonte:http://economico.sapo.pt/



publicado por adm às 08:25
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
Bruxelas identifica irregularidades em 14 sites de crédito ao consumo

A Comissão Europeia identificou irregularidades em 393 sítios Web de crédito ao consumo, 14 são portugueses.

A Comissão Europeia investigou 562 sites da Internet de crédito ao consumo em 29 países e identificou irregularidades em 393, incluindo 14 em Portugal, que deverão ser seguidos pelas autoridades nacionais, segundo dados hoje divulgados em Bruxelas.

Quarenta sites portugueses que oferecem cartões de crédito virtuais e crédito ao consumo contratado 'on-line' foram alvo da vistoria de Bruxelas, tendo 14 sido referenciados como contendo irregularidades, nomeadamente a omissão de informação essencial e a apresentação enganosa dos custos.

A nível global, foram investigados nos 27 Estados-membros, Noruega e Islândia 562 sites, sendo que 70% (393) apresentavam irregularidades. Na maioria dos casos, estas foram encaminhadas para acompanhamento pelas autoridades nacionais, mas 13 (nenhum português) que apresentavam múltiplas infrações ficam sob a alçada da Rede de Cooperação na Proteção do Consumidor (CPC, na sigla inglesa).

Falhas na informação publicitária do crédito ao consumo foram identificada em 258 sites (46% do total), enquanto 244 omitiam informação chave na oferta (43%), como o tipo de taxa de juro. 205 dos sites investigados indicavam os custos do crédito de forma enganosa.

As autoridades nacionais começarão agora a contactar os operadores identificados, exigindo clarificações e correções de erros nos sites.

fonte:http://economico.sapo.pt/n



publicado por adm às 23:19
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Bancos secam crédito às famílias

O crédito concedido às famílias caiu para os valores mais baixos desde 2003 – ano a que remonta a série do Banco de Portugal –, atingindo em Novembro os 678 milhões de euros, dos quais 230 milhões para a compra de habitação e 189 milhões para consumo. Trata-se de metade do valor disponibilizado um ano antes, quando foram emprestados aos particulares 1327 milhões de euros, segundo os dados divulgados ontem pelo Banco de Portugal.

 

São mínimos históricos que reflectem a estratégia dos bancos de aumentar os spreads cobrados – que ao nível do crédito à habitação já estão nos oito por cento – e que se conjugam com as dificuldades financeiras das famílias.

É neste contexto que as estatísticas do Banco de Portugal também mostram um aumento do crédito malparado nos empréstimos à habitação, que em Novembro de 2011 atingia o valor mais elevado desde 2003: 2145 milhões de euros. Tal como os calotes no crédito ao consumo, com 1487 milhões de euros em falta.

A tendência de diminuição na concessão de créditos às famílias agrava--se a partir de Junho, depois de se conhecer em detalhe as exigências de austeridade da troika e as regras impostas à banca em termos de rácios de capital .

Até Novembro de 2011, foram concedidos créditos à habitação no valor de 4564 milhões de euros, que comparam com os 9261 milhões de euros concedidos no mesmo período de 2010: ou seja, menos 4697 milhões de euros.

A partir de Setembro do ano passado, o valor dos créditos para outros fins (destinados às despesas com educação e saúde, por exemplo) ultrapassou o destinado à compra de habitação. Em Novembro último, foram concedidos pelos bancos empréstimos no valor de 259 milhões de euros, ou seja, mais 29 milhões de euros do que o crédito para a compra de habitação.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/




publicado por adm às 23:05
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
Malparado: nunca se viram números tão maus

Salto para 7,6 mil milhões de euros nas empresas e para quase 4,8 mil milhões nas famílias. Bancos apertam na concessão de empréstimos

Os bancos estão a cortar na concessão de crédito - e a praticar os spreads máximos mais altos de sempre nos empréstimos à habitação. Famílias e empresas vêem o acesso ao financiamento dificultado e muitas estão a ser apanhadas pela crise, pelo aumento dos impostos e pelo reforço da austeridade, deixando de cumprir as suas obrigações perante a banca. O malparado já vai em recordes nunca antes vistos.

Do total de quase 140 mil milhões de euros de empréstimos concedidos às famílias portuguesas, quase 4,8 mil milhões dizem respeito a cobrança duvidosa - o chamado crédito malparado. É um salto de 82 milhões de euros em apenas um mês, segundo os dados provisórios do Banco de Portugal relativos a Novembro.

Os empréstimos para compra de casa totalizaram quase 113,3 mil milhões de euros, quando em Outubro chegaram praticamente aos 113,5 mil milhões. A subida do malparado nesta área foi de 2,1 mil milhões para quase 2,15 mil milhões.

Se nos centrarmos apenas no crédito ao consumo - empréstimos contraídos para comprar carros e electrodomésticos, por exemplo - a escalada do malparado é de 1,48 mil milhões de euros para quase 1,49 mil milhões.

Nas empresas, não há números mais animadores. Antes pelo contrário. A escalada do malparado é muito mais expressiva: 500 milhões de euros - de 7,1 para 7,6 mil milhões. 

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/fi



publicado por adm às 20:32
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