Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Crédito a famílias e empresas encolhe mais de mil milhões

O crédito concedido pelos bancos a empresas e famílias caiu mais de mil milhões de euros em Janeiro deste ano. Segundo dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, os bancos emprestaram 252.414 milhões aos dois setores no primeiro mês do ano, menos 1.156 milhões que em Dezembro de 2011.

Já o malparado, entre empresas e particulares, ascendeu a 12.503 milhões de euros, um novo máximo que traduz uma subida de 861 milhões de euros. O valor total da cobrança duvidosa representa assim quase 5% do total do crédito concedido.

O crédito concedido às empresas encolheu 479 milhões, para 113.435 milhões de euros, o valor mais baixo em pelo menos um ano e meio. O malparado entre as empresas, pelo contrário, atingiu um novo recorde, nos 7.621 milhões. Um aumento superior a 650 milhões de euros. No total, as empresas têm dificuldade em pagar 6,72% do valor que lhes foi emprestado.

Também no crédito concedido a particulares se registou uma descida de 677 milhões, para 138.979 milhões de euros. O malparado entre as famílias atingiu também novo recorde, nos 4.782 milhões. A percentagem de crédito a famílias em cobrança duvidosa atinge 3,44%.

Por segmentos, o crédito concedido encolheu em todas as finalidades de crédito, da habitação ao consumo e outros fins. Os bancos emprestaram 112.694 milhões para a compra de casas, menos 340 milhões. Aqui o malparado atingiu os 2.146 milhões, um novo máximo.

Dos empréstimos cedidos, 14.725 milhões destinaram-se a financiar consumo, uma queda de cerca de 270 milhões. A cobrança duvidosa, por seu lado, cresceu para 1.513 milhões, também um novo máximo.

O crédito para outros fins encolheu também 71 milhões para 11.560 milhões de euros. Este foi o único segmento em que o malparado, apesar de crescer para 1.122 milhões, não atingiu novos recordes.

Os dados do Banco de Portugal mostram também que as famílias entregaram mais 584 milhões de euros em depósitosaos bancos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/fi


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Concessão de crédito caiu mais de 20%

A concessão de crédito caiu 20,5 por cento em 2011, face aos números do ano anterior, para um total de 4.420 milhões de euros, segundo dados da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC).

«Em todos os tipos de crédito verificou-se uma diminuição face ao período homólogo, tendo o crédito para a aquisição de meios de transporte decrescido cerca de 40% no quarto trimestre (22,5% em todo o ano), o crédito lar 32% (20,5% nos quatro trimestres) e o crédito pessoal 19% nos últimos três meses do ano», explicou a ASFAC, em comunicado.

Os pedidos de crédito clássico, de acordo com comunicado da ASFAC, continuaram a ter maioritariamente o objetivo da aquisição de meios de transporte, representando 70,7% do total concedido, enquanto o dito crédito lar se ficou por 16,9%.

O presidente daquela associação, António Menezes Rodrigues, considera que «estes valores refletem a atual conjuntura económica e financeira que o país atravessa e a responsabilidade dos portugueses no recurso ao crédito», prevendo uma quebra da concessão durante 2012.

«Ainda assim, é expectável que o crédito automóvel para a aquisição de viaturas usadas se mantenha face a 2011», acrescentou o responsável da ASFAC.

Em termos de crédito ao consumo por parte de particulares, 2011 assistiu a uma quebra de 14,5% em relação a 2010 em termos de contratos assinados, com um total de 444.921, quando comparados com os 520.209 do ano anterior.

O valor médio dos contratos de concessão de crédito ao consumo por particulares em 2011 foi de 3.528 euros, menos 300 euros do que em 2010.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e



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Terça-feira, 20 de Março de 2012
As comissões cobradas no crédito

A variável que mais pesa na escolha do crédito é a taxa de juro, conhecida como taxa anual nominal (TAN). Esta deveria refletir o custo do empréstimo para o consumidor. Mas a multiplicidade de comissões exigidas pelas instituições de crédito no início e ao longo do contrato contribui de forma decisiva para o encarecimento do empréstimo.

Não é de estranhar, por isso, que as instituições sejam obrigadas a divulgar a taxa anual efetiva (TAE), no crédito hipotecário, e a taxa anual de encargos efetiva global (TAEG), no crédito ao consumo. Além dos juros, estes indicadores contabilizam outras despesas, como as comissões e os seguros, traduzindo o custo real do empréstimo.

A cada cabeça sua sentença

A DINHEIRO & DIREITOS voltou a analisar os principais encargos associados ao crédito ao consumo e concluiu que existe uma multiplicidade de designações para comissões com a mesma natureza. A comissão de processo, por exemplo, tanto pode chamar-se estudo e montagem, como abertura, dossiê, contratação, formalização, etc. Independentemente do nome, estas comissões são pagas à cabeça e referem-se à criação de um novo processo.

Assim, não faz sentido que os bancos lhes atribuam diferentes títulos: além da confusão, dificulta a comparação pelo consumidor. Outro problema é a existência de mais do que uma comissão associada ao processo de crédito. Alguns bancos, como a Caixa Geral de Depósitos, o Santander Totta, o Barclays e o Banco Popular, cobram uma comissão de formalização além da de dossiê. "É apenas mais uma forma de dissimular um encargo que o consumidor tem de pagar para concretizar a operação de crédito, o que não abona muito a favor da transparência", critica João Fernandes, responsável pelo estudo. O Banco Espírito Santo e o ActivoBank são os únicos que não pedem qualquer comissão de entrada no crédito pessoal. O Santander Totta, pelo contrário, é o mais exigente: cobra 191 euros para um empréstimo de 5 mil euros.

Modesta contribuição mensal

Além das comissões iniciais, 6 bancos exigem comissões periódicas, que acompanham o pagamento da prestação: Caixa Geral de Depósitos, Millennium bcp, Santander Totta, Banco Popular, Crédito Agrícola e Activo-Bank. A maior parte designa-a como comissão de processamento da prestação, mas também há quem lhe chame comissão de gestão.

Tratando-se de um procedimento informático sem custos acrescidos para o banco, o valor desta comissão é desajustado do ato em si (atinge € 1,72 no Banco Popular). Esta despesa só constitui um encargo para a instituição se houver necessidade de enviar uma comunicação escrita ao consumidor. Como tal, deveria ser-lhe dada a possibilidade de escolher uma via alternativa para aceder ao extrato bancário (e-mail, por exemplo), sem custos acrescidos.

Por outro lado, o custo de envelopagem e envio de um aviso de pagamento de prestação é bastante inferior a € 1,50, valor médio cobrado.

O texto é da responsabilidade da DECO/Proteste, numa parceria com o Dinheiro Vivo.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/G



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Crédito: ser fiador é uma dor de cabeça

Os bancos exigem, cada vez mais, garantias adicionais na hora de concederem empréstimos. Uma das exigências frequentes é a de um fiador, alguém que substitua o seu cliente em caso de não pagamento da prestação devida pelo empréstimo. Ser fiador pode ser uma verdadeira dor de cabeça: são praticamente só obrigações e poucos (ou nenhuns) direitos.

Quando uma pessoa contrai um crédito, este tem duas componentes distintas: a componente da responsabilidade pela dívida e a componente da posse do ativo (por exemplo, no crédito à habitação, uma casa). Em caso de incumprimento da prestação, o detentor do ativo (casa) continua a ser o comprador, mas o detentor da obrigatoriedade do pagamento da prestação passa a ser o fiador. Ou seja, não tem direito ao imóvel, mas fica obrigado a pagar.

Segundo os dados do Banco de Portugal, em Dezembro de 2010, havia mais de 1,4 milhões de fiadores em Portugal, para um total de mais de 4,6 milhões de indivíduos que contraíram um crédito (dos quais 14,5% não cumprem os pagamentos).

Direitos e deveres do fiador

Existe um elevado desconhecimento relativamente aos direitos e obrigações do fiador, que estão em claro desequilíbrio. Do lado dos deveres, saiba que o fiador entrega o seu património para garantir a dívida de outra pessoa e é obrigado a responder junto do credor, em caso de incumprimento do devedor. Em suma, o fiador tem a obrigação de pagar caso o devedor deixe de pagar. Mas só é responsável após o património do devedor ser usado.

Já ao nível dos direitos, por exemplo, num crédito à habitação com hipoteca do imóvel comprado, o fiador pode recusar o pagamento enquanto o bem não for executado pelo credor. Este caso acontece quando o devedor não paga a sua prestação. Assim o fiador pode exigir que, primeiro, o imóvel hipotecado, seja vendido para liquidar a dívida. Mas atenção: com a desvalorização das casas, a venda não deverá ser suficiente para liquidar toda a dívida.

Se o fiador pagar, fica com o direito do credor sobre o devedor, ou seja, pode exigir o cumprimento da obrigação por parte do devedor, ou seja, o devedor passa a dever o dinheiro ao fiador e não ao credor. O fiador terá o direito de pedir ao devedor o valor que usou para pagar a sua dívida. Mas se o devedor teve dificuldades junto do credor é também complicado o fiador reaver o seu dinheiro.

Quer deixar de ser fiador?

Uma vez aceite ser fiador de alguém, é possível deixar de o ser? Muito dificilmente.

Muitas pessoas optaram por ser fiadores sem estarem devidamente informadas, alegando que na base da decisão estiveram responsabilidades familiares ou laços de amizade. Com a recessão económica e o aumento do desemprego, alguns fiadores foram arrastados para uma situação de grande dificuldade económica, em algumas situações com perda da própria habitação, uma vez que foram chamados a pagar as dívidas contraídas pelos devedores.

E o pior é que quem é fiador só poderá deixar de o ser quando a dívida se extinguir junto do credor. A única alternativa é levar a cabo uma negociação entre o fiador, o devedor e o credor, sendo acordada a saída do fiador. Mas é um acordo extremamente difícil de alcançar. 

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Crédito: «Não há escassez mas reorientação do financiamento»

O administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Nuno Fernandes Tomaz disse esta terça-feira que não há escassez de crédito, mas admitiu que há uma reorientação do financiamento concedido.

«Nós, CGD, não temos qualquer escassez de crédito, pelo contrário, queremos crescer no crédito às PME» [pequenas e médias empresas], afirmou o administrador do banco público, durante o SAS Fórum Lisboa 2012, que decorre hoje no Centro de Congressos de Lisboa.

«Não há escassez de crédito. Há - e isso tem de haver - um processo mais rigoroso e seletivo. Há uma reorientação do crédito, além do imobiliário e da construção», acrescentou Nuno Fernandes Tomaz.

O administrador da CGD considerou ainda que «os bancos não devem subsidiar as empresas, mas sim financiá-las».

No passado dia 16 de março, o presidente do BES, Ricardo Salgado, recusou a existência de um «credit crunch» [crise de crédito] na economia portuguesa mas admitiu que há escassez de crédito em alguns setores, sobretudo em empresas que trabalham quase exclusivamente no mercado interno.

«Não há um credit crunch global. Pode haver credit crunchsetorial em empresas viradas para mercado interno», afirmou na altura Ricardo Salgado, num encontro com jornalistas, em Lisboa.

Ricardo Salgado disse mesmo que o banco tem aumentado o crédito concedido às Pequenas e Médias Empresas (PME) exportadoras.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

 



publicado por adm às 22:25
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Sábado, 17 de Março de 2012
Juros dos empréstimos entre particulares não podem exceder os 9%

Ao pedir dinheiro emprestado a um familiar ou a um amigo está sujeito a um conjunto de regras. Saiba o que fazer nestes casos.

Quando a esmola é grande, o pobre desconfia". A sabedoria popular está mais actual do que nunca. Analisando os classificados dos jornais, são cada mais os anúncios que prometem disponibilizar aos mais aflitos "dinheiro na hora" ou cheques no próprio dia. Um fenómeno que o deverá levar a ficar com a "pulga atrás da orelha". "As pessoas devem estar alertas para este tipo de anúncios, porque é no mínimo estranho que uma pessoa se disponibilize a emprestar dinheiro a desconhecidos, sabendo que a probabilidade dessas pessoas entrarem em incumprimento é elevada e que a possibilidade de cobrança desse crédito é baixa". Quem faz este alerta é João Fernandes, economista da Deco. Para este especialista há um risco elevado de que uma grande fatia das propostas de crédito entre particulares anunciadas nos jornais sejam fraudulentas.

Apesar disso, tal não significa que um empréstimo entre particulares seja uma solução proibitiva. Na verdade, com a deterioração do clima económico e a diminuição do rendimento disponível das famílias, muitas são as pessoas que têm de recorrer a empréstimos de familiares e amigos para conseguirem equilibrar os seus orçamentos ou fazer face a uma situação imprevista. Um cenário que tem sido potenciado ainda mais pelo facto da banca estar a seguir uma política de restrição de concessão de crédito, que em muitos casos se reflecte na prática de condições de tal forma "pesadas", que tornam inacessível o crédito pela via tradicional .

Para João Fernandes os créditos entre particulares, tal como qualquer financiamento, só devem ser feitos quando há capacidade orçamental para poder acomodar mais uma dívida e quando "existe uma relação de confiança entre ambas as partes". Porque não sendo um crédito tradicional, os empréstimos estabelecidos entre particulares "são mais difíceis de cobrar, caso a pessoa entre numa situação de incumprimento", refere o especialista da Deco.

E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, este tipo de empréstimos estão sujeitos a regras próprias, previstas na lei. Por exemplo, os créditos até 2.500 euros dispensam a celebração de um contrato onde se discrimina os valores em causa e as condições de pagamento (prazo e juros cobrados). Ou seja, basta haver a palavra de ambas as partes, a existência de testemunhas ou o comprovativo da transferência bancária para validar o crédito em causa. No entanto, a Deco aconselha mesmo nestes casos a redacção de um documento a explicar as condições de concessão de crédito com as assinaturas reconhecidas num notário, para ser utilizado no caso de haver a necessidade de recurso às vias judiciais. Já quando estão em causa montantes que variam entre os 2.500 e os 25 mil euros é mesmo obrigatória a existência desse documento escrito. Quando os empréstimos entre particulares são feitos por montantes superiores a 25 mil euros, as exigência são ainda mais apertadas: nestes casos é mesmo necessária a celebração de uma escritura pública.

Um outro ponto que todos devem estar em alerta são os juros cobrados nestas situações. E aqui a lei é muito explicita: Não podem ser cobrados juros superiores a 3% (no caso de haver uma garantia) ou a 5% (caso essa garantia não exista) à taxa anual dos juros legais- taxa legal que serve de referência para uma série de operações financeiras e que actualmente se situa nos 4%. Isto significa que os juros cobrados por um empréstimo entre particulares não podem exceder os 7% e os 9%. Quando isso acontece, o particular que empresta o dinheiro está a incorrer num crime de usura.

Perante estes dados, recorrer a um empréstimo particular pode ser até mais vantajoso do que recorrer a um financiamento bancário. "Para quem uma garantia real é relativamente fácil encontrar no mercado soluções abaixo dos 7%. Mas para quem não tem garantias, dificilmente encontra uma taxa mais baixa do que os juros máximos de 9% previstos nos empréstimos entre particulares", defende João Fernandes.

Mas não é só aqui que existem limites. Também nos juros de mora - que podem ser aplicados caso o particular que recebeu o dinheiro emprestado não efectuar os pagamentos dentro dos prazos acordados- têm tectos máximos. Estes juros não podem superar os 11% ou 13%, consoante exista ou não uma garantia sobre o empréstimo.

Por último, há ainda que salientar que os juros recebidos pela concessão do empréstimo têm de ser declarados ao fisco. Mesmo quando está em causa apenas um euro. "Se cobrar juros tem de declará-los no anexo E ( rendimentos de capitais)", explica a Deco.

fonte:http://mobile.economico.pt/



publicado por adm às 22:26
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Sexta-feira, 16 de Março de 2012
Cartões de crédito: juros sobem até aos 36,5% já em abril

O Banco de Portugal fixou esta sexta-feira o limite máximo das taxas de juro a aplicar aos cartões de crédito, durante o segundo trimestre de 2012: 36,5 por cento. Este valor representa um aumento de um por cento face aos três meses anteriores.

Além dos cartões de crédito, este teto máximo aplica-se a linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto (contrato de crédito que permite movimentar uma conta bancária para além do respetivo saldo, até um limite máximo de utilização).

Já as taxas aplicadas aos créditos pessoais, que o Banco de Portugal fixou em 20,7 por cento, entre janeiro e março, vão descer para 20,5 por cento no próximo trimestre.

Em empréstimos destinados a fins de educação, saúde e energias renováveis e locação financeira de equipamentos, as taxas máximas não podem ultrapassar 7,8 por cento entre abril e junho (acima dos 6,8 por cento definidos para o primeiro trimestre).

No crédito automóvel, as taxas sobem de 8,8 para 9 por cento, no caso da locação financeira ou aluguer de longa duração de carros novos, e de 16,6 para 17 por cento nos usados.

As taxas máximas aplicadas a contratos de crédito aos consumidores baseiam-se nas Taxas Anuais de Encargos Efetivas Globais (TAEG) médias praticadas no mercado pelas instituições de crédito no trimestre anterior, acrescidas de um terço. 

Estas taxas são divulgadas trimestralmente pelo Banco de Portugal para diferentes tipos de crédito e aplicam-se aos contratos a celebrar no trimestre seguinte. 

A DECO dá alguns conselhos antes de contrair crédito, para prevenir incumprimentos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



publicado por adm às 23:40
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Clientes em incumprimento vão ter pouco poder de negociação

Os bancos poderão avançar para a recuperação judicial de dívidas desde que o cliente recuse a proposta ou se o banco não aceitar as alterações sugeridas.

O Governo quer impor um período de 90 dias de negociação entre os clientes que se encontrem em situação de incumprimento e os bancos, antes que estes possam avançar para a execução da dívida nos tribunais. Um plano que ficará conhecido por "Procedimento extrajudicial para a recuperação de clientes bancários" (PERC). No entanto, de acordo com um documento a que o Diário Económico teve acesso, a instituição de crédito poderá extinguir o PERC caso o cliente recuse a proposta apresentada pelo banco e/ou caso o banco não aceite as alterações sugeridas pelo cliente bancário à proposta apresentada. Possibilidades que apontam para um claro desequilíbrio de forças entre as duas partes, já que o cliente ficará "obrigado" a aceitar a proposta do banco, enquanto o banco poderá sempre rejeitar a contraproposta do cliente.

O documento a que o Diário Económico teve acesso data de 9 de Fevereiro, pelo que não é líquido que o texto se mantenha integralmente, já que têm existido conversações entre as várias autoridades competentes e partes interessadas. Ainda assim, Ana Tapadinhas, da Deco, que teve oportunidade de reunir com o Banco de Portugal no decorrer dessas mesmas conversações, avançou ao Diário Económico que a associação recomendou na altura a introdução da figura de um intermediário independente. Uma entidade credenciada para o efeito e que serviria como ponte no processo negocial: "Porque além das questões da iliteracia financeira, receamos, até pela experiência que temos nesses casos, que o cliente não tenha capacidade de negociação. São pessoas que estão numa situação muito frágil", explica Ana Tapadinhas. Refere ainda que o ‘feedback' por parte do Banco de Portugal foi positivo, e que a notícia ontem avançada na imprensa faz crer que essa rede nacional de entidades credenciadas avance. Actualmente, e segundo o Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios, existem duas entidades credenciadas em Portugal para este efeito: o Gabinete de Apoio ao Sobreendividado, da Deco, e o Gabinete de Orientação ao Endividamento do Consumidor, do ISEG.

fonte:http://economico.sapo.pt/



publicado por adm às 08:25
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Terça-feira, 13 de Março de 2012
Endividado? Saiba como começar a mudar de vida

Os portugueses (quer seja o Estado, as empresas ou as famílias) atingiram níveis de endividamento insustentáveis. Existindo tanta dívida numa economia pouco competitiva como a nossa, torna-se essencial uma mudança de comportamentos e um foco claro em viver de acordo com os nossos rendimentos e possibilidades.

Mas hoje em dia, falar é fácil. As famílias já estão em situações muito complicadas, situações que se agravam ainda mais com a subida dos níveis de desemprego e com os cortes observados ao nível dos salários, dos subsídios de férias e de Natal, da redução das isenções e deduções fiscais. Enfim, uma situação explosiva.

O que devem fazer as famílias?

Não existem soluções fáceis ou milagrosas. Temos de estar conscientes que o problema é grave e exige medidas sérias de atuação. 

Em primeiro lugar, temos de identificar claramente as dívidas. Muitas famílias não têm a noção exata do número de créditos e das suas caraterísticas. Para sair de um problema, é preciso identificá-lo. No caso dos créditos, a sugestão passa por identificar quatro componentes:

- Finalidade do Crédito;
- Montante em Dívida;
- Prazo;
- Taxa de Juro.

Em segundo lugar, a família deverá unir-se e falar sobre o problema. Marido e mulher têm de estar alinhados no esforço e encontrar formas de libertar fundos para a redução das dívidas. Neste ponto, fica um alerta para o facto de que muitas vezes um dos cônjuges contrai um crédito e o outro não tem conhecimento. E isso é um perigo.

Em terceiro lugar, é fundamental que a família construa o seu orçamento e seja exigente no que à poupança/desendividamento diz respeito. Todos os cêntimos contam quando falamos de créditos com taxas de 15%-20% ou mais.

Finalmente, tendo feita a identificação dos créditos pelas quatro categorias anteriormente referidas, deveremos alinhar os créditos colocando no topo aquele com a taxa de juro maior. Esse deverá ser o primeiro a ser eliminado. Pode parecer evidente, já que é o mais caro, mas na realidade muitas famílias optam por eliminar o crédito cujo montante seja mais baixo. Em termos psicológicos faz sentido, embora implique um pagamento de mais juros.

Assim, importa alinhar os vários créditos e determinar o pagamento mínimo obrigatório. Isto é especialmente válido nos cartões de crédito. A ideia é pagarmos o mínimo em todos os créditos menos naquele com a taxa mais elevada. Nesse, iremos sempre pagar o máximo possível. Numa primeira fase o esforço será maior, mas com o passar do tempo o valor em
dívida será inferior, pelo que os juros irão também reduzir.

Tendo pago o primeiro crédito, seguimos para o segundo e assim sucessivamente. Assim, evitamos cair no erro de, tendo pago um crédito, fazer outro de seguida ou gastar o dinheiro simplesmente porque nos sentimos mais ricos.

Uma segunda estratégia

A segunda alternativa é falarmos com o gestor do banco eprocurar formas de renegociar os nossos créditos

Temos de ter a noção que o principal interessado em receber o dinheiro é o banco, pelo que poderá existir abertura para encontrar soluções. No entanto, temos de nos mostrar disponíveis para fazer sacrifícios e mostrar um plano válido e credível.

As negociações poderão passar pela redução do spread (o que é difícil), pela atribuição de um período de carência (situação em que pagamos apenas juros durante um determinado período), ou até aumentar o prazo do empréstimo.

Finalmente, em caso de não conseguirmos pagar a totalidade das prestações, temos de fazer face ao que conseguirmos. O objetivo será demonstrar que temos interesse em pagar. Adicionalmente, isso permite-nos pagar menos juros de mora pelos atrasos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
Crédito bancário não está a chegar à economia real

Dificuldade em receber dos clientes é uma das reclamações.

Falta de gestão profissional, política de preços agressiva, escassez de crédito por parte da banca e dívidas de clientes são alguns dos problemas apontados pelos empresários contactados pelo Diário Económico para o aumento de sociedades em incumprimento.

O administrador da Marvanejo Armazéns, Luís Marvanejo Dias, afirma mesmo que os bancos "praticamente só estão a dar crédito através das linhas PME Investe a empresas que se disponham a amortizar as contas caucionadas que já lá têm". Deste modo, reforça o responsável pela empresa sediada em Évora, "todos aqueles milhões de euros que têm sido anunciados, voltam directamente para a banca e não chegam à economia real". Para Luís Marvanejo Dias, as linhas de crédito PME Investe apenas servem para "melhorar os rácios dos bancos".

Já o administrador da Isolago - Indústria de Plásticos, Rodrigo Barros, refere que o "problema é que as linhas de crédito foram dadas um pouco para fazer número, apenas servindo para salvar empresas no momento. O inevitável está a acontecer agora: incumprimentos, insolvências e falências". No entanto, o responsável da empresa de plásticos da Azambuja acredita que "muitas empresas conseguiram aproveitar esse dinheiro para desenvolver o seu negócio".

fonte:http://economico.sapo.pt/n



publicado por adm às 08:28
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