Quarta-feira, 18 de Julho de 2012
Ser fiador é a terceira causa de sobreendividamento em Portugal

Os portugueses que aceitam ser fiadores já estão em terceiro lugar na lista dos mais sobreendividados, a seguir aos desempregados e aos que sofrem cortes salariais, segundo dados da Deco.

Dos 2.648 processos de sobreendividamento que chegaram à Deco nos primeiros seis meses deste ano, cerca de 14 por cento foram de pessoas que afiançaram familiares ou amigos, tomando sobre si a responsabilidade de pagar as dívidas destes em caso de incumprimento, e que agora estão também em situação de sobreendividamento.

«Assistimos todos os dias à degradação da vida económica das famílias. Estamos a atingir estados de pobreza incalculáveis e isso é terrível porque estão-se a arrastar familiares, geralmente os pais, para essa situação», disse o secretário-geral da associãção, Jorge Morgado, citado pela Lusa.

A principal razão do sobreendividamento é o desemprego, que representava em junho 33 por cento dos casos enviados à DECO, seguida da deterioração das condições laborais (cortes salariais e não pagamento de horas extraordinárias e comissões) que atingiu os 26 por cento.

Em terceiro lugar na lista surgem «outras causas», que incluem a fiança e a penhoras, mas esta última está relacionada com a fiança, que por sua vez está diretamente relacionada com o desemprego dos devedores, que ativa as obrigações dos fiadores.

«A situação é de verdadeiro desespero», afirmou a coordenadora do gabinete de apoio ao sobreendividado da DECO, Natália Nunes, explicando que muitos daqueles devedores são já desempregados de longa duração à beira de perder o subsídio de desemprego ou outros apoios sociais.

«Muitos não têm qualquer perspetiva de emprego e os pais reformados, e fiadores, não vão receber este ano os subsídios de férias e natal. É muito complicado», defendeu Natália Nunes.

Recentemente o governo criou um o grupo de trabalho para elaborar uma nova legislação para o crédito à habitação que equilibre as relações entre os consumidores e a banca.

Estimativas da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), divulgados terça feira, revelam que cerca de 3.300 imóveis foram entregues em dação em pagamento por famílias e por promotores imobiliários no primeiro semestre deste ano, uma média de 18 casas por dia.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Terça-feira, 17 de Julho de 2012
Juros no crédito à habitação renovam mínimos

Taxas interbancárias voltaram a descer em todos os prazos, uma boa notícia para quem está a pagar a casa ao banco.

Há oito sessões consecutivas que as Euribor renovam mínimos históricos. A Euribor a seis meses, que é a mais usada no cálculo dos juros no crédito à habitação em Portugal, diminuiu hoje para 0,754%. No mesmo sentido, o prazo a doze meses recuou para 1,044%.

Também a Euribor a três meses, que serve de indicador do apetite por risco da banca, além de influenciar os juros dos certificados de aforro e o custo de financiamento de muitas empresas, recuou para 0,470%.

Na véspera do Banco Central Europeu ter descido a taxa de juro de referência em 25 pontos base, para o valor mais baixo de sempre: 0,75%, as Euribor atingiram o valor mínimo histórico e desde esse dia que têm vindo a renovar mínimos.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

fonte:http://economico.sapo.pt/n



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Sexta-feira, 13 de Julho de 2012
DECO considera um "escândalo" taxas cobradas nos cartões de crédito

A Deco pediu hoje a limitação com "urgência" das taxas de juro cobradas pelos bancos no crédito pessoal, que a associação de defesa do consumidor considera "um escândalo" no caso dos cartões de crédito.

A DECO foi hoje a ser ouvida pelos deputados do Grupo de Trabalho dedicado a estudar eventuais alterações aos contratos de crédito à habitação. A Associação para a Defesa do Consumidor mostrou-se preocupada com as famílias que se vêm impedidas de cumprir com os encargos com os empréstimos à habitação, mas recordou que as famílias sobreendividadas têm também problemas com outros créditos que não conseguem cumprir, o que deve ser levado em conta nas alterações à legislação.

Em média, as famílias que contactam a DECO têm cinco créditos em incumprimento e apenas um é de empréstimo à habitação.

fonte:http://www.destak.pt/



publicado por adm às 22:12
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Fiador é o novo sobreendividado

A DECO propôs esta sexta-feira aos deputados, no parlamento, que as propostas com vista a proteger as famílias sobreendividadas sejam estendidas aos fiadores, que representam 13% dos que recorrem à Associação para a Defesa do Consumidor.

«O fiador é a nova figura do sobreendividado que tem aparecido na DECO, 13 por cento dos processos de sobreendividamento [na associação] dizem respeito a fiadores», disse a jurista Ana Tapadinhas da DECO, perante os deputados do grupo de trabalho parlamentar dedicado aos contratos de crédito à habitação.

A também coordenadora do Departamento de Estudos e Apoio ao Consumidor da DECO defendeu, por esse motivo, que «os benefícios das medidas [que estão a ser avaliadas] devem ser extensíveis aos fiadores sobreendividados».

Segundo a DECO, há alguns anos era fácil um familiar ou amigo aceitar ficar como garante do pagamento de um empréstimo sem pensar nas implicações futuras. Para que no futuro os fiadores fiquem mais conscienciosos, a associação defende que tenham acesso à mesma informação contratual dada a quem pede o crédito, nomeadamente que lhes seja entregue pelo banco a Ficha de Informação Normalizada (FIN).

Os partidos com assento parlamentar apresentaram 18 propostas de alterações aos contratos de crédito à habitação, cujo objetivo genérico é proteger as famílias mais carenciadas, nomeadamente as que têm elementos desempregados. Entre estas propostas constam o não agravamento do spread [margem de lucro do banco] em caso de desemprego ou divórcio ou novas regras para a entrega da casa ao banco para saldar as dívidas.

O grupo de trabalho parlamentar criado pretende chegar um texto de consenso, objetivo para o qual têm realizado várias audições. Depois da Associação Portuguesa de Bancos (APB) e dos técnicos do Banco de Portugal (numa audição à porta fechada), hoje está a ser ouvida a DECO.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



publicado por adm às 22:05
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Conheça os custos de um crédito para pagar férias

Recorrer a um empréstimo pessoal para pagar as férias é quase proibitivo: as TAEG superam os 19%. É preferível recorrer ao cartão de crédito.

Há cinco anos, por esta altura, os sites dos bancos e das sociedades financeiras estavam repletos de campanhas promocionais relacionadas com a concessão de crédito para férias. Actualmente, e com raras excepções, as instituições financeiras deixaram de promover este tipo de crédito. Com a prudência e o bom senso a aconselhar cada vez mais os portugueses a não aumentarem os seus níveis de endividamento, fazer um crédito para férias deixou de ser uma prioridade. E, olhando para as taxas de juro que estão a ser praticadas pelo mercado para a contratação de um crédito com este objectivo é possível verificar que os valores são proibitivos.

O Diário Económico realizou cinco simulações em sites de bancos e sociedades financeiras para saber quais são os custos associados a um crédito pessoal para pagar as férias de Verão de uma família. Foi tido em conta um empréstimo no valor entre 2.000 a 2.500 euros a pagar, sempre que possível, em 24 meses. Os números mostram que as taxas anuais efectivas globais (TAEG) variam entre os 14,58% e os 19,85%. Contas feitas, significa que os consumidores pagam em juros, comissões, seguros e impostos valores que oscilam entre os 251 euros e os 485 euros, no caso das simulações realizadas. Apesar destes valores serem meramente indicativos e de não serem uma garantia de que a instituição irá conceder este financiamento, os dados permitem verificar como esta solução para pagar as férias poderá ser penalizadora para os orçamentos de muitas famílias.

Se o recurso ao crédito ao consumo não é a solução indicada para pagar uma viagem de lazer, que outras alternativas existem? O ideal será programar as férias de acordo com a disponibilidade do orçamento de cada família. O objectivo é pagar os dias de descanso "a pronto", evitando qualquer tipo de endividamento. Se, apesar deste conselho, quiser fazer as suas férias de sonho e colocar a crise e a austeridade para trás das costas, existem outras soluções alternativas ao crédito pessoal. Uma delas poderá passar pelo pagamento das férias com recurso ao cartão de crédito. No entanto, tenha em atenção que esta opção só é vantajosa se o consumidor liquidar a dívida dentro do período de crédito gratuito (que varia entre os 20 e os 50 dias).

Isto porque se optar pelo pagamento faseado da dívida, os encargos poderão ser muito onerosos, já que segundo os dados do Banco de Portugal, as instituições podem cobrar TAEG até 37,2%. Na verdade, analisando os preçários dos cinco maiores bancos portugueses é possível verificar que, quase sempre, as TAEG aplicadas para os seus cartões de crédito superam os 20%.

Outra solução poderá passar pelo financiamento concedido junto das próprias agências de viagem. Recorde-se que algumas agências , como é o caso da Abreu ou da Geostar, têm parcerias com sociedades financeiras, o que lhes permite facilitarem linhas de crédito sem a cobrança de juros. Neste caso, o pagamento da viagem é feito em cinco ou 12 mensalidades. No entanto, esta "benesse" não se aplica em todas as situações. Por exemplo: o crédito sem juros não se aplica a destinos de férias que estejam em promoção ou quando o consumidor queira apenas comprar a passagem aérea para o destino de férias.

Trabalho publicado na edição de 6 de Julho de 2012 do Diário Económico



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Quinta-feira, 12 de Julho de 2012
Clientes com crédito em atraso podem fazer segunda hipoteca

O regulador sugere que as famílias carenciadas possam, em determinadas condições, recorrer a uma segunda hipoteca.

O Banco de Portugal teme que uma generalização da dação em cumprimento no crédito à habitação provoque um efeito devastador na economia. Por isso, pede que a entrega da casa ao banco para saldar a dívida seja "uma solução de último recurso" e com regras rígidas e claras. A proposta de reforçar a dação em cumprimento é defendida, praticamente, por todos os partidos e faz parte de um pacote de novas medidas legislativas que está em discussão na Assembleia da República (AR) para fazer face ao aumento do incumprimento no crédito à habitação no actual contexto da crise.

Numa apresentação feita terça-feira no Parlamento, a que o Diário Económico teve acesso, o regulador subscreveu a necessidade de uma "intervenção legislativa directa" mas deixou alguns alertas. A equipa do Banco de Portugal que esteve na AR defendeu que há que "evitar soluções que, levando à acumulação maciça na banca de imóveis, por via de dações em cumprimento e de vendas executivas, possam levar a um brutal aumento da oferta e a uma redução em espiral dos preços do imobiliário". O supervisor não tem dúvidas de que este choque no mercado imobiliário teria "efeitos de destruição da riqueza acumulada pelas famílias". Face ao actual agravar do problema do incumprimento das famílias há um "conjunto de propostas com soluções interessantes e necessárias" a ser estudado, concorda o BdP, mas num quadro "suficientemente robusto" para evitar complicados efeitos colaterais no resto da economia. O BdP cita, inclusivamente, exemplos de países como a Colômbia ou a Hungria, nos quais a banalização da entrega de casas para saldar dívidas aos bancos gerou fortes pressões na economia e no sistema financeiro.

fonte:http://economico.sapo.pt/n



publicado por adm às 08:23
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2012
Mediador do Crédito resolve metade dos processos analisados

O Mediador do Crédito, liderado por Maria Clara Machado, obteve uma taxa de sucesso de 50% nos 554 processos que apreciou desde que foi criado, em 2009, de acordo com o relatório de atividade divulgado esta quarta-feira, e noticia pela agência Lusa.

«A taxa de sucesso, que se cifra, no conjunto dos anos de 2009 a 2011, em 50%, deve ser encarada como positiva, face às razões pelas quais certos processos deixam de ser considerados como bem sucedidos», salientou a entidade, explicando que «apenas num reduzido número de casos, cerca de 16%, se conclui que a mediação termina na impossibilidade de obtenção de um acordo entre a instituição de crédito e o cliente bancário».

Nos restantes casos, a mediação não teve efeitos relevantes porque, ou o cliente não responde à proposta da instituição de crédito envolvida no processo, ou decide declarar-se insolvente, entre outras circunstâncias.

No ano passado, deram entrada na entidade 251 novos processos, um aumento de 41% face a 2010, com o número de mediações a disparar 126 por cento para 140.

Destas, a fatia de leão está relacionada com a consolidação de créditos (78%), enquanto os créditos à habitação ou os créditos pessoais não ultrapassam 2% das mediações efetuadas.

Entre as entidades sobre as quais recaem mais pedidos de mediação encontram-se o Barclays (21), o BCP (18) e a Cofidis (18).

Seguem-se-lhes o Banco BNP Paribas Personal Finance (Cetelem), com 17 pedidos, o Santander Totta (13), a CGD (11), o BES (9), o Banco BPI (6), o Banco Credibom (5), o BPN (4), o Montepio (4), o Banif (2), a GE Consumer Finance (2), a Unicre (2) e outras instituições de crédito não especificadas (8).

Refira-se que as instituições de crédito que apresentam o maior rácio entre as mediações e o crédito concedido a clientes são a Cofidis (17,91) e o Banco BNP Paribas Personal Finance (11,91).

A sucursal do Barclays Bank foi a instituição de crédito sobre a qual foram rececionados, em 2011, mais pedidos de intervenção do Mediador de Crédito, mas, se for considerado o volume de crédito concedido a clientes, o rácio obtido é de 2,11.

Em janeiro último, o Governo nomeou Maria Clara Machado, que até à data era a diretora-adjunta do departamento de supervisão prudencial do Banco de Portugal, para o cargo de mediadora do crédito, na sequência da saída de Amaral Tomaz para administrador do Banco de Portugal.

O mediador do crédito tem por missão ajudar os cidadãos nas suas relações com instituições financeiras, nomeadamente no crédito à habitação e no crédito ao consumo. Os clientes bancários podem recorrer à intervenção do mediador do crédito em diferendos com instituições financeiras.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012
Bancos cortam para metade financiamento às famílias
Novas operações de empréstimo à economia continuam a diminuir. Financiamento às famílias está a metade dos níveis de há um ano.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal, os bancos nacionais emprestaram 4.052 milhões de euros à economia nacional em Maio, menos 17% do que no período homólogo e menos 6% do que no mês anterior. Este valor é mesmo o segundo mais baixo de sempre, apenas superado pelos 3.965 milhões emprestados em Fevereiro passado.

O principal afectado por esta redução do financiamento por parte da banca são as famílias. Reflectindo não só as condições mais restritivas de concessão de crédito, mas também a menor procura de financiamento por parte das famílias, as novas operações de empréstimo a particulares foram de apenas 552 milhões de euros em Maio, praticamente metade dos níveis registados há um ano.

No caso das empresas, o financiamento também está a diminuir, embora menos do que no caso dos particulares. Em Maio, os bancos nacionais emprestaram 3.500 milhões de euros, menos 8% do no período homólogo. 

fonte:http://economia.publico.pt



publicado por adm às 23:02
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Terça-feira, 3 de Julho de 2012
Recuperação de crédito: setor só reavê 16% do total

As empresas de recuperação de crédito só conseguiram reaver pouco mais de 620 milhões de euros em 2011. O valor representa uma subida de 15% face a 2010, mas é apenas 16% do total que os clientes, sobretudo do setor financeiro, lhes pediram para recuperar. A maioria das dívidas é devolvida às financeiras por cobrar.

Segundo a Associação Portuguesa das Empresa da Recuperação Extrajudicial de Crédito (APERC), foram entregues às suas associadas mais de 3,85 mil milhões de euros em dívidas para recuperarem, mais 30% que em 2010. De ano para ano, o valor tem aumentado cerca de 900 milhões.

Só que a recuperação «não acompanha esse crescimento exponencial dos montantes sob gestão», explicou o diretor executivo da associação, António Gaspar, à Agência Financeira. «Com a crise, o aumento do desemprego e das despesas e os cortes nos rendimentos, as pessoas não conseguem pagar as prestações dos créditos. Como não têm dinheiro, há cada vez mais dívidas e malparado, mas também é cada vez mais difícil a sua recuperação».

Bancos assumem perdas

Dos quase 3 milhões de processos que chegaram às mãos destas empresas, quase 1,9 milhões foram resolvidos com sucesso. Mas o número de processos não é proporcional à dívida. E ainda que os processos devolvidos aos bancos sem solução não sejam a maioria, representam o grosso da dívida.

«Uma vez devolvidos aos bancos, podem acontecer duas coisas: ou o banco acha que vale a pena ir para tribunal e executa, ou usa as provisões para cobrir essa perda e retira o malparado do balanço no fecho de trimestre», explica António Gaspar.

Ou seja, na maioria dos casos, os bancos nunca mais recuperam o dinheiro. Segundo o responsável, à exceção do crédito à habitação, em que o próprio imóvel serve de garantia e pode ser penhorado, é muito difícil aos bancos recuperarem os montantes em dívida. «Especialmente no crédito ao consumo e para outros fins. Porque não há nenhuma garantia, nenhum bem. Muitas vezes nem há salário para penhorar, como no caso dos trabalhadores por conta própria, nem há outros bens. Sai mais barato aos bancos assumir a perda do que arrastar o processo e pagar as despesas».

Os writte offs (assim se chama ao processo de limpeza do malparado dos balanços, cobrindo-o com provisões) são mais frequentes sobretudo no final de cada ano e em 2011 castigaram bastante as contas dos bancos nacionais.

Fundos estrangeiros compram carteiras de créditos vencidos

Um dos destinos cada vez mais frequentes destas carteiras de crédito vencido é a venda, a empresas de recuperação de crédito ou a fundos. E «o interesse dos fundos, sobretudo estrangeiros, nestas carteiras, é cada vez maior».

«Veem-se muitos fundos suecos, ingleses, até alemães interessados e a comprar carteiras de crédito vencido em Portugal e sobretudo em Espanha, onde o mercado tem uma dimensão maior. E não são carteiras pequenas, estamos a falar de valores de 500 e até mil milhões de euros», assegura.

Estes fundos fazem uma primeira avaliação da carteira, analisando uma amostra aleatória, e oferecem um preço que raramente vai acima dos 8 a 10% do valor facial. Ou seja, se a carteira em causa tiver 500 milhões de euros por recuperar, os fundos não pagam mais que 8 a 10% desse valor, porque sabem que a maior parte do montante não será passível de recuperação.

Nem só da banca vivem estas empresas

Mas nem só do setor financeiro vive a recuperação de crédito. Embora represente o grosso do negócio, algumas das associadas da APERC começam a voltar-se para outros setores, onde a recuperação do crédito «é menos exigente e as retribuições são mais generosas, com menos encargos».

Empresas da restauração, grande distribuição, telecomunicações, hotelaria, health clubs e spas, gestão de condomínios e até hospitais. «Algumas já estão a recuperar taxas moderadoras em dívida há algum tempo, apesar de só agora o tema chegar aos jornais», explica.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt



publicado por adm às 20:33
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2012
Portugal é país europeu com maior travão no crédito

Portugal foi o país europeu a registar o maior travão no crédito. 

No caso dos empréstimos ao consumo e para compra de automóvel, o recuo foi de 15% em 2011, em comparação com 2010, segundo os dados da Federação Europeia das Instituições de Crédito Especializado (EUROFINAS). Dados que são conhecidos no dia em que a Associação Automóvel de Portugal (ACAP), revelou que as vendas de automóveis caíram 37% em junho. São as piores dos últimos 24 anos

Nos 14 países analisados pela EUROFINAS, a concessão de crédito para consumo pessoal e aquisição de automóvel subiu para os 233 mil milhões de euros, um aumento de cerca de 1,6% face a 2010.

A Holanda foi o país onde a procura de crédito mais cresceu (14,7%), seguindo-se a Alemanha e a Bélgica (12,9% e 12,3%, respetivamente). No extremo oposto, encontram-se Portugal (-15,2%) e a Suécia (-4,5%).

Os dados não surpreendem o presidente da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), António Menezes Rodrigues, que se mantém pessimista para este ano, devido à diminuição do poder de compra dos portugueses.

«Se não há melhoria em termos de animação do consumo, também não há melhoria no crédito ao consumo. É um modelo que deve ser questionado», cita a Lusa..

O responsável da ASFAC adiantou que «mesmo na Europa, os valores só foram interessantes na primeira metade de 2011», e desceram no segundo semestre, pelo que o desempenho do setor será bastante pior em 2012, a nível europeu.

Para Portugal, antecipa para 2012 «uma quebra que não será muito superior» à do ano passado, apesar do «arrefecimento» do mercado automóvel.

Segundo a ASFAC, o crédito concedido no primeiro trimestre caiu 33,2% face ao mesmo período de 2011 e recuou 14,4% relativamente ao trimestre anterior, para 842,54 milhões de euros.

Em termos homólogos, «todos os tipos de crédito sofreram reduções», destacando-se o crédito clássico e o crédito a fornecedores (os dois tipos de crédito com mais expressão no total dos montantes financiados pelas associadas da ASFAC) com quebras de 35,5% e de 39,7%, respetivamente.

Apenas o crédito revolving (crédito permanente ou renovável), que representa 20,8% do total do crédito concedido, não apresentou uma redução tão significativa, ficando-se por menos 4,3% face ao trimestre homólogo.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



publicado por adm às 21:23
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