Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011
Crédito pessoal. Custo total com um empréstimo de 5000 euros pode chegar aos 6700 euros

Pedir um crédito para consumo é cada vez mais difícil e caro. Além do juro, há comissões, seguros e impostos

"Todos os projectos começam por um desejo. O desejo cresce, ganha vontade. Procura-se a melhor solução de financiamento. Por isso, criámos um leque de produtos flexíveis e rapidamente o seu desejo realiza-se". Este slogan de uma instituição especializada no crédito ao consumo ilustra a vasta gama de soluções disponíveis no mercado, ajustável a todo o tipo de necessidades mas, regra geral, demasiado caras para a maioria das carteiras.

Por um crédito de 5000 euros, a amortizar em três anos, o cliente terá de pagar entre, pelo menos, mais 700 euros e 1700 euros de custos totais que, além dos juros e da duração do empréstimo, englobam os prémios de seguro, os impostos e as comissões bancárias como despesas de aprovação do empréstimo.

O i realizou simulações nos cinco maiores bancos a operar no mercado nacional (CGD, BCP, BPI, BES e Santander Totta) e em quatro instituições de crédito especializado (Cetelem, Cofidis, Flexibom e Unibanco) para um crédito sem finalidade específica, os mais caros do mercado, depois dos cartões e linhas de crédito. As prestações oscilam entre quase 174 euros e 184 euros, enquanto a taxa que reflecte o custo total do empréstimo, a TAEG (taxa anual de encargos efectiva global), varia entre 11,5% e 18,5% para o financiamento simulado. A TAEG, de indicação obrigatória, é o indicador mais fiável para comprar as várias propostas. A taxa mais baixa é oferecida pela Cofidis, no âmbito de uma campanha promocional que decorre até 16 de Outubro. Enquanto, o custo mais elevado (15,83%) é exigido pela Unibanco (ver tabela). Quanto menor for a TAEG, mais barato é o empréstimo (ver tabela). No caso da CGD só foi possível calcular a custo do crédito em 24 meses, o que aumenta o valor da prestação para 235 euros.

As simulações realizadas permitem verificar que as taxas praticadas estão abaixo do juro máximo imposto pelo supervisor bancário. No início de 2010, o Banco de Portugal definiu três categorias e oito subcategorias de crédito ao consumo, às quais correspondem taxas máximas fixadas trimestralmente. Para os créditos pessoais, sem finalidade específica, a TAEG máxima é de 19,7% até ao final de Setembro. Os juros desta categoria vão subir para 20,2% no último trimestre do ano. Os contratos de crédito com a finalidade de educação, saúde, energias renováveis, a locação financeiras de equipamentos e o crédito automóvel apresentam as taxas mais baixas por serem considerados segmentos prioritários. Por sua vez, é nos cartões e linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto que os bancos e as instituições cobram juros mais elevados. A taxa está acima de 34% desde o segundo trimestre deste ano.

Apesar de os limites das taxas vigorarem desde Janeiro de 2010, a verdade é que existem ainda muitas instituições a praticar juros acima do permitido. No relatório de avaliação deste novo regime de crédito aos consumidores, o supervisor revela que, durante o ano de 2010, foram identificados 1144 contratos de 39 instituições com indícios de irregularidades quanto ao cumprimento da TAEG máxima em vigor. Após a análise jurídica e financeira, apurou que em 75 contratos, realizados por 23 instituições, tinham efectivamente ultrapassado as taxas máximas.

Se contratou ou vai contratar um crédito ao consumo é essencial que verifique que a taxa exigida está em linha com o juro legalmente permitido. Se a taxa for superior, a DECO aconselha a enviar uma queixa ao Banco de Portugal, exigir a aplicação do juro máximo e a devolução do montante pago em excesso.

Crédito mais caro e difícil Longe vão os tempos em que contratar um crédito ao consumo era fácil e barato. Os últimos dados do BdP indicam que, em Julho, foram concedidos 229 milhões de euros, menos 30% que no mesmo mês do ano anterior e o valor mais baixo desde Janeiro de 2010. O corte de crédito reflecte as maiores restrições de liquidez e exigências na avaliação dos processos por parte das instituições, numa altura em que a desalavancagem é a palavra de ordem. Por outro lado, denuncia a menor procura por parte dos particulares, que em tempos de crise tentam soluções alternativas. Com o desemprego, os cortes salariais e o aumento dos impostos, o incumprimento das famílias atingiu o valor mais alto desde 1998. O crédito ao consumo é precisamente o segmento que apresenta o nível de malparado mais elevado, uma vez que é o primeiro empréstimo que os particulares deixam de pagar quando confrontados com dificuldades financeiras. Em Julho, o incumprimento no consumo atingiu 1 348 milhões de euros, 8,9% do total de empréstimos.

A Deco sugere para capitais e prazos mais curtos, por exemplo até 2000 euros, alternativas mais baratas ao crédito pessoal. "O descoberto autorizado da conta-ordenado pode revelar-se vantajoso, além de ser automático".

fonte:http://www.ionline.pt/



publicado por adm às 22:33
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