Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Saiba o que muda nos seguros de crédito

O Executivo introduziu algumas alterações para responder às exigências das empresas.

Com o abrandamento económico em alguns dos principais mercados de exportação, os riscos de incumprimento aumentam e os seguros de crédito ganham uma nova preponderância. Perante as dificuldades crescentes das empresas - confrontadas com a contracção de 3,4% da economia nacional, dificuldades de acesso ao crédito e um agravamento da carga fiscal - o Executivo decidiu introduzir, este ano, algumas alterações ao funcionamento dos seguros de crédito.

Por exemplo, as empresas quando exportam para países fora da OCDE, Turquia e México podem recorrer a uma linha de seguros de crédito que conta com uma dotação de mil milhões de euros, mas está apenas protocolada com a COSEC, que agora vê o seu poder de decisão ampliado de forma a poder dar luz verde a operações até um milhão de euros e não apenas 500 mil euros como até aqui. Esta alteração tem por objectivo acelerar o processo de decisão já que não será necessário ficar dependente do aval da Direcção-Geral do Tesouro, a instituição que garante esta linha na totalidade. Por outro lado, a garantia global prestada pelo Estado, no valor de cem milhões é reforçada para 200.

Outra das alterações reside no reforço em 400 milhões de euros da linha de seguro de crédito OCDE II que conta agora com uma dotação de mil milhões de euros. Por outro lado, o Executivo decidiu, dado o nível de sinistralidade da linha, justificado por se cobrirem ‘ratings' mais gravosos, ajustar a sua taxa de prémio de 0,25% para 0,40% baixando assim o esforço financeiro líquido por parte do Estado. Além disso, foram redistribuídos os ‘plafonds' de acordo com a taxa de execução histórica.

Finalmente, ao nível da linha OCDE I, o Executivo decidiu distribuir o valor da linha pelas seguradoras em função da utilização efectivamente demonstrada e não em função das quotas de mercado que tem prevalecido, isto para garantir uma maior eficiência e eficácia na utilização dos fundos públicos. Por outro lado, também aqui os ‘plafonds' foram redistribuídos de acordo com a taxa de execução histórica. Esta é uma linha de seguro de apoio ao crédito comercial das empresas para países da OCDE com uma dotação global de mil milhões de euros, sendo que 500 milhões têm garantia do Estado através da Sociedades de Garantia Mútua e os restantes 500 milhões de euros são garantidos pelas quatro companhias de seguro de créditos subscritoras do protocolo celebrado.

Em vigor está ainda a linha que se destina às empresas que produzam ou exportem bens de equipamento ou produtos com longos períodos de fabricação, no mínimo de quatro meses (OCDE III) que tem um montante global de 200 milhões de euros e o ‘plafond' de garantia do Estado é de 150 milhões de euros. Mas nesta linha de crédito não estão previstas alterações para este ano.

Linhas para Angola e Rússia
A linha de cobertura dos riscos de crédito à exportação para Angola, garantidas pelo Estado através da COSEC, foi aberta em finais de 2004 e conta com um montante de mil milhões de euros, mas funciona numa base evolutiva. Os créditos deverão respeitar um pagamento inicial (mínimo de 15%), o prazo de reembolso não deve ultrapassar sete anos, as prestações de capital são iguais, semestrais e sucessivas, vencendo-se a primeira seis meses depois do ponto de partida do crédito. Já a linha de cobertura dos riscos de crédito à exportação para a Rússia visa financiar as exportações de bens de equipamento e serviços para a Rússia tem um montante de 200 milhões, e está em vigor até 14 de Abril de 2013. A sua utilização mínima é de cem mil euros e o montante financiável até 85% do valor do contrato comercial. O reembolso terá de ser feito num prazo de dez anos, em prestações de capital, iguais, semestrais e sucessivas, vencendo-se a primeira seis meses após a data do ponto de partida do crédito.

fonte:;http://economico.sapo.pt/

 



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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
Década de crédito fácil cai aos pés da crise internacional

Investidores perceberam, quase 10 anos depois, que emprestar a Portugal não é o mesmo que emprestar à Alemanha. Agora, as facilidades do euro estão a desaparecer: os juros sobem, os empréstimos escasseiam e o crédito às famílias e empresas cai. E a situação não deve melhorar nos próximos anos

 

Acabou a era do crédito fácil. A crise, que começou por ser financeira, contagiou a economia e acabou na dívida pública, está a pôr um fim às facilidades que marcaram a última década. E a inaugurar um período em que os empréstimos serão mais caros e mais difíceis de obter para o Estado, famílias e empresas. 

Para os mais velhos, um mundo com menos crédito será apenas voltar ao modelo que vigorou até ao final da década de 90. Na altura, só havia duas opções para expandir os empréstimos: captar as poupanças dos aforradores nacionais ou recorrer aos mercados externos e pagar o "risco escudo" – juros elevados para compensar a possibilidade de a moeda nacional desvalorizar. 

A entrada no euro, erigido sob o brasão do Bundesbank alemão, permitiu a Portugal abrigar-se na credibilidade germânica e ter facilidades nunca antes vistas no acesso ao crédito. O resultado foi a degradação das contas externas do país, em grande medida devido ao acumular de dívida privada (ver gráficos).

Juros voltam a descolar

Agora, as facilidades acabaram. "Os credores não vão voltar a emprestar a Portugal como se estivessem a dar crédito à Alemanha", diz Pedro Bação, da Universidade de Coimbra. As taxas de juro, aliás, estão a "cavar" um diferencial cada vez maior, pondo um fim à convergência da última década (ver gráficos). 

Para o Estado português, o nível de juros atingiu um valor tão alto que só um pedido de ajuda externa feito em Abril assegurou que os salários e pensões de Junho poderiam ser pagos. Desde então, a situação só piorou e as obrigações públicas são agora transaccionadas no mercado secundário a um preço que indicia uma probabilidade elevada de uma parte do capital não ser pago. 

A banca, recheada de dívida pública no seu balanço, também foi afastada dos mercados internacionais e tem sobrevivido com uma política agressiva de captação de depósitos, apoiada pela máquina de fazer dinheiro doBCE. "Sem o BCE, a banca não teria sobrevivido", diz Bação. Neste momento, o dinheiro de Frankfurt já representa quase um décimo do passivo da banca nacional – em 2008, era menos de 1%.

Os problemas estão agora a atingir também as famílias e empresas. Com a banca pressionada pela escassez de financiamento e pela exigências de "almofadas de capital", o crédito ao sector produtivo está a cair e as taxas de juro não param de subir – isto apesar de o BCE manter a sua taxa em mínimos históricos. 

"Neste momento, a dificuldade em obter crédito é um dos principais problemas das exportadoras", avança o economista Manuel Caldeira Cabral. "Para muitas, os canais de financiamento estão fechados. A falta de liquidez é, em muitos casos, mais importante que o problema dos custos laborais", diz o professor da Universidade do Minho. 

A própria "troika" admite o receio de uma "desalavancagem" abrupta, feita às custas do crédito a empresas lucrativas e com bons planos de negócios. Mas diz que, por enquanto, ainda não há evidência de "credit crunch".

Crédito, "presente envenenado"?

Não se sabe quando a tempestade vai passar, mas uma coisa é certa: nos próximos anos o crédito não continuará a fluir como antes. Nas suas previsões de longo prazo, a própria OCDE aponta para taxas de juro portugueses bem superiores às da referência germânica. 

Um cenário difícil? Sim, mas. Isto porque o crédito fácil da última não impediu que Portugal registasse o menor crescimento económico desde a II Guerra Mundial: uma míngua de 0,7% ao ano. No caso do Rendimento Nacional (o PIB deduzido de juros pagos ao exterior), o crescimento foi ainda mais baixo. Números que fizeram com que o economista Ferreira do Amaral dissesse, em declarações ao Negócios, que o crédito fácil do euro tinha sido "um presente envenenado". 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/in



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Domingo, 25 de Dezembro de 2011
Quantos fiadores há em todo o país?

Cerca de 1,5 milhões de portugueses são fiadores dos mais de 4,6 milhões que recorreram a um empréstimo ao banco, a maioria para comprar casa. É o que revelam os dados do Banco de Portugal (BdP) relativos a Setembro. E mais de 400 fiadores pediram este ano ajuda à DECO por uma dívida que não era sua.

Porquê? Veja-se que, dos mais de 4,6 milhões de clientes que pediram um empréstimo com recurso a fiadores, 14,5% não cumpriram o prazo estabelecido para pagamento.
Em Setembro, existiam 1.461.176 fiadores para um total de 4.612.921 empréstimos concedidos pelos bancos, números que têm vindo a crescer paulatinamente desde 2009, ano em que havia 1.400.277 fiadores para 4.541.792 pessoas que pediram um crédito bancário.

Apesar do maior número de empréstimos se situar em Lisboa (56.522), no Porto (43.037) e na região Centro (27.051), é no Alentejo que se encontra o maior número de incumpridores (4,1% do total de 10.073 que recorreram a um empréstimo).
Para a economista da revista «Dinheiro & Direitos» da associação de defesa do consumidor (DECO), Sónia Covita, é «razoável» o número de fiadores em Portugal.

«Com as dificuldades de acesso ao crédito que existem hoje em dia, dificilmente os bancos concederão esses empréstimos sem que haja, além dos devedores originais, outros que se responsabilizem pelo pagamento da dívida», explica Sónia Covita, citada pela Lusa. «É uma cautela sensata por parte dos bancos».

E são cada vez mais os portugueses com dificuldades em cumprir os empréstimos, acabando mesmo por ser obrigados a devolver a casa ao banco.

Só nos primeiros dez meses do ano, 5.200 imóveis foram entregues por famílias e promotores imobiliários para o pagamento da dívida, segundo a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

Em Outubro, passaram para as mãos dos bancos cerca de 690 imóveis, o que representa o pior resultado registado este ano.

A associação que defende os utilizadores de produtos financeiros entregou ao Governo uma proposta para limitar as penhoras que os bancos podem fazer sobre os seus clientes que deixam de pagar o crédito à habitação.

«O imóvel entregue ao banco somado às prestações já pagas pelo cliente deviam ser suficientes para garantir a liquidação da dívida e os bancos deviam ser impedidos nesses casos de penhorar salários ou recorrer aos seguros de vida» em caso de morte do devedor, disse o presidente da Associação Portuguesa dos Utilizadores e Consumidores de Serviços e Produtos Financeiros (SEFIN), António Júlio de Almeida.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
TAEGs máximas no crédito ao consumo

Contratar um crédito está mais caro: nos 7 tipos com limitação de taxas, em 5 regista-se uma subida para o primeiro trimestre de 2012.

 

O Banco de Portugal limita as taxas anuais de encargos efetivas globais (TAEG) no crédito ao consumo desde 2010. Estes limites vigoram trimestralmente. 

Para o cálculo, o Banco de Portugal recolhe as taxas contratadas durante um trimestre e estabelece a média. O teto máximo para o trimestre seguinte resulta da média acrescida de um terço. Por exemplo, se a média de um trimestre for de 15%, para o trimestre seguinte o máximo será fixado em 20 por cento.

 

Dois anos após esta medida, já se superou a barreira dos 20% no limite do crédito pessoal sem finalidade especificada, o mais comum. Inicialmente em 19,6%, passou por 18,8% e está atualmente em 20,7 por cento.

Nos cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e descobertos, o novo limite é já 2,7 pontos percentuais acima do inicial, agora fixado em 35,5 por cento.

Nos contratos de financiamento para a compra de automóveis, apenas na locação (leasing e ALD) para usados há uma ligeira descida de 0,2 pontos percentuais face ao limite inicial. Nas restantes categorias, houve aumentos dos limites: a locação de novos está em 8,8% (subiu 0,8 pontos percentuais), o crédito com reserva de propriedade para novos está em 12,6% (mais 1,1) e para usados em 16,6% (mais 0,5).

A evolução das taxas reflete o encarecimento gradual dos créditos, fruto das dificuldades de financiamento que as instituições enfrentam e que atingem também o consumidor. Nas famílias com orçamento mais apertado e pouco poder negocial, este cenário favorece o sobre-endividamento.

O modelo de limitação das taxas é ajustado em função das condições do mercado e, por isso, desvirtuado quando as condições definidas pelas próprias instituições de crédito empurram os tetos para uma subida contínua.

fonte:http://www.deco.proteste.pt/



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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Crédito Malparado atinge novo recorde

Mais um mês, mais um novo máximo no crédito malparado. Um sinal dos tempos de crise: famílias e empresas não pagam os empréstimos aos bancos, que, por sua vez, são obrigados a recorrerem à liquidez do BCE.

Só às famílias ou particulares, os bancos emprestaram 140,4 mil milhões de euros até Outubro deste ano, dos quais 4,7 mil milhões são considerados crédito de cobrança duvidosa, de acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal.

Contas feitas, o malparado representa 3,34% do total de crédito concedido pela banca aos portugueses. Olhando ao pormenor, o maior peso no está no crédito concedido ao consumo e a outros fins, que representa 9,5% e 9,8% do total, respectivamente. Já no crédito habitação, o malparado representa 1,9% do total de empréstimos. 

crédito total concedido às famílias caiu 1,6% face Outubro de 2010, com especial destaque para os empréstimos para o consumo - derraparam 4,5% no último ano. Os bancos estão também a apertar os cordões à bolsa na hora de emprestar dinheiro para a compra de casa, que caiu 1%.

Malparado nas empresas dispara 4 mil milhões

Mas não é apenas nas famílias que o malparado atinge novo valor recorde. Também entre as empresas, as dificuldades para pagar à banca aumentaram. Até Outubro, o malparado disparou cerca de 4 mil milhões de euros, para 7,14 mil milhões de euros, o que representa 6,2% do total de crédito concedido às empresas (116,13 mil milhões de euros).

Os piores sectores são a construção (2,6 mil milhões de euros de malparado), o ramo automóvel e imobiliário (ambos com 1,1mil milhões). 

Última nota, no final do terceiro trimestre, o crédito concedido só aumentou para as grandes empresas - cresceu 2,3% face ao mesmo período de 2010. 

Em níveis recorde estão também os depósitos das famílias à banca.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Sábado, 17 de Dezembro de 2011
Juros no crédito ao consumo disparam no espaço de um ano

Recorrer a crédito pessoal vai ser mais caro nos primeiros meses 2012

Não é propriamente um presente de Natal, e muito menos uma boa notícia de Ano Novo: as taxas de juro máximas no crédito ao consumo vão voltar a subir no primeiro trimestre de 2012, em praticamente todos os contratos. Somente no crédito para a educação e no crédito para a saúde não se registarão alterações entre o último trimestre deste ano e os próximos três meses. No entanto, em ambos os casos, os limites máximos já aumentaram um ponto percentual desde Janeiro de 2011.

O Banco de Portugal (BdP) divulgou ontem o limite máximo que a banca e as instituições financeiras de crédito poderão praticar no primeiro trimestre do próximo ano nos contratos de crédito ao consumo. No documento libertado do BdP é possível verificar o aumento que as instituições bancárias e de crédito especializado vão poder cobrar durante os próximos três meses, sobretudo nos contratos referentes ao crédito automóvel e em comparação com o limite em vigor no actual trimestre.

Em termos anuais, a subida mais acentuada regista-se nos contratos que tenham como finalidade a educação, a saúde e energias renováveis, assim como a locação financeira de equipamentos. Para estes casos, a taxa anual efectiva global (TAEG) máxima praticável passou de 5,8%, no primeiro trimestre de 2011, para 6,8%, nos primeiros três meses de 2012. Em termos mensais, no entanto, estas taxas não registam qualquer alteração, embora tenham registado um agravamento durante os últimos meses. Ou seja, precisamente na altura em que as famílias portuguesas estiveram mais expostas à necessidade de recorrer ao crédito para financiar o início do ano escolar dos filhos.

Já no crédito automóvel a tendência continua a ser de agravamento, com a locação financeira (ou ALD) de viaturas novas a passar a ter como limite para a TAEG os 8,8%, acima dos 8,5% aplicáveis no terceiro trimestre - o valor compara com os 7,7% praticados há um ano. No caso das viaturas usadas, a TAEG sobe para 10,10%, enquanto um crédito automóvel que tenha como garantia o próprio automóvel terá um encargo máximo de 12,6% no caso deste ser novo, e de 16,6% no caso de se tratar de um carro usado. Já o limite de juros da categoria de "outros créditos pessoais" subiu de 20,2% para 20,7%. Este é o limite mais elevado desde que o Banco de Portugal começou a estabelecer um tecto máximo para os juros praticáveis no crédito aos consumidores no início de 2010.

Também os cartões de crédito, as linhas de crédito, as contas correntes bancárias e as facilidades de descoberto sofrerão um agravamento face ao quarto trimestre, com a TAEG a subir para os 35,5%, o que representa um aumento de 6,9% face ao mesmo período de 2011.

Recorde-se que as taxas de juro máximas que entram em vigor a partir de Janeiro são o resultado das médias, acrescidas de um terço, das TAEG praticadas pelas instituições de crédito a actuar no mercado nacional no trimestre precedente (neste caso, o último trimestre de 2011), nos diferentes tipos de contratos.

Poupanças dos portugueses voltam a descer em Novembro
Apesar de todos os apelos à poupança, a verdade é que a vida não tem sorrido aos portugueses. Reflexo disso, as poupanças das famílias desceram em Novembro, depois de oito meses consecutivos a aumentar. Segundo o Indicador de Poupança APFIPP/Universidade Católica, a taxa de poupança das famílias portuguesas resvalou de 105 pontos em Outubro para 102,3 pontos, em Novembro, tendo sido a descida mais expressiva deste indicador desde o início do ano. "Em Portugal, a expectativa das famílias sobre a sua capacidade de poupança, registada pelo inquérito às famílias da Comissão Europeia, desceu significativamente no Outono", lê-se no documento libertado pela APFIPP. "Esta descida poderá resultar de uma série de factores, nomeadamente a subida da taxa de desemprego e as expectativas sobre os aumentos de impostos em 2012", conclui. Os dados do Indicador de Poupança APFIPP / Universidade Católica mostram que as poupanças dos portugueses correspondem actualmente a cerca de 9% do PIB nacional, acima da média histórica de 7,6%. "Corrigindo os efeitos da sazonalidade, o indicador aponta para um aumento da poupança das famílias de cerca de 0,4% do PIB no segundo semestre face ao primeiro semestre de 2011", refere ainda a APFIPP.

fonte:http://economico.sapo.pt/



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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
Créditos pessoais: juros vão ter novos limites

As taxas aplicadas aos créditos pessoais vão ter novos limites já a partir de Janeiro e até Março de 2012: não podem superar os 20,7%, anunciou esta quarta-feira o Banco de Portugal.

Nos empréstimos que tenham por finalidade educação, saúde e energias renováveis, assim como locação financeira de equipamentos, as taxas máximas que as instituições financeiras podem praticar no primeiro trimestre do próximo ano são 6,8%, revela, em comunicado, a instituição liderada por Carlos Costa.

Nos outros créditos pessoais, o valor máximo foi estabelecido em 20,7%, acima dos 20,2% definidos para o trimestre actual, o último deste ano.

No que toca ao crédito automóvel, a locação financeira ou aluguer de longa duração de carros novos pode ter uma taxa máxima de 8,8%, enquanto em usados foi estabelecida em 10,1%.

Os empréstimos para automóveis novos com «reserva de propriedade e outros» poderão cobrar uma taxa máxima de 12,6% e nos usados em 16,6%.

Ficou também fixado em 35,5% o limite máximo em cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto.

Note-se que o regime das taxas máximas, estabelecido pelo BdP aos contratos de crédito aos consumidores, baseia-se na média das Taxas Anuais de Encargos Efectivas Globais praticadas no mercado pelas instituições de crédito no trimestre anterior, acrescidas de um terço.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt



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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
Crise. Crédito malparado de famílias e empresas a níveis históricos

O valor total de crédito mal parado por parte das famílias e empresas chegou, em Outubro, aos 11,8 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde que existe histórico, Maio de 1998, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal.

Para as famílias, as cobranças duvidosas chegaram aos 3,34%, o valor mais elevado desde Maio de 1998.

Em relação às empresas, o crédito malparado face aos empréstimos chegou aos 6,15% em Outubro, o montante mais elevado desde que existe a compilação de dados.

O crédito ao consumo é o segmento onde se regista um maior incumprimento, chegando o malparado aos 9,76%.

O segmento com maior incumprimento é o de "outros fins", com 9,5%, onde está incluída a educação e os empréstimos a empresários por conta própria.

O crédito à habitação também regista o nível mais elevado desde que existe registo, com 1,85%.

Alguns factores que tem contribuído para o incumprimento das obrigações com as entidades bancárias, prendem-se com a taxa de desemprego elevada, aumento da carga fiscal ambiente económico pessimista e perspectivas económicas negras.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/



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Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
Portugueses usam menos cartão de crédito

Utilização dos cartões de crédito em Portugal recuou para mínimos de três anos, mostra um estudo da MasterCard divulgado hoje.

Os portugueses continuam a ser adeptos dos cartões de débito, enquanto o número e o recurso aos cartões de crédito diminuiu este ano, caindo para os valores mais
baixos desde 2008.

O estudo, intitulado "Comportamento Financeiro dos Particulares em Portugal", indica que "86,8% dos portugueses com mais de 15 anos tem um cartão de débito" e que, do total de entrevistados, 95,6% afirma usá-lo regularmente.

Face a 2010, o número de cartões de débito aumentou 0,4%, sendo que 95,6% dos detentores de cartão de débito admite usá-lo regularmente.

No entanto, os portugueses estão a evitar usar mais do que um cartão de débito: este ano o número médio de cartões utilizados pelos entrevistados foi de 1,42, contra 1,46 em 2010.

Os consumidores portugueses usam os cartões de débito sobretudo para as suas compras diárias de bens de consumo (82,9%, face a 79,3% em 2008).

Já a compra de roupa e calçado, que registou um crescimento contínuo entre 2008 e 2010, caiu 4% este ano.

No entanto, a percentagem de uso dos cartões de débito decresceu em todas as categorias, sugerindo portanto uma ligeira contracção no consumo.

No que respeita aos cartões de crédito, o estudo indica que 30,6% de todos os entrevistados tem um cartão de crédito, uma queda de 1,8 pontos percentuais face a 2010 (32,4%).

No entanto, o uso de cartões de crédito também registou um decréscimo este ano.

"Em 2011, tanto o número de cartões de crédito como o seu uso pelos consumidores portugueses, registaram os níveis mais baixos desde 2008. O decréscimo acumulado no uso de cartões de crédito de 2008 até agora é de -15,1%", segundo o estudo.

Este ano aumentou o uso de cartões de crédito para pagamentos de combustível (subida de 6,1% em relação a 2010) e "férias e viagens" (2,8%), enquanto o uso do crédito para comprar roupas, calçado e jóias caiu 3,7%.

O estudo indica ainda que 88,5% dos inquiridos com mais de 15 anos têm, pelo menos, uma conta bancária.

Quanto à taxa de bancarização, esta é mais elevada na faixa etária dos 25-34 anos (98,3%) e nas áreas do grande Porto (90,1%) e da grande Lisboa (92%).

Mais de metade dos particulares em Portugal afirma concentrar as suas contas bancárias numa única instituição (56,5%).

A amostra do estudo são 3.956 entrevistas realizadas a residentes em Portugal com 15 anos ou mais, entre Março e Junho de 2011.

fonte:http://economico.sapo.pt/no



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Domingo, 27 de Novembro de 2011
Banca obrigada a moderar empréstimos

Bancos têm de cumprir metas exigentes que afectam capacidade de dar crédito.

A ordem é para desalavancar. O mesmo é dizer que as autoridades querem que os bancos reduzam o crédito concedido em função dos depósitos captados. Simultaneamente, os bancos têm de obter recursos para conseguirem aumentar o capital de forma a cumprirem as metas da ‘troika' e das autoridades europeias no que diz respeito a rácios de solvabilidade.

1 - Reduzir o rácio de transformação para 120%
Os bancos portugueses concedem mais crédito que os depósitos que captam. Com os mercados financeiros fechados, a ‘troika' quer que essa proporção diminua para baixar o risco da banca nacional. Pretendem que os bancos tenham um rácio de crédito sobre depósitos de 120% até 2014. Na prática, isto significa que por cada euro de depósitos os bancos possam emprestar apenas 1,20 euros. No final do terceiro trimestre, os rácios de transformação dos maiores bancos portugueses situava-se entre 126,5%, caso da Caixa Geral de Depósitos, e 157,5%, caso do Santander Totta. Quer isto dizer que os bancos terão de conseguir reduzir os montantes de crédito que têm nos seus balanços, ao mesmo tempo que tentam captar mais depósitos.

2 - Aumentar rácios de solvabilidade para 10% até final de 2012
Outra exigência das autoridades é que os bancos reforcem os seus fundos próprios ponderados sobre o risco dos activos para convencerem os mercados de que são sólidos. Se antes da ‘troika' o objectivo era ter um rácio Core Tier 1 de 8%, agora a ‘troika' estipulou como meta um CT1 de 9% até final deste ano e de 10% até final de 2012. No final do terceiro trimestre, o CT1 dos maiores bancos nacionais oscilava entre os 8,1% do BES e os 9,6% do Santander Totta. No entanto, o regulador europeu exigiu que todos os bancos cumprissem um CT1 de 9% com critérios mais apertados nos instrumentos que podem ser considerados como capital. Além disso, obriga os bancos a avaliarem o valor dos títulos de dívida pública ao valor de mercado o que, com a descida dos preços fruto da crise de dívida, tem um impacto no balanço dos bancos. Nas contas do regulador, os bancos nacionais necessitam de 7,8 mil milhões de euros de capital para cumprir aquele objectivo.

3 - Empréstimos a empresas públicas
Os banqueiros têm alertado que o valor do crédito concedido a empresas públicas, cerca de 40 mil milhões de euros, dificulta a tarefa de financiar a economia, num cenário em que a liquidez é limitada e o sector tem de atingir as metas de desalavancagem.

4 - O que estão os bancos a fazer para cumprirem os objectivos?
Além das maiores restrições em conceder crédito e de exigirem um prémio de risco maior, os bancos estão a tentar captar depósitos com taxas de juro mais atractivas. Além disso, estão a tentar vender carteiras de crédito para diminuir o rácio de alavancagem e reforçar capital e a tentar alienar áreas de negócio que não sejam estratégicas. Algumas entidades, como o BCP e o BES reforçaram capital através de ofertas públicas de troca de dívida. Para conseguirem atingir os objectivos, dispõem ainda da linha de recapitalização criada pela ‘troika', no valor de 12 mil milhões de euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 



publicado por adm às 16:59
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