Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Concessão de crédito caiu mais de 20%

A concessão de crédito caiu 20,5 por cento em 2011, face aos números do ano anterior, para um total de 4.420 milhões de euros, segundo dados da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC).

«Em todos os tipos de crédito verificou-se uma diminuição face ao período homólogo, tendo o crédito para a aquisição de meios de transporte decrescido cerca de 40% no quarto trimestre (22,5% em todo o ano), o crédito lar 32% (20,5% nos quatro trimestres) e o crédito pessoal 19% nos últimos três meses do ano», explicou a ASFAC, em comunicado.

Os pedidos de crédito clássico, de acordo com comunicado da ASFAC, continuaram a ter maioritariamente o objetivo da aquisição de meios de transporte, representando 70,7% do total concedido, enquanto o dito crédito lar se ficou por 16,9%.

O presidente daquela associação, António Menezes Rodrigues, considera que «estes valores refletem a atual conjuntura económica e financeira que o país atravessa e a responsabilidade dos portugueses no recurso ao crédito», prevendo uma quebra da concessão durante 2012.

«Ainda assim, é expectável que o crédito automóvel para a aquisição de viaturas usadas se mantenha face a 2011», acrescentou o responsável da ASFAC.

Em termos de crédito ao consumo por parte de particulares, 2011 assistiu a uma quebra de 14,5% em relação a 2010 em termos de contratos assinados, com um total de 444.921, quando comparados com os 520.209 do ano anterior.

O valor médio dos contratos de concessão de crédito ao consumo por particulares em 2011 foi de 3.528 euros, menos 300 euros do que em 2010.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e



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Terça-feira, 20 de Março de 2012
Crédito: ser fiador é uma dor de cabeça

Os bancos exigem, cada vez mais, garantias adicionais na hora de concederem empréstimos. Uma das exigências frequentes é a de um fiador, alguém que substitua o seu cliente em caso de não pagamento da prestação devida pelo empréstimo. Ser fiador pode ser uma verdadeira dor de cabeça: são praticamente só obrigações e poucos (ou nenhuns) direitos.

Quando uma pessoa contrai um crédito, este tem duas componentes distintas: a componente da responsabilidade pela dívida e a componente da posse do ativo (por exemplo, no crédito à habitação, uma casa). Em caso de incumprimento da prestação, o detentor do ativo (casa) continua a ser o comprador, mas o detentor da obrigatoriedade do pagamento da prestação passa a ser o fiador. Ou seja, não tem direito ao imóvel, mas fica obrigado a pagar.

Segundo os dados do Banco de Portugal, em Dezembro de 2010, havia mais de 1,4 milhões de fiadores em Portugal, para um total de mais de 4,6 milhões de indivíduos que contraíram um crédito (dos quais 14,5% não cumprem os pagamentos).

Direitos e deveres do fiador

Existe um elevado desconhecimento relativamente aos direitos e obrigações do fiador, que estão em claro desequilíbrio. Do lado dos deveres, saiba que o fiador entrega o seu património para garantir a dívida de outra pessoa e é obrigado a responder junto do credor, em caso de incumprimento do devedor. Em suma, o fiador tem a obrigação de pagar caso o devedor deixe de pagar. Mas só é responsável após o património do devedor ser usado.

Já ao nível dos direitos, por exemplo, num crédito à habitação com hipoteca do imóvel comprado, o fiador pode recusar o pagamento enquanto o bem não for executado pelo credor. Este caso acontece quando o devedor não paga a sua prestação. Assim o fiador pode exigir que, primeiro, o imóvel hipotecado, seja vendido para liquidar a dívida. Mas atenção: com a desvalorização das casas, a venda não deverá ser suficiente para liquidar toda a dívida.

Se o fiador pagar, fica com o direito do credor sobre o devedor, ou seja, pode exigir o cumprimento da obrigação por parte do devedor, ou seja, o devedor passa a dever o dinheiro ao fiador e não ao credor. O fiador terá o direito de pedir ao devedor o valor que usou para pagar a sua dívida. Mas se o devedor teve dificuldades junto do credor é também complicado o fiador reaver o seu dinheiro.

Quer deixar de ser fiador?

Uma vez aceite ser fiador de alguém, é possível deixar de o ser? Muito dificilmente.

Muitas pessoas optaram por ser fiadores sem estarem devidamente informadas, alegando que na base da decisão estiveram responsabilidades familiares ou laços de amizade. Com a recessão económica e o aumento do desemprego, alguns fiadores foram arrastados para uma situação de grande dificuldade económica, em algumas situações com perda da própria habitação, uma vez que foram chamados a pagar as dívidas contraídas pelos devedores.

E o pior é que quem é fiador só poderá deixar de o ser quando a dívida se extinguir junto do credor. A única alternativa é levar a cabo uma negociação entre o fiador, o devedor e o credor, sendo acordada a saída do fiador. Mas é um acordo extremamente difícil de alcançar. 

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Crédito: «Não há escassez mas reorientação do financiamento»

O administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Nuno Fernandes Tomaz disse esta terça-feira que não há escassez de crédito, mas admitiu que há uma reorientação do financiamento concedido.

«Nós, CGD, não temos qualquer escassez de crédito, pelo contrário, queremos crescer no crédito às PME» [pequenas e médias empresas], afirmou o administrador do banco público, durante o SAS Fórum Lisboa 2012, que decorre hoje no Centro de Congressos de Lisboa.

«Não há escassez de crédito. Há - e isso tem de haver - um processo mais rigoroso e seletivo. Há uma reorientação do crédito, além do imobiliário e da construção», acrescentou Nuno Fernandes Tomaz.

O administrador da CGD considerou ainda que «os bancos não devem subsidiar as empresas, mas sim financiá-las».

No passado dia 16 de março, o presidente do BES, Ricardo Salgado, recusou a existência de um «credit crunch» [crise de crédito] na economia portuguesa mas admitiu que há escassez de crédito em alguns setores, sobretudo em empresas que trabalham quase exclusivamente no mercado interno.

«Não há um credit crunch global. Pode haver credit crunchsetorial em empresas viradas para mercado interno», afirmou na altura Ricardo Salgado, num encontro com jornalistas, em Lisboa.

Ricardo Salgado disse mesmo que o banco tem aumentado o crédito concedido às Pequenas e Médias Empresas (PME) exportadoras.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

 



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Sábado, 17 de Março de 2012
Juros dos empréstimos entre particulares não podem exceder os 9%

Ao pedir dinheiro emprestado a um familiar ou a um amigo está sujeito a um conjunto de regras. Saiba o que fazer nestes casos.

Quando a esmola é grande, o pobre desconfia". A sabedoria popular está mais actual do que nunca. Analisando os classificados dos jornais, são cada mais os anúncios que prometem disponibilizar aos mais aflitos "dinheiro na hora" ou cheques no próprio dia. Um fenómeno que o deverá levar a ficar com a "pulga atrás da orelha". "As pessoas devem estar alertas para este tipo de anúncios, porque é no mínimo estranho que uma pessoa se disponibilize a emprestar dinheiro a desconhecidos, sabendo que a probabilidade dessas pessoas entrarem em incumprimento é elevada e que a possibilidade de cobrança desse crédito é baixa". Quem faz este alerta é João Fernandes, economista da Deco. Para este especialista há um risco elevado de que uma grande fatia das propostas de crédito entre particulares anunciadas nos jornais sejam fraudulentas.

Apesar disso, tal não significa que um empréstimo entre particulares seja uma solução proibitiva. Na verdade, com a deterioração do clima económico e a diminuição do rendimento disponível das famílias, muitas são as pessoas que têm de recorrer a empréstimos de familiares e amigos para conseguirem equilibrar os seus orçamentos ou fazer face a uma situação imprevista. Um cenário que tem sido potenciado ainda mais pelo facto da banca estar a seguir uma política de restrição de concessão de crédito, que em muitos casos se reflecte na prática de condições de tal forma "pesadas", que tornam inacessível o crédito pela via tradicional .

Para João Fernandes os créditos entre particulares, tal como qualquer financiamento, só devem ser feitos quando há capacidade orçamental para poder acomodar mais uma dívida e quando "existe uma relação de confiança entre ambas as partes". Porque não sendo um crédito tradicional, os empréstimos estabelecidos entre particulares "são mais difíceis de cobrar, caso a pessoa entre numa situação de incumprimento", refere o especialista da Deco.

E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, este tipo de empréstimos estão sujeitos a regras próprias, previstas na lei. Por exemplo, os créditos até 2.500 euros dispensam a celebração de um contrato onde se discrimina os valores em causa e as condições de pagamento (prazo e juros cobrados). Ou seja, basta haver a palavra de ambas as partes, a existência de testemunhas ou o comprovativo da transferência bancária para validar o crédito em causa. No entanto, a Deco aconselha mesmo nestes casos a redacção de um documento a explicar as condições de concessão de crédito com as assinaturas reconhecidas num notário, para ser utilizado no caso de haver a necessidade de recurso às vias judiciais. Já quando estão em causa montantes que variam entre os 2.500 e os 25 mil euros é mesmo obrigatória a existência desse documento escrito. Quando os empréstimos entre particulares são feitos por montantes superiores a 25 mil euros, as exigência são ainda mais apertadas: nestes casos é mesmo necessária a celebração de uma escritura pública.

Um outro ponto que todos devem estar em alerta são os juros cobrados nestas situações. E aqui a lei é muito explicita: Não podem ser cobrados juros superiores a 3% (no caso de haver uma garantia) ou a 5% (caso essa garantia não exista) à taxa anual dos juros legais- taxa legal que serve de referência para uma série de operações financeiras e que actualmente se situa nos 4%. Isto significa que os juros cobrados por um empréstimo entre particulares não podem exceder os 7% e os 9%. Quando isso acontece, o particular que empresta o dinheiro está a incorrer num crime de usura.

Perante estes dados, recorrer a um empréstimo particular pode ser até mais vantajoso do que recorrer a um financiamento bancário. "Para quem uma garantia real é relativamente fácil encontrar no mercado soluções abaixo dos 7%. Mas para quem não tem garantias, dificilmente encontra uma taxa mais baixa do que os juros máximos de 9% previstos nos empréstimos entre particulares", defende João Fernandes.

Mas não é só aqui que existem limites. Também nos juros de mora - que podem ser aplicados caso o particular que recebeu o dinheiro emprestado não efectuar os pagamentos dentro dos prazos acordados- têm tectos máximos. Estes juros não podem superar os 11% ou 13%, consoante exista ou não uma garantia sobre o empréstimo.

Por último, há ainda que salientar que os juros recebidos pela concessão do empréstimo têm de ser declarados ao fisco. Mesmo quando está em causa apenas um euro. "Se cobrar juros tem de declará-los no anexo E ( rendimentos de capitais)", explica a Deco.

fonte:http://mobile.economico.pt/



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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
Crédito bancário não está a chegar à economia real

Dificuldade em receber dos clientes é uma das reclamações.

Falta de gestão profissional, política de preços agressiva, escassez de crédito por parte da banca e dívidas de clientes são alguns dos problemas apontados pelos empresários contactados pelo Diário Económico para o aumento de sociedades em incumprimento.

O administrador da Marvanejo Armazéns, Luís Marvanejo Dias, afirma mesmo que os bancos "praticamente só estão a dar crédito através das linhas PME Investe a empresas que se disponham a amortizar as contas caucionadas que já lá têm". Deste modo, reforça o responsável pela empresa sediada em Évora, "todos aqueles milhões de euros que têm sido anunciados, voltam directamente para a banca e não chegam à economia real". Para Luís Marvanejo Dias, as linhas de crédito PME Investe apenas servem para "melhorar os rácios dos bancos".

Já o administrador da Isolago - Indústria de Plásticos, Rodrigo Barros, refere que o "problema é que as linhas de crédito foram dadas um pouco para fazer número, apenas servindo para salvar empresas no momento. O inevitável está a acontecer agora: incumprimentos, insolvências e falências". No entanto, o responsável da empresa de plásticos da Azambuja acredita que "muitas empresas conseguiram aproveitar esse dinheiro para desenvolver o seu negócio".

fonte:http://economico.sapo.pt/n



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Quarta-feira, 7 de Março de 2012
Crédito: 16 mil endividam-se para pagar estudos

Desde 2007 que mais de 16 mil estudantes do Ensino Superior se endividaram para pagar os estudos. Pediram, no total, quase 200 milhões de euros emprestados.

De acordo com o «Jornal de Negócios», só no primeiro mês das candidaturas deste ano letivo foram concedidos mais 725 empréstimos, no valor de 9 milhões de euros.

O mecanismo estava suspenso desde setembro devido a um atraso do governo na liquidação do montante necessário à capitalização do fundo de garantia mútuo.

O empréstimo pode atingir 25 mil euros, divididos por 5 anos e só começa a ser pago no final dos estudos.

Apesar do crescente número de empréstimos, o incumprimento ascende já a 1 milhão de euros.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/ec



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Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
Comparar créditos para ter maiores proveitos
No recurso ao crédito habitação, o consumidor médio ainda não faz a comparação de propostas de crédito de diferentes bancos.

No recurso ao crédito habitação, o consumidor médio ainda não faz a comparação de propostas de crédito de diferentes bancos. Só através das várias simulações poderá optar por uma solução mais adequada e mais barata para a sua situação. A Deco aconselha todos os consumidores a solicitar simulações em diversos instituições financeiras, e a fazer uma ponderada comparação entre as propostas. Esta associação de consumidores alerta ainda para o que deve o comprador ter em conta: o valor do ‘spread’, taxa de juro fixa ou variável, o número de anos 
de amortização, os valores dos prémios de seguros e os custos de processamento. "O consumidor médio em Portugal não está devidamente informado no que toca a literacia financeira. Como tal, existe bastante dificuldade na interpretação dos principais elementos do crédito à habitação, como a diferença entre taxas de juro fixas e variáveis e a importância do valor do ‘spread’", salienta a jurista da Deco, Carolina Gouveia.

A urgência do cliente num investimento em habitação nem sempre está "calçada" com a necessária capacidade financeira. Esta é um dos desafios que as imobiliárias enfrentam, que começam contudo a encontrar soluções para poderem dar dimensão aos seus negócios. A Remax tem o "Soluções Anti-Crise". Desta campanha fazem parte a bolsa de permutas, a bolsa de arrendamentos e imóveis com 100% de financiamento e "spreads" abaixo do mercado. Na Era também há soluções de financiamento "a 100%" para imóveis provenientes da banca com "spreads" mais baixos. 
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h


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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
Bancos fazem disparar crédito à economia em dezembro

Os responsáveis políticos portugueses têm referido que o principal risco do atual programa de ajustamento é a contração do crédito à economia nacional. No entanto, em dezembro os bancos portugueses fizeram disparar os empréstimos, tanto a empresas como a famílias.

Para as empresas, o crescimento no crédito foi de 43,14% em relação ao mês anterior e quase mais 16% que um ano antes. Uma tendência de aumento que se notou especialmente para os empréstimos superiores a um milhão de euros (77%). Ainda assim, em montantes inferiores, registou-se também uma subida de 8,57%.

Já para os particulares, os destaque vai para o crédito à habitação que disparou 21,3%, depois de oito meses consecutivos de queda. O crédito ao consumo cresceu também 5,82%, enquanto para "outros fins" evolui 22,4%. No total, os empréstimos às famílias aumentaram 17,4%.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/


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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Bancos esperam agravar "spreads" e conceder menos crédito às famílias
Instituições financeiras continuam a agravar as condições de concessão de crédito aos particulares e esperam nova redução na procura no primeiro trimestre do ano.
Os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal mostram a continuação da tendência que marcou o mercado de crédito em Portugal no ano passado: Para as empresas e famílias as condições de acesso ao crédito estão cada vez mais difíceis e a procura está também a diminuir.

O inquérito a cinco bancos portugueses sobre o mercado de crédito, realizado pelo Banco de Portugal, mostra que “os critérios de concessão de empréstimos ao sector privado não financeiro tornaram-se mais restritivos no decurso do quarto trimestre de 2011”, sendo que o agravamento “foi mais acentuado no caso dos empréstimos ou linhas de crédito a empresas, do que no caso dos empréstimos a particulares para habitação ou para consumo e outros fins”.

A tendência foi de agravamento ao longo de todo o ano passado e deverá continuar no arranque de 2012. Segundo os resultados do mesmo inquérito, “os bancos inquiridos perspectivam, em média, a aplicação de critérios mais restritivos na concessão de empréstimos a empresas e particulares”.

No caso dos empréstimos às famílias para compra de habitação, três dos bancos inquiridos antecipam um aumento das restrições na concessão de crédito para aquisição de habitação, sendo que os restantes bancos não esperam alterações.

No último trimestre de 2011 o agravamento das condições traduziu-se sobretudo na aplicação de spreads mais elevados, sendo que os bancos estão também a impor condições contratuais mais gravosas, como um rácio mais reduzido entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel, prazos de pagamento mais apertados e comissões mais elevadas.

A subida dos “spreads” levou muitos bancos a exigirem já “spreads” acima de 5% nos empréstimos de maior risco, de modo a reflectirem o agravamento dos seus próprios custos de financiamento, uma vez que o mercado internacional continua fechado para os bancos portugueses. Os “spreads” médios, no final do ano passado, situavam-se em redor dos 3%.

A “deterioração das expectativas associadas à actividade económica em geral e ao mercado imobiliário terão contribuído para a adopção de uma política de concessão de crédito mais exigente”, explica o Banco de Portugal.

No crédito ao consumo, onde o nível de risco é superior, os bancos também assumem que estão a aumentar os “spreads” e que essa tendência vai permanecer no primeiro trimestre deste ano.

Procura desce

Além dos bancos estarem a exigir condições mais apertadas para emprestar dinheiro às famílias, estas estão também a reduzir a procura de crédito junto das instituições financeiras.

Todos os bancos inquiridos reportaram ao Banco de Portugal uma diminuição da procura de empréstimos para aquisição de habitação, durante ao quarto trimestre, sendo dois dos bancos falam mesmo de “redução considerável”. 

Esta quebra, que deverá prosseguir no primeiro trimestre do ano, é justificada pela “deterioração das perspectivas para o mercado de habitação, diminuição da confiança dos consumidores e o aumento das despesas de consumo não relacionadas com aquisição de habitação”.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h


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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Crédito ainda mais difícil para empresas

Bancos continuar a apertar concessão de crédito. Condições mais difíceis para empresas do que famílias

 

Os bancos continuam a apertar a concessão de crédito. De acordo com os resultados do inquérito realizado, pelo Banco de Portugal (BdP), aos cinco grupos bancários portugueses, «os critérios de concessão de empréstimos ao sector privado não financeiro [empresas] tornaram-se mais restritivos no decurso do quarto trimestre de 2011».

Segundo documento do BdP, o «aumento foi mais acentuado no caso dos empréstimos ou linhas de crédito a empresas, do que no caso dos empréstimos a particulares para habitação ou para consumo».

Contudo, são os particulares que reduziram a procura de empréstimos durante o quarto trimestre, mais do que as empresas, que têm sido alvo de spreads mais elevados, redução do montante dos empréstimos ou linhas de crédito e o reforço das garantias exigidas.

A redução da procura por parte das empresas estará relacionada com a «diminuição das necessidades de financiamento para investimento, bem como para o financiamento de fusões e aquisições ou reestruturação empresarial». 

No caso das famílias, é a «diminuição da confiança dos consumidores, a deterioração das perspectivas para o mercado da habitação e a retracção nas despesas de bens duradouros que terão estado entre os factores que mais contribuíram para a redução da procura».

Para o primeiro trimestre de 2012, os bancos prevêem uma redução maior na concessão de empréstimos a empresas e particulares. 

Para o mesmo período, os bancos antecipam que a procura de empréstimos por parte das empresas permanecerá estável. Mas no caso dos particulares, a maioria dos bancos perspectiva uma redução da procura de empréstimos para habitação e a estabilidade da procura de empréstimos para consumo e outros fins.

Crise das dívidas soberanas deteriora condições de financiamento

O inquérito pretende ainda aferir do impacto da situação dos mercados financeiros sobre o acesso dos bancos ao financiamento, assim como avaliar o impacto da nova regulamentação de capital, de acordo com Basileia III. 

De acordo com as respostas obtidas, o «acesso ao financiamento por grosso continuou a deteriorar-se». 

No que diz respeito às questões sobre o impacto do Acordo de Basileia III, os bancos reportaram «uma redução dos activos ponderados pelo risco e um aumento da captação de fundos próprios».

O documento revela ainda qual o impacto da crise de dívida soberana nas condições de financiamento dos bancos e nos créditos de concessão de crédito: «Os bancos consideram que estas contribuíram para uma deterioração das condições de financiamento da instituição e para tornar os critérios que aplicam na concessão de crédito ao sector privado não financeiro mais restritivos».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

 




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