Terça-feira, 2 de Novembro de 2010
Consolidar os créditos é o último recurso

Por norma, quem recorre a esta solução já está em incumprimento há vários meses e com valores de dívidas que vão até 150 mil euros.

Acrise tem agravado a situação de sobreendividamento, sendo muitos os agregados familiares que não conseguem cumprir com todos os compromissos financeiros. Quando as famílias se apercebem que já não suportam mais os encargos que têm pensam na consolidação de créditos.

"A procura de crédito consolidado continua a crescer devido ao sobreendividamento das famílias e à diminuição do rendimento disponível", confirma João Martins, director-geral da MaxFinance.

Apesar de não existirem números sobre a evolução da procura, João Martins antecipa que esta "deverá ser superior à procura de crédito pessoal que tem crescido a mais de 3% ao ano". Também Hélder Beça, director-geral da Exchange, instituição financeira que faz consolidação de crédito, admite que a procura por esta opção "tem aumentado" e a tendência até podia ser de crescimento, uma vez que "seria necessário agora talvez mais do que no passado". Porém, nem todos conseguem a aprovação de uma consolidação dos seus créditos. "A disponibilidade das instituições financeiras é muito menor do que há dois anos", o que leva as famílias "a situações de incumprimentos e muitas vezes a optar por soluções de âmbito jurídico", explica Hélder Beça.

Na Exchange, em 98% das famílias, a procura de ajuda acontece já em casos extremos, com o "processo descontrolado e depois de terem arrastado o problema entre dois a seis meses", diz o director-geral da empresa, cujos clientes "têm em média dívidas entre os 100 e os 150 mil euros, tendo o número de credores em média dois créditos em cada instituição", acrescenta.

Já na MaxFinance, os clientes "têm, em média, mais de cinco créditos além do crédito habitação, rondando o valor médio de cada operação de crédito consolidado os 18.750 euros", revela João Martins. Tal como na Exchange, também na MaxFinance, "a maioria das pessoas procura aconselhamento financeiro quando os créditos já estão em mora", sublinha o director-geral da instituição. Nesse âmbito, defende "uma consultoria preventiva para evitar estas situações, que têm sempre custos agravados e são mais difíceis de resolver".

O incumprimento sucessivo durante meses, torna mais complicada a resolução do problema, pelo que João Martins, director-geral da MaxFinance deixa um conselho aos clientes em dificuldades: "Que todos os créditos sejam objecto de renegociação antes de entrar em incumprimento". Quando os clientes apresentam os processos depois desta fase, as instituições financeiras especializadas podem ter um papel preponderante na ajuda à renegociação das operações junto da banca.

Não há dúvida que, actualmente, na base do problema está o crédito mal parado, ao contrário do que acontecia em 2007/2008, em que o consolidado "era feito de forma geral para reduzir as prestações", salienta Hélder Beça, director-geral da Exchange.

Consolidar créditos não traz apenas vantagens

Consolidar créditos pode aliviar as dificuldades financeiras, mas não deve ser uma decisão feita de ânimo leve. João Martins lembra que "o recurso ao crédito consolidado deverá ser sempre uma excepção, pois significa que algo já correu mal. Falhou a consultoria preventiva", diz. O director-geral da MaxFinance garante que nestes casos "o que importa é resolver a situação sem estrangular financeiramente as famílias".

E porque se deve evitar o crédito consolidado? É que a condição mínima exigida "é a disponibilização de um imóvel como garantia ao valor global dos créditos dos clientes, sendo ideal que o imóvel tenha um valor comercial igual ou superior ao dobro do total de créditos", explica Hélder Beça, director-geral da Exchange. Esta imposição leva Vinay Pranjivan, técnico da Deco Proteste a afirmar que a consolidação de crédito deve ser considerada como uma solução de recurso "apenas em casos de necessidade urgente em diminuir as prestações, pelo incumprimento das prestações a pagar". O responsável assume que "dificilmente as pessoas conseguirão uma consolidação se não tiverem uma habitação para dar como garantia" e alerta para o facto de, apesar da consolidação permitir alargar o prazo temporal de pagamento e oferecer taxas de juros mais baixas, aliviando no imediato o valor das prestações, "acaba por ficar mais caro, a longo prazo".

Em resumo, "o principal objectivo da consolidação de crédito é obter uma redução, no imediato, dos encargos das empresas e das famílias, adequada às suas reais capacidades de pagamento", explica João Martins.

Entre as principais vantagens desta solução está a "possibilidade de ter uma única prestação, inferior à soma das prestações existentes, pagar menos juros e prazo até aos 75 ou 80 anos de idade, o que permite utilizar o prazo para adequar o valor da prestação à disponibilidade financeira do agregado familiar", explica Hélder Beça. O mesmo responsável enumera ainda algumas desvantagens na consolidação de créditos. "Quando o cliente possui um crédito habitação com ‘spread' muito baixo e em que o ‘spread' no âmbito da consolidação seja mais elevado", por exemplo. Nestas situações, "o cliente terá que ponderar se a necessidade de redução de encargos mensais é mais importante que o benefício do ‘spread' mais baixo". Por esta razão, o mesmo responsável reforça que "nem todas as consolidações são vantajosas, devendo ser efectuadas por especialistas para que o cliente não saia prejudicado."

fonte:economico



publicado por adm às 17:56
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Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010
Veja quanto pode poupar se juntar os seus créditos

As poupanças de juntar os créditos num único empréstimo podem chegar aos 60%.

Cenário 1
Pedimos à Exchange, empresa especialista na concessão de crédito consolidado para nos fazer três simulações tendo em conta três cenários diferentes, de modo a tentar perceber qual o grau de poupança atingido no final do mês. Num cenário com crédito habitação de 150 mil euros, a pagar a 360 meses, crédito automóvel de 20 mil euros, a pagar a 48 meses e cartão de crédito, com dívida de 250 euros, a prestação era de 805 euros.

Com crédito consolidado a prestação diminui 38%, passando a ser de 498 euros, com uma consolidação de 170.250 euros, a pagar em 38 anos.

Cenário 2
O ponto de partida das simulações foi um agregado familiar composto por um casal de 33 e 37 anos, com um filho e um rendimento mensal de dois mil euros. No segundo cenário apresentado o casal tinha um crédito habitação de 150 mil euros, um crédito automóvel de 20 mil euros, a que se juntava um crédito pessoal de dez mil euros e uma dívida de 250 euros de cartão de crédito. A prestação final era de 1.094 euros.

Recorrendo ao crédito consolidado, o casal passaria a pagar 527 euros, uma consolidação de 180.250 euros, a pagar em 38 anos.

Cenário 3
As simulações consideram sempre a consolidação com hipoteca do imóvel. Importante referir que sem consolidação, o crédito habitação tem um TAE de 1,983%, o crédito automóvel um TAEG de 5,027%. Já o cartão de crédito tinha um TAEG de 24,10% e o credito pessoal 18,529%. Na última simulação incluiu-se um crédito para férias no valor de três mil euros com TAEG de 19,428%, que elevou a prestação para os 1.344 euros.

Neste último caso a redução chega aos 60%, passando o casal a pagar 536 euros, durante 38 anos. A consolidação é de 183.250 euros.

fonte:economico



publicado por adm às 17:51
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010
Para o crédito pessoal qual o melhor banco?

Procura um credito pessoal, saiba qual o melhor banco.

Quer fazer uma viagem idílica, comprar mobília nova para a sua casa, eletrodomésticos ou material informático, mas na sua conta bancária não há dinheiro suficiente que permita concretizar esses sonhos? A solução poderá estar no recurso a um crédito ao consumo.

O Dinheiro foi à procura do melhor banco para fazer um crédito pessoal. Para tal, pediram-se simulações a onze instituições bancárias para um empréstimo de € 5000, a pagar em dois anos, sem carência de capital ou valor residual, apenas com a condição de domiciliação de ordenado. Foi no Montepio que encontrámos a TAEG mais baixa, mas é no Santander Totta que a prestação é mais baixa. No lado oposto estão o Millennium bcp , o BES e o Crédito Agrícola .

Regra geral, quantos mais produtos bancários o cliente subscrever mais baixa fica a taxa de juro, porém acaba por ficar com gastos mensais mais elevados. O Millennium bcp é o único banco que não tem política de bonificação de taxas de juro mediante a subscrição de outros produtos bancários.

Cuidados a ter

 

Antes de pedir um crédito pessoal avalie bem a sua situação financeira. Tenha em consideração que os juros dos empréstimos desta natureza são elevados e pondere se valerá a pena estar a contrair uma dívida que poderá pôr em causa a estabilidade do orçamento familiar.

Faça simulações de créditos em vários bancos, com diferentes modalidades e prazos de pagamento. Não se esqueça que se pedir um empréstimo com um prazo mais alargado, a prestação fica mais reduzida, mas os encargos totais com o crédito encarecem. Ao comparar simulações de vários bancos, deverá ter em conta a TAEG - Taxa Anual Efetiva Global, que engloba todos os custos associados ao empréstimo, como por exemplo as despesas de aprovação de crédito e o imposto de selo. Por isso, é este o aspeto mais importante a ter em conta, na hora de escolher o crédito pessoal.

A maior parte dos bancos tentam convencer os clientes a subscrever outros produtos bancários, como cartões de crédito, no sentido de reduzir a taxa de juro. Mas não se deixe encantar e veja se os custos totais inerentes a esses produtos compensam a redução na taxa de juro.

Outro aspeto importante é saber quais as condições de amortização antecipada do crédito, se terá alguma penalização e se é possível fazê-lo a qualquer altura. A saber: os juros cobrados pela amortização antecipada nunca poderão exceder os 0,5%.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/



publicado por adm às 22:25
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