Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012
Construção e habitação são responsáveis por 52% do malparado

Crédito à habitação, construção e actividades imobiliárias têm 7,5 mil milhões de euros em crédito malparado: 52% do total em Portugal.

O montante do malparado não pára de subir para valores recorde em Portugal. No final de Junho, os bancos tinham em carteira 14,37 mil milhões de euros de crédito com cobrança duvidosa, segundo dados do Banco de Portugal. Este valor corresponde a 5,82% do total de financiamento concedido às famílias e empresas portuguesas. Contudo, apesar do malparado atingir de forma transversal a generalidade dos sectores da economia, alguns são mais afectados por essa realidade. Mais de metade do crédito que está actualmente em incumprimento diz respeito à área da construção e do imobiliário. De acordo com a base de dados do Banco de Portugal, só o crédito à habitação, do lado dos particulares, e os sector da construção e das actividades imobiliárias, do lado das empresas, têm conjuntamente, 7,49 mil milhões de euros em incumprimento, o que equivale a 52,1% do total de crédito com cobrança duvidosa existente em Portugal.

Estes números não surpreendem um analista que acompanha o sector da banca contactado pelo Diário Económico. "Tendo em conta que o peso destas três áreas no total de crédito concedido em Portugal é bastante elevado, é normal que mais de metade do crédito malparado também seja proveniente destas vias", refere. Recorde-se que, do total de 247,2 mil milhões de euros de empréstimos concedidos aos particulares e às empresas no final de Junho, quase 112 mil milhões de euros estavam alocados às famílias com crédito à habitação, mais de 22 mil milhões de euros diziam respeito a crédito ao sector da construção e cerca de 15,1 mil milhões de euros estavam alocados ao sector das actividades imobiliárias. Somado, isto equivale a 60% do total de crédito concedido.

fonte:http://economico.sapo.pt/n



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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2012
Malparado ultrapassa 14 mil milhões. É quase 6% do total

O crédito malparado voltou a aumentar em junho. Empresas e famílias enfrentam mais dificuldades em pagar as prestações aos bancos e a cobrança duvidosa atingiu um novo recorde, nos 14,37 mil milhões de euros. São já 5,82% do total do crédito concedido.

De acordo com dados do Banco de Portugal conhecidos esta segunda-feira, a maior fatia do malparado (9,54 mil milhões de euros) diz respeito às empresas, que não conseguem pagar 8,66% do total que pediram emprestado. É um novo máximo.

Nas famílias, são 4,83 mil milhões de euros que os bancos não conseguem recuperar, ou seja, o equivalente a 3,53% do total dos empréstimos a particulares. 

Aqui o crédito à habitação é responsável pelo maior montante (2,12 mil milhões de euros) mas, por ser também o segmento responsável por maiores empréstimos, o malparado representa aqui 1,9% do crédito concedido. No crédito ao consumo, o malparado caiu ligeiramente para 10,86% do total concedido e no crédito para outros fins subiu para 10,55%, um novo recorde.

É precisamente no crédito ao consumo que existem mais pessoas em incumprimento: 649 mil portugueses. Já no crédito à habitação, existiam 150 mil portugueses no fim de junho com prestações em atraso. Os empréstimos concedidos a empresários em nome individual também constam desta estatística, com 128 mil a registarem atrasos no pagamento.

Tudo somado, em junho havia 709 mil portugueses com prestações em atraso junto do setor financeiro, um aumento de 1,5% em apenas três meses, e um novo recorde. Do total de portugueses com empréstimos contraídos junto da banca, 15,6% estão em incumprimento.

O Banco de Portugal revela ainda um corte no créditoconcedido às famílias e uma queda dos depósitos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012
Malparado cai nas famílias, recorde nas empresas

O crédito malparado entre as famílias portuguesas caiu, em maio, pela primeira vez em cinco meses. Já entre as empresas continuou a subir, atingindo um novo máximo histórico. 

Segundo o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, que vem confirmar os dados preliminares avançados no dia 9 de julho, o crédito de cobrança duvidosa entre os particulares baixou de 4.975 milhões de euros em abril para 4.838 milhões em maio. Uma diferença de 137 milhões.

Um cenário que se deve a uma queda no incumprimento do crédito à habitação, de 2.212 milhões para 2.108 milhões de euros (104 milhões de euros). O malparado no crédito ao consumo baixou de 1-582 para 1.545 milhões de euros. Já o malparado nos empréstimos para outros fins aumentou ligeiramente, de 1.180 para 1.185 milhões.

O alívio, no balanço final, segue-se assim a quatro meses de aumentos consecutivos. Só entre janeiro e abril, o malparado tinha disparado disparou 2.082 milhões de euros ou 17,6%. Isto juntando empresas e famílias. 

As empresas estão numa situação cada vez mais difícil em termos de incumprimento: o malparado já vai em 9,4 mil milhões de euros, um novo recorde e um aumento considerável face aos 9 mil milhões de malparado contabilizados em abril. 

Para se ter uma ideia do dinheiro que devia entrar nos cofres da banca, mas não entra, as empresas de recuperação de crédito só conseguiram reaver pouco mais de 620 milhões de euros em 2011. O valor representa uma subida de 15% face a 2010, mas é apenas 16% do total que os clientes, sobretudo dos bancos, lhes pediram para recuperar. 

Note-se que foi precisamente o crédito malparado, a par da ausência de grandes negócios e das perdas da dívida soberana, aquilo que levou os bancos portugueses a passar de lucros recorde para pedidos de ajuda ao Estado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



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Segunda-feira, 18 de Junho de 2012
Crédito malparado atinge máximo de 18 anos

O crédito malparado em Espanha atingiu os 8,72%, fixando máximos de 18 anos.

O nível de crédito malparado em Espanha atingiu em abril os 8,72%, entre todo o sistema financeiro espanhol, o valor mais elevado em 18 anos, segundo dados divulgados pelo Banco de Espanha.

Dados provisionais divulgados hoje explicam que o crédito malparado (de difícil cobrança) cresceu três décimas face ao valor do mês anterior.

A carteira de crédito malparado das entidades financeiras espanholas atingiu os 152.700 milhões de euros no final de Abril, tendo superado assim, e pela primeira vez desde junho de 1996, o valor de 150 mil milhões de euros.

Em termos absolutos o crédito malparado aumentou em 4.772 milhões de euros num mês.

fonte_http://economico.sapo.pt/n

 



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Segunda-feira, 11 de Junho de 2012
Malparado dispara 2 mil milhões em 4 meses

O malparado voltou a aumentar e atinge agora quase 14 mil milhões de euros. Para se ter uma ideia, nos primeiros quatro meses do ano, entre janeiro e abril, disparou 2.082 milhões de euros ou 17,6%, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal. 

Os empréstimos de cobrança duvidosa às empresasatingiram em abril 8.961 milhões de euros, mais 8,05% do que em março. Isto numa altura em que se estima que as falênciasdevam aumentar 25% este ano. 

Entre as famílias, o panorama não é melhor. O crédito de cobraça duvidosa chega muito perto dos 5 mil milhões, o que corresponde a uma variação mensal de 1,61%. 

É no crédito ao consumo que se regista a maior variação no incumprimento (2,19% para 1.585 milhões de euros entre março e abril). 

O malparado no crédito à habitação apresenta, contudo, valores muito críticos: atingiu o valor mais elevado de sempre (2.212 milhões).

Reflexo disso mesmo é que os pedidos para renegociar empréstimos para a casa dispararam 50% este ano. 

Já o incumprimento nos empréstimos para outros fins cresceu quase 2% para 1.180 milhões de euros. 

No final de maio o Banco de Portugal já tinha avisado que o o malparado, que está já em níveis historicamente elevados em Portugal, vai agravar-se ainda mais este ano, por causa da crise.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/d



publicado por adm às 23:23
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
700 mil portugueses têm créditos em atraso
É um novo recorde. Em cada 100 portugueses com crédito, 15,3 têm prestações por pagar ao banco.

Havia 699.129 portugueses com crédito malparado no final de Março – um número recorde – de acordo com os dados da Central de Responsabilidades do Banco de Portugal.

Em cada 100 portugueses com crédito, 15,3% tinha prestações em atraso. O que compara com 14,6% no final de Dezembro.

O malparado cresceu também nos empréstimos à habitação, subindo de 5,7% para 6,1% dos devedores. O que equivale a um total de 148,7 mil particulares.

O incumprimento é mais grave no crédito ao consumo. Do total de portugueses com este tipo de empréstimo, 17% tinha prestações em atraso em Março, contra 16,2% em Dezembro, afectando 635,8 mil devedores.

É nos empresários em nome individual que os números são mais preocupantes. Em cada 100, há 28,5 que estão em situação de incumprimento. É, também, um número inédito desde que estes dados começaram a ser divulgados, em Março de 2009.

Apesar destas percentagens de portugueses em incumprimento, o total do crédito malparado é bastante inferior, o que poderá indicar que há muitos portugueses que estão em incumprimento com dívidas relativamente baixas.

Assim, apesar de 15,3% dos portugueses ter prestações em atraso, o rácio total de incumprimento entre as famílias atingiu os 3,53% face ao total dos financiamentos, em Março. No segmento de consumo, o crédito malparado fixou-se nos 10,70%. Em ambos os casos estes dados também correspondem ao valor mais elevado desde que há histórico (Dezembro de 1997).
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/


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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
Crédito malparado atinge novos máximos

O crédito malparado às famílias e às empresas voltou a atingir novos máximos no segundo mês do ano, depois de ter aumentado 746 milhões de euros, no total, entre janeiro e fevereiro.

O crédito malparado às empresas atingiu em fevereiro 8.285 milhões de euros, mais 651 milhões de euros do que em janeiro, tocando o valor máximo desde que o Banco de Portugal começou a compilar estes dados (1997).

Já o crédito de cobrança duvidosa das famílias aumentou 95 milhões de euros entre janeiro e fevereiro para se fixar em 4872 milhões de euros, também neste caso o valor mais elevado desde 1997, o que faz com que, nos dois primeiros meses do ano, o crédito de cobrança duvidosa às famílias e às empresas tenha tido um aumento de 746 milhões.

O crédito à habitação representou em fevereiro 44,51 por cento do crédito malparado das famílias, depois de ter aumentado 23 milhões de euros face a janeiro, fixando-se nos 2169 milhões de euros.

Já o malparado no crédito a bens de consumo aumentou 40 milhões de euros entre janeiro e fevereiro para 1549 milhões de euros, enquanto o crédito de cobrança duvidosa para outros fins cresceu 30 milhões para 1155 milhões de euros em fevereiro.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



publicado por adm às 23:46
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
Crédito Malparado volta a bater máximos históricos

Os créditos de cobrança duvidosa atingiram novos máximos, tanto no segmento das famílias como no das empresas.

O crédito malparado voltou a aumentar em Fevereiro e bateu máximos históricos tanto no sector dos particulares como no das empresas. No total, o crédito de cobrança duvidosa aumentou em 6%, o equivalente a 746 milhões de euros.  

Atingiu o valor mais alto de sempre: 13,2 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal divulgados hoje.

O valor do crédito de cobrança duvidosa corresponde a 5,2% do total de crédito dado pela banca a particulares e empresas. O maior aumento mensal deu-se no segmento empresarial. O malparado neste sector disparou 8,5%, o equivalente a 651 milhões de euros. O crédito de cobrança duvidosa da responsabilidade das empresas totaliza já 8,3 mil milhões de euros. A barreira dos oito mil milhões de euros foi ultrapassada pela primeira vez. O valor do malparado corresponde a 7,3% do total do crédito concedido a sociedades não financeiras.

Já nas famílias, e apesar dos novos máximos, a subida foi mais moderada. O malparado teve uma subida mensal de 2%, o equivalente a 95 milhões de euros, totalizando 4,87 mil milhões de euros. O crédito de cobrança duvidosa por parte dos particulares representa 3,5% do total de crédito concedido neste segmento.

fonte:http://economico.sapo.pt/n



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Sexta-feira, 16 de Março de 2012
Clientes em incumprimento vão ter pouco poder de negociação

Os bancos poderão avançar para a recuperação judicial de dívidas desde que o cliente recuse a proposta ou se o banco não aceitar as alterações sugeridas.

O Governo quer impor um período de 90 dias de negociação entre os clientes que se encontrem em situação de incumprimento e os bancos, antes que estes possam avançar para a execução da dívida nos tribunais. Um plano que ficará conhecido por "Procedimento extrajudicial para a recuperação de clientes bancários" (PERC). No entanto, de acordo com um documento a que o Diário Económico teve acesso, a instituição de crédito poderá extinguir o PERC caso o cliente recuse a proposta apresentada pelo banco e/ou caso o banco não aceite as alterações sugeridas pelo cliente bancário à proposta apresentada. Possibilidades que apontam para um claro desequilíbrio de forças entre as duas partes, já que o cliente ficará "obrigado" a aceitar a proposta do banco, enquanto o banco poderá sempre rejeitar a contraproposta do cliente.

O documento a que o Diário Económico teve acesso data de 9 de Fevereiro, pelo que não é líquido que o texto se mantenha integralmente, já que têm existido conversações entre as várias autoridades competentes e partes interessadas. Ainda assim, Ana Tapadinhas, da Deco, que teve oportunidade de reunir com o Banco de Portugal no decorrer dessas mesmas conversações, avançou ao Diário Económico que a associação recomendou na altura a introdução da figura de um intermediário independente. Uma entidade credenciada para o efeito e que serviria como ponte no processo negocial: "Porque além das questões da iliteracia financeira, receamos, até pela experiência que temos nesses casos, que o cliente não tenha capacidade de negociação. São pessoas que estão numa situação muito frágil", explica Ana Tapadinhas. Refere ainda que o ‘feedback' por parte do Banco de Portugal foi positivo, e que a notícia ontem avançada na imprensa faz crer que essa rede nacional de entidades credenciadas avance. Actualmente, e segundo o Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios, existem duas entidades credenciadas em Portugal para este efeito: o Gabinete de Apoio ao Sobreendividado, da Deco, e o Gabinete de Orientação ao Endividamento do Consumidor, do ISEG.

fonte:http://economico.sapo.pt/



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Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Crédito malparado já vai nos 12,4 mil milhões

O crédito malparado continua imparável, graças à crise, que põe dificuldades acrescidas a famílias e empresas na hora de pagar o que devem aos bancos. São já 12,4 mil milhões de euros que a banca tem dificuldades em recuperar.

Segundo os dados do Banco de Portugal divulgados esta segunda-feira, as famílias portuguesas não conseguem pagar 4,8 mil milhões de euros, o que equivale a 3,44% de todo o crédito contraído.

A maior taxa de malparado regista-se no crédito ao consumo, onde atinge 10,28%. No crédito para outros fins, a taxa de malparado vai também já perto de 10% (9,71%). Só no crédito à habitação é que a taxa é menor (1,9%), mas esta representa, mesmo assim, o valor mais alto desde pelo menos 1997, primeiro ano em que há dados disponíveis.

Nas empresas, a cobrança duvidosa atinge também 6,72% do total do crédito concedido, um máximo desde Abril de 1998. Ou seja, as empresas não conseguem pagar 7,6 mil milhões de euros.

O Banco de Portugal revela ainda que a concessão de créditoàs famílias está a encolher, ao passo que o financiamento de empresas está a aumentar, e que a taxa de juro dos novos contratos de crédito à habitação está em máximos desde 2008 devido ao aumento dos spreads.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 



publicado por adm às 15:39
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