Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014
Conheça as linhas de financiamento ao dispor das empresas
Quem pode aceder, condições gerais e montantes dos instrumentos de crédito que o Estado disponibiliza à economia.

Linha geral: PME Crescimento

 

Amortização e carência

Para micro e pequenas empresas tem um prazo de amortização de seis anos e de carência de até 12 meses. Para as restantes empresas as datas são mais alargadas: amortização a 9 anos e carência até 24 meses.

 

O que apoia

A linha destina-se a investimento novo em activos (a realizar no prazo de 12 meses após a data da contratação) ou ao reforço do fundo de maneio ou dos capitais permanentes; não são elegíveis operações de reestruturação financeira e/ou consolidação de crédito.

 

Custo

"Os spreads" variam entre os 3,9% e os 4,2% dependendo da empresa.

 

Montante da linha

Dois mil milhões de euros. Os montantes máximos dos empréstimos variam entre 25 mil euros e 1,5 milhões de euros.

 

Apoios a fundos: QREN Investe

 

Prazo de vigência

O prazo de vigência que foi aprovado em Julho do ano passado era de até seis meses após a abertura da linha, podendo este prazo ser extensível até dois períodos de mais seis meses, caso a mesma não se esgote nos prazos anteriores.

 

Quem pode concorrer

As empresas beneficiárias dos sistemas de incentivos QREN, desde que não se encontrem em situação de dificuldades (com capitais próprios inferiores a metade do capital social), nem deterem dívidas à banca e Estado.

 

Montante por operação

Cada operação tem um financiamento máximo de quatro milhões de euros.

 

Montante da linha

Mil milhões de euros. O prazo de cada operação pode chegar até aos oito anos e a carência é de dois anos.

 

Exportar: PME Exportação

 

Prazo

Criada a meio do ano passado, tem validade de um ano, podendo este prazo ser extensível por igual período, caso a mesma não se esgote no primeiro prazo.

 

Para financiar o quê?

O financiamento de encomendas externas firmes de bens de equipamento e/ou de produtos com longos períodos de fabricação (mínimo de três meses e máximo de 18 meses).

 

Linhas específicas

A linha de exportação de equipamentos/produtos de longo ciclo de fabricação/facturação tem um montante de 100 milhões e a de exportação de bens e serviços possui 400 milhões de euros.

 

Montante da linha

500 milhões de euros. O montante máximo por cada empresa é 1,5 milhões de euros e por operação 500 mil euros.

 

Apoio a PME: Linha Crédito Caixa Capitalização

 

O que é?

A Caixa, o IAPMEI, a PME Investimentos e as SGM (garantia mútua) criaram a Linhas de Crédito Caixa Capitalização, num montante global de 350 milhões de euros, destinado a pequenas e médias empresas orientadas para o mercado internacional.

 

Para quem

Poderão ser enquadradas, até ao limite global de 10%, empresas com um volume de negócios inferior a três milhões de euros, que prossigam estratégias de crescimento e diferenciação no mercado.

 

Montantes

O montante máximo por empresa estará dependente do plano de investimento acordado ou o equivalente a dois meses de facturação.

 

Montante da linha

350 milhões de euros. O prazo de amortização das operações desta linha é de sete anos.

 

Turismo: Qualificação da Oferta e Tesouraria 

 

Linha de Apoio à Qualificação da Oferta

Apoio a projectos de criação ou de requalificação de empreendimentos turísticos, de empreendimentos ou actividades de animação e de estabelecimentos de restauração, num montante de 150 milhões de euros. O prazo de vigência é 31 de Dezembro de 2015.

 

Linha de apoio à consolidação

A Linha de Apoio à Consolidação Financeira envolve, globalmente, a aprovação de operações até ao valor de 150 milhões de euros. Por empresa, o montante não pode exceder seis milhões de euros. As taxas de juro estão indexadas às praticadas na PME Crescimento.

 

Montante da linha

300 milhões de euros O financiamento é um dos principais problemas das empresas de turismo.

 

Comércio: Comércio Investe

 

A quem se destina

Visa apoiar projectos que induzam a criação de factores de diferenciação e de melhoria da oferta ligada ao comércio de proximidade, sobretudo concentrado nos centros urbanos, ou que valorizem o produto interno.

 

Resultados em Março

Apesar das candidaturas terem decorrido no final do ano passado, é em Março deste ano que serão conhecidos os resultados deste concurso.

 

Spreads

O "spread" global da operação será de 4,219%, sendo que na parte com garantia mútua é de 3,5%, e na parte sem garantia mútua é de 6,375%.

 

Montante da linha

50 milhões de euros. Cada projecto tem uma dotação máxima de 35 mil euros e cada empresa de 20 mil euros.

 

Inovação: "Start-ups" e "Business Angels"  

 

Start-ups

O Governo criou "uma nova linha de apoio a 'start-ups' por parte da Portugal Ventures (operadora de capital de risco público) no valor de 35 milhões de euros, que será activada já a partir de Janeiro".

 

Ignição para novos projectos

Haverá ainda a injecção de 15 milhões de euros para o "arranque de novos projectos empresariais" através da figura de "business angels", em parceria com a sociedade civil.

 

Objectivo

"Refocalizar a actividade" da Portugal Ventures para a "fase inicial e de arranque de empresas de base tecnológica e deixar para o funcionamento regular do mercado o apoio a empresas que já estão sustentadas.

 

Montante da linha

50 milhões de euros. Há duas linhas de apoio  projectadas para "start-ups" e arranque de novos projectos empresariais.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e



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Terça-feira, 7 de Janeiro de 2014
Malparado na habitação volta a bater recorde em novembro

Os créditos de cobrança duvidosa nos empréstimos à habitação atingiram um novo máximo histórico em novembro, totalizando 2.417 milhões de euros, contrastando com a diminuição do volume global do malparado de particulares, segundo dados do Banco de Portugal, escreve a Lusa.

Em novembro, o crédito malparado dos particulares no global caiu para 5.192 milhões de euros (5.210 milhões em outubro).

No caso das empresas, o malparado voltou a agravar-se passando dos 12.076 milhões de euros registados em outubro para 12.271 milhões em novembro, um novo recorde desde que o Banco de Portugal publica estes dados (1997), com destaque para o malparado das empresas do setor da construção (4.265 milhões de euros) e das atividades imobiliárias (2.341 milhões de euros).

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/5



publicado por adm às 21:16
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Terça-feira, 10 de Dezembro de 2013
Crédito especializado aumenta 8% no 3º trimestre para 887,5 milhões de euros

Os associados da ASFAC (Associação de Instituições de Crédito Especializado) concederam 887,5 milhões de euros em crédito no terceiro trimestre de 2013, o que representa um aumento de 8% face ao trimestre homólogo de 2012. Esta subida deve-se, exclusivamente, à alteração do comportamento do crédito stock e revolving.

Os valores de crédito stock e de crédito revolving (com aumento de 19% e 13,8%, respetivamente), aproximaram-se dos registados no final do ano anterior. Já o crédito clássico apresentou uma retração de 7,6% face aos meses de julho a setembro de 2013. 

Os montantes concedidos em crédito stock até ao final do 3º trimestre, num total de 1.171,7 milhões de euros, representam 46,3% do total de crédito concedido. Já o crédito revolving, com um total de 574,1 milhões de euros, representa 22,7% do total de crédito. O crédito clássico representa 31% do total de crédito (destes, 91,9% correspondem a particulares e 8,1% a empresas) com um total de 783,6 milhões de euros até final do 3º trimestre. 

“Estes dados são positivos para o setor e para a economia nacional, pois indiciam uma recuperação da atividade na concessão de crédito especializado que já deu sinais no trimestre anterior”, afirmou António Menezes Rodrigues, presidente da ASFAC. Porém, Menezes Rodrigues salienta que os valores registados são inferiores aos do ano passado.

O crédito clássico foi, na sua maioria, direcionado para a aquisição de meios de transporte, com 72,5% do total do crédito clássico, seguindo-se o crédito pessoal com 12,7%. O montante de crédito atribuído para aquisição de meio de transporte foi semelhante ao trimestre anterior, acumulando-se uma descida de 7,1% neste trimestre, quando comparado com o ano anterior (valores acumulados do 3º trimestre). 

 

O crédito pessoal aumentou os seus valores concedidos em 6,9% neste trimestre embora, em termos acumulados, entre julho e setembro, ainda se mantenha 3,9% inferior ao ano anterior. 


fonte:http://www.dinheirovivo.pt/M



publicado por adm às 21:48
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Terça-feira, 26 de Novembro de 2013
Banco de Portugal avisa que Orçamento pode aumentar crédito malparado

O Banco de Portugal (BdP) avisa que as medidas previstas no Orçamento do Estado para 2014 podem levar famílias e empresas a não conseguirem pagar os empréstimos assumidos. 

O Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado esta terça-feira, refere que apesar dos sinais de recuperação dados pela economia este ano, há ainda um "elevado grau de incerteza" quanto à sua evolução, assim como a evolução do desemprego, o que a somar-se às medidas previstas no Orçamento para 2014 - que cortam o rendimentos dos reformados e funcionários públicos - coloca riscos sobre o sistema financeiro nacional, com impacto no aumento do crédito malparado. 

"Estes desenvolvimentos podem ter impacto negativo sobre a procura interna e, assim, dificultar a recuperação do emprego, com eventual reflexo no número de famílias que possam vir a confrontar-se com a impossibilidade de garantir os compromissos de créditos assumidos", lê-se no documento publicado pela instituição liderada por Carlos Costa. 

O crédito malparado dos particulares tem continuado a aumentar, sobretudo nos empréstimos ao consumo e outros fins, tendência que se verifica desde 2008. 

Já quanto ao incumprimento no crédito à habitação, segundo o Banco de Portugal, tem-se verificado uma "evolução mais moderada" e este está em "níveis contidos". 

Incumprimento das empresas em níveis máximos 
No caso das empresas, o Banco de Portugal mostra-se preocupado com o endividamento destas, num momento de baixa rendibilidade ou mesmo prejuízos. 

Também aqui o BdP vê riscos de persistência ou mesmo aumento do incumprimento e da incapacidade de as empresas conseguirem financiamento para projectos devido ao já elevado nível de endividamento, pelo que volta a sublinhar a necessidade de diversificação das fontes de financiamento. 

O Relatório de Estabilidade Financeira hoje divulgado pelo Banco de Portugal refere que o rácio de incumprimento das empresas atingiu no final do primeiro semestre "níveis máximos desde o início da área do euro", com 30% das empresas em situação de incumprimento. 

O documento refere ainda que este rácio era em Junho do dobro dos 15% registados no início da crise financeira, em 2008. Quanto ao montante de crédito, o rácio de crédito malparado era em Junho de cerca de 12% dos empréstimos totais obtidos pelas empresas. 

Os sectores da construção, sobretudo, mas também imobiliário e comércio são os que mais contribuem para o malparado.

fonte:http://rr.sapo.pt/i



publicado por adm às 20:29
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Terça-feira, 1 de Outubro de 2013
Atenção a quem dá crédito a taxas de juro baratas

O Banco de Portugal lançou um alerta sobre várias supostas entidades financeiras que dizem conceder crédito a taxas de juro abaixo das praticadas no mercado, mas depois pedem pagamentos em dinheiro sem que seja concedido crédito. 

A entidade dirigida por Carlos Costa explica que tem sido posta a par de várias situações de entidades que se apresentam "junto do público como instituições financeiras, dizem conceder crédito a taxas de juro abaixo do valor de mercado, sem necessidade, em regra, da apresentação de quaisquer garantias". 

"Após uma primeira fase de solicitação dos elementos informativos alegadamente necessários à celebração do contrato de mútuo e de disponibilização da minuta e condições do contrato a celebrar, estas supostas entidades pedem aos seus potenciais clientes a entrega de quantias em dinheiro, sem que, aparentemente, venha depois a verificar-se a efectiva concessão do crédito prometido", refere o Banco de Portugal, em comunicado. 

O pedido de pagamento junto dos potenciais clientes é justificado com "custos administrativos, despesas para estudo do plano de concessão de crédito, pagamento de seguros, taxas e despesas inerentes à concessão do empréstimo", entre outras hipóteses. 

O Banco de Portugal recorda que as instituições financeiras autorizadas têm de estar registadas junto do banco central, podendo a lista ser consultada no seu site.


fonte_:http://rr.sapo.pt/inf



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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013
Dificuldades das empresas em obter crédito acentuaram-se ao longo de 2012

As dificuldades de obtenção de crédito das empresas junto dos bancos "acentuaram-se ao longo de 2012", verificando-se em contrapartida um aumento do autofinanciamento, conclui o relatório anual da Comissão do Mercado de Valores Mobiliário.

"As dificuldades de obtenção de crédito das empresas junto do sistema bancário acentuaram-se ao longo e 2012, refletindo-se numa redução do peso relativo do crédito bancário enquanto meio de financiamento de novo investimento, que caiu 18,4%", frisa o relatório anual de 2012 que o regulador publicou hoje no seu 'site', a par do estudo CMVM Risk Outlook.

Em contrapartida, destacam os documentos, "assistiu-se a um aumento significativo do peso do financiamento assente em recursos próprios (autofinanciamento)", cujo peso era de 80,6% nas empresas de maior dimensão, enquanto nas empresas com 50 a 249 trabalhadores diminuía para 52,3%.

O financiamento por ações e obrigações foi de 0,6% entre as empresas de maior dimensão e praticamente inexistente nas empresas com menos de 250 trabalhadores, pelo que o acesso a financiamento destas últimas através do mercado de capitais continuou a ser residual, avança.

O regulador do mercado adianta que em termos médios as empresas reduziram o endividamento de curto prazo, "todavia nas não financeiras de menor dimensão a dependência aumentou e nas de maior dimensão diminuiu".

"Há uma tendência clara de aumento contínuo do nível de endividamento das grandes empresas interrompida apenas com os dados mais recentes (março de 2013). Entre as microempresas a tendência é a oposta onde o endividamento caiu de 47,3% em 2011 para 44,7% em março de 2013", diz a CMVM.

Por outro lado, os resultados ajustados do ciclo das grandes empresas cotadas em Portugal estão atualmente "muito abaixo" da média histórica, após de terem iniciado uma queda desde meados de 2010, segundo o regulador do mercado.

"A maioria das empresas do PSI20 exibiu PER (rácio entre a cotação da empresa e o resultado por ação) inferior à média histórica. Algumas das empresas registaram em 2012 valores anormalmente baixos", lê-se no relatório anual.

Como exemplo, a CMVM dá o caso do Banco BPI, Semapa, Mota-Engil, Sonaecom e EDP, avançando em contrapartida que o BES, a Cofina, a Galp Energia e a Jerónimo Martins "apresentaram em 2012 PER mais elevados que a média histórica".

"No caso da Cofina o rácio excedeu 40, o que poderá ser justificado pelo facto de os resultados terem caído a um ritmo superior por comparação com as cotações", afirma.

O relatório explica que o PER do PSI 20 "registou um crescimento muito significativo em 2012", principalmente devido à "expressiva redução dos resultados das empresas incluídas no índice".

Os documentos frisam ainda que "a negociação continuou a diminuir", mantendo-se a tendência no primeiro trimestre deste ano, "com cerca de dois terços da negociação em ações e metade em dívida", uma "realidade muito distinta do que se vinha registando até 2010".

Contudo, já no primeiro semestre de 2013 o mercado secundário registou "um incremento de 28,1% em volume", com a dívida em particular destaque (+79,7% em termos homólogos).

No ano passado, oito sociedades cotadas emitentes recorreram a emissões de obrigações, mas já nos primeiros cinco meses deste ano registaram-se mais duas novas emissões.

Quanto aos mercados não regulamentados, avançam os documentos, "continuam a aumentar de peso em relação aos volumes negociados sobre títulos do PSI-20", pelo que os regulamentados representam apenas 35,6% do 'turnover' (valor das ações negociadas) total no final de 2012.

"Contudo, os dados do primeiro semestre de 2013 sugerem uma alteração da distribuição de negócios por mercado no sentido de uma recuperação do peso dos mercados regulamentados", explica.

fonte:http://www.jn.pt/P



publicado por adm às 22:41
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Terça-feira, 24 de Setembro de 2013
Evite créditos com pele de cordeiro
Uma conta-ordenado com descoberto autorizado ou um cartão de pontos com crédito associado pesam na avaliação do seu risco como cliente bancário. Antes de aderir, pondere bem

Os portugueses em situação de sobre-endividamento são titulares, em média, de cinco créditos ativos. Os dados, referentes ao ano de 2012, foram apurados pelo Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado, da DECO, e divulgados no seu relatório anual.


Um juízo de valor apressado pode levar a pensar que só consumidores irresponsáveis contratam tantos empréstimos. Mas a verdade é que, além dos financiamentos contraídos para compra de habitação e automóvel ou relacionados com o cartão de crédito, mais frequentes, a maioria dos portugueses tem ainda mais créditos do que, à partida, identifica. Contratar uma conta-ordenado com descoberto autorizado, aderir a um cartão de pontos com crédito associado ou ser fiador de um familiar ou amigo também é contabilizado como financiamento, mesmo que a ele não tenha recorrido de forma efetiva.


A Central de Responsabilidades de Crédito (CRC), gerida pelo Banco de Portugal, é uma listagem que inclui as informações positivas e negativas referentes aos empréstimos contraídos por particulares e empresas. Ali são reportados os créditos efetivamente usados, como o empréstimo para compra de habitação ou o montante usado no cartão de crédito, mas também os créditos potenciais: por exemplo, o descoberto autorizado de uma conta-ordenado ou o crédito de um cartão de fidelização, mesmo que não use.


Para todos os efeitos, a CRC não é uma lista negra. O seu principal objetivo é ajudar as instituições financeiras - bancos, caixas económicas, sociedades de locação financeira e sociedades financeiras para aquisições a crédito, entre outras - a avaliar o risco dos potenciais clientes. Uma informação positiva comprova a sua capacidade de pagamento e a pontualidade. Pelo contrário, um eventual incumprimento pode dificultar o acesso a novos créditos. O mesmo sucede se o valor total das dívidas do proponente for considerado excessivo, tendo em conta os seus rendimentos.


Cabe ao Banco de Portugal garantir a confidencialidade da informação, respeitando a lei de proteção de dados pessoais. Importa ainda sublinhar que o supervisor se limita a fornecer a informação constante na base de dados. Não passa pela CRC qualquer avaliação da informação, autorização ou recusa de crédito. Esta negociação é feita diretamente entre o consumidor e a entidade de crédito de que é, ou pretende tornar-se, cliente.


 
D&D Aconselha
Um perfil que garanta menor risco na concessão de crédito é uma vantagem no momento em que o recurso ao crédito se afigura inevitável, como quando compra casa. Assim, há que ter presentes alguns comportamentos para melhorar o seu "B.I." no que ao crédito diz respeito.

Limite o número de empréstimos e evite compras a prestações com créditos associados. No final, acarretam mais custos e é mais uma informação a juntar à sua lista de responsabilidades da CRC.
Evite cartões de pontos com crédito associado se não pretender usá-los como cartão de crédito. São tidos como crédito potencial. Pondere bem as vantagens e inconvenientes de aderir ao cartão de fidelização de uma grande superfície, se aquele tiver crédito associado. Além dos encargos associados, pesa na avaliação do seu risco como cliente.

Para saldos de 50 euros ou mais
Todos os meses, as instituições financeiras reportam ao Banco de Portugal os dados sobre as responsabilidades de crédito dos seus clientes. É enviada a identificação do particular (ou outra entidade), os montantes de crédito já assumidos e classificados quanto ao nível de responsabilidade, produto financeiro em causa, prazo original do contrato e prazo residual, e situação de crédito, entre outros. Adicionalmente é também comunicado o tipo e o valor das garantias prestadas.


No caso dos titulares de créditos à habitação, ao consumo ou automóvel, são recolhidos dados quanto ao valor da prestação mensal suportada. Também se incluem na CRC declarações de insolvência, emitidas pelos tribunais. No fim de cada mês, as instituições devem enviar os saldos das operações de crédito realizadas, desde que o valor seja igual ou superior a 50 euros.


Depois de compilar estes dados, o Banco de Portugal remete-os às entidades financeiras que tenham reportado informação sobre o cliente, mas sem detalhar as instituições que lhe concederam crédito. Também podem consultar esta informação as entidades que tenham recebido um pedido de financiamento ou uma autorização para efetuar a consulta, bem como companhias de seguro de crédito e caução, organismos dos Estadosmembros da União Europeia e outros países.


Arquivo visível por 10 anos
Com a liquidação da última prestação, a entidade junto da qual foi contraído o empréstimo deixa de enviar informação ao Banco de Portugal, pelo que esta desaparece do mapa mensal da CRC. A informação sobre eventuais incumprimentos no pagamento funciona da mesma forma.


A CRC guarda as informações mensais ao longo de 10 anos, período após o qual estas são apagadas, funcionando como uma espécie de arquivo não visível.


Os clientes têm direito a aceder à sua informação na base de dados, bem como a pedir às entidades participantes a sua retificação ou atualização (ver ilustração). Em caso de erros ou omissões, devem contactar de imediato a instituição que transmitiu os dados, com o respetivo pedido de retificação/atualização. É conveniente que acompanhem o processo de forma a garantir que a informação que consta no mapa está correta.


Consultar o mapa de crédito
Antes de avançar com um pedido de crédito, dê uma vista de olhos à informação que consta sobre si na CRC. Pode pedi-la ao Banco de Portugal, que fornecerá os dados relativos ao último mês. O histórico é cedido apenas em casos excecionais. O pedido pode ser enviado por correio ou entregue em mãos, no posto de atendimento mais próximo. A resposta será enviada para a morada ou, se solicitado, entregue pessoalmente. Em alternativa, pode aceder ao seu mapa de crédito diretamente através do portal do Banco de Portugal.


No que toca às entidades de crédito, estas são obrigadas por lei a informar os seus clientes sobre factos suscetíveis de gerar comunicações à CRC (por exemplo, uma situação de incumprimento).


Atenção e bom senso
Para minimizar os riscos de entrar em sobreendividamento e garantir um "bom retrato" no mapa mensal da CRC, há atitudes que o consumidor pode rever desde já e que podem compensar a médio e longo prazo.


De modo a diminuir as "responsabilidades potenciais", certifique-se de que o cartão de pontos da gasolineira ou o cartão de cliente da sua livraria preferida não tem crédito associado. São mais uns minutos de conversa que podem fazer toda a diferença.


A conta-ordenado com descoberto autorizado pode parecer a solução ideal para os "apertos" do final do mês. Mas será que lhe convém? Para ter uma verdadeira noção das suas possibilidades e evitar embaraços futuros, consulte as dicas no nosso portal online (www.deco.proteste.pt/dinheiro/orcamento-familiar).

 

 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

 



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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013
Crédito pessoal: conheça os novos limites máximos às taxas de juro

Banco de Portugal divulga limites trimestrais. Estes aplicam-se ao 4º trimestre de 2013

 

O Banco de Portugal revelou esta quarta-feira o valor das taxas máximas que poderão ser aplicadas pelas instituições nos contratos de crédito aos consumidores, para o quarto trimestre do ano.

Assim, entre outubro e dezembro deste ano, a taxa máxima cobrada nos cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto é de 24,2%.

Já no crédito automóvel as taxas máximas permitidas andarão entre os 8,2 e os 15,2%, 

No que se refere aos créditos pessoais, aqueles cuja finalidade for educação, saúde e energias renováveis não poderão cobrar taxas acima de 5,9%, ao passo que os restantes, sem finalidade específica ou destinados a outras finalidades, podem pagar até 18,1%.

Estas taxas máximas são determinadas com base nas Taxas Anuais de Encargos Efetivas Globais (TAEG) médias praticadas no mercado pelas instituições de crédito no trimestre anterior, acrescidas de um quarto, não podendo exceder a TAEG média da totalidade dos contratos de crédito aos consumidores, acrescida de 50%.

O regime de taxas máximas prevê ainda que a TAEG máxima dos contratos de facilidade de descoberto com obrigação de reembolso no prazo de um mês e que a taxa anual nominal (TAN) máxima das ultrapassagens de crédito sejam iguais à TAEG máxima definida para os contratos de crédito sob a forma de facilidade de descoberto com prazo de reembolso superior a um mês.


fonte:http://www.tvi24.iol.pt/5



publicado por adm às 23:46
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Terça-feira, 10 de Setembro de 2013
Crédito malparado sobe para 17 mil milhões de euros

O crédito malparado voltou a subir em Julho, correspondendo já a 7,27% do crédito total concedido pela banca a empresas e particulares, o equivalente a mais de 17 mil milhões de euros.   
  
De acordo com os números ainda provisórios divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal relativos a Julho, dos 233.884 milhões de euros em empréstimos concedidos tanto a famílias como a empresas, 17.018 milhões eram considerados como crédito malparado.
  
Em Junho, 7,17% do crédito concedido era de cobrança duvidosa: os bancos tinham emprestado 234.710 milhões de euros e eram considerados incobráveis 16.834 milhões de euros.  
  
Considerando apenas as empresas, estavam em cobrança duvidosa 11,4% do total dos créditos concedidos: dos 103.530 milhões de euros que a banca emprestou às empresas, 11.813 milhões eram incobráveis.  
  
Numa distinção por sector, as empresas de construção estavam com dificuldade em pagar mais de 4.200 milhões dos 18.729 milhões de euros que a banca lhes emprestou em Julho e as empresas ligadas às actividades imobiliárias deviam no total 14.022 milhões, dos quais 2.251 milhões eram considerados como crédito de cobrança duvidosa.
  
Já no caso das famílias, dos130.354 milhões de euros de crédito concedido, 3,9%, cerca de 5.200 milhões, eram considerados incobráveis, sendo o segmento do consumo o mais significativo.  
  
Dos 12.417 milhões de euros concedidos pela banca às famílias para efeitos de consumo, mais de 12% estavam em atraso, num total de 1.513 milhões.  
  
No caso da habitação, que constitui a maior fatia do total dos empréstimos às famílias (107.370 milhões de euros), estavam em incumprimento 2,7%, ou seja, 2.342 milhões de euros.

fonte:http://rr.sapo.pt/i



publicado por adm às 21:57
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Sábado, 7 de Setembro de 2013
Bancos só podem cobrar uma comissão por cada prestação em atraso

A lei que foi criada para oferecer maior protecção aos clientes endividados entra hoje em vigor.

A lei entra hoje em vigor e proíbe os bancos de cobrarem múltiplas comissões por atrasos no pagamento das prestações, limitando ainda os juros de mora a uma taxa anual de 3%. As novas regras foram criadas para protegerem os clientes endividados e aplicam-se a todos os contratos de crédito, abrangendo desde já mais de 750 mil famílias e empresas em incumprimento.


Os bancos passam assim a poder cobrar apenas uma comissão bancária por cada prestação em atraso - ainda que o incumprimento se mantenha - "em vez das actuais comissões sucessivas, que muito pesavam sobre os incumpridores, chegando a ultrapassar muitas vezes o valor da prestação mensal", explicava em Março o então Secretário de Estado Adjunto da Economia, António Almeida Henriques. Uma realidade bem distinta da que existia até agora, onde além da gestão da prestação em atraso o banco podia chegar a cobrar várias dezenas de euros por cada aviso de incumprimento, de pré-contencioso e de contencioso. A comissão de saída de contencioso no mercado nacional podia chegar a 400 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/no



publicado por adm às 14:51
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