Domingo, 22 de Julho de 2012
Banco de Portugal só aceita entrega de casa para saldar dívida em "último recurso"
Deve ser "uma solução de último recurso" a utilizar respeitando regras rígidas e claras. Apenas neste contexto o Banco de Portugal (BdP) aceita que a entrega de casas possa ser usada para saldar dívidas do crédito à habitação. Caso contrário pode haver uma redução em espiral dos preços dos imóveis.

O supervisor bancário apenas aceita que a entrega de casa possa ser suficiente para liquidar dívidas de crédito à habitação em “último recurso”. Isto porque teme que a generalização desta prática leve “à acumulação maciça na banca de imóveis”, “a um brutal aumento da oferta e a uma redução em espiral dos preços do imobiliário”, refere a apresentação feita esta semana por uma equipa do Banco de Portugal no Parlamento, segundo noticia hoje o “Diário Económico”.


Para o BdP, outra das consequências da generalização desta medida seria a “destruição da riqueza acumulada pelas famílias”. A apresentação do supervisor cita mesmo os casos de países como a Hungriae a Colômbia, em que a banalização da entrega de casas à banca gerou fortes pressões na economia e no sistema financeiro, refere o jornal.

Segunda hipoteca para pagar crédito inicial

Além de criticar uma das medidas que consta das propostas de todos os partidos, no âmbito de preparação de legislação para responder ao crescente incumprimento no crédito à habitação, o Banco de Portugal faz ainda propostas. 

A entidade liderada por Carlos Costa defende que as famílias que pedirem uma moratória quanto à amortização do capital ou também dos juros do crédito à habitação possam fazer uma segunda hipoteca sobre o imóvel. O objectivo desta medida seria “a concessão de um novo empréstimo (…) que alimentará o pagamento das prestações de capital e juros do empréstimo inicial, até ao limite da referida cobertura”.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h


publicado por adm às 10:38
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Terça-feira, 17 de Julho de 2012
Juros no crédito à habitação renovam mínimos

Taxas interbancárias voltaram a descer em todos os prazos, uma boa notícia para quem está a pagar a casa ao banco.

Há oito sessões consecutivas que as Euribor renovam mínimos históricos. A Euribor a seis meses, que é a mais usada no cálculo dos juros no crédito à habitação em Portugal, diminuiu hoje para 0,754%. No mesmo sentido, o prazo a doze meses recuou para 1,044%.

Também a Euribor a três meses, que serve de indicador do apetite por risco da banca, além de influenciar os juros dos certificados de aforro e o custo de financiamento de muitas empresas, recuou para 0,470%.

Na véspera do Banco Central Europeu ter descido a taxa de juro de referência em 25 pontos base, para o valor mais baixo de sempre: 0,75%, as Euribor atingiram o valor mínimo histórico e desde esse dia que têm vindo a renovar mínimos.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

fonte:http://economico.sapo.pt/n



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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Banca deu menos 44 mil créditos à habitação em 2011

A actual conjuntura está espelhada no relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal.

A nova produção de crédito à habitação caiu a pique no ano passado, reflexo não só da maior selectividade na concessão, como da menor procura de financiamento. De acordo com o relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal, foram celebrados, entre 1 de Outubro de 2010 e 30 de Setembro de 2011, menos 42,1% do que no período homólogo do ano anterior. Dos cerca de 105,4 mil novos contratos celebrados, grosso modo, em 2010, houve uma descida para cerca de 61 mil novos empréstimos à habitação.

Estes dados agora divulgados pelo Banco de Portugal são um reflexo da actual conjuntura, em que os bancos têm dificuldades de liquidez, o mercado imobiliário vive um mau momento e, sobretudo, os particulares têm menores rendimentos ou, pelo menos, temem vir a ter, pensando muito mais antes de avançar para tamanho compromisso.

Os números do relatório revelam uma realidade que os balanços dos bancos não permitem descortinar, já que, em termos de ‘stock' total, as mudanças parecem discretas.

Ainda de acordo com os números de 2011 da supervisão comportamental, e em termos de saldo, o número de contratos de crédito à habitação variou apenas -0,2%. Como explica o Banco de Portugal no seu relatório, esta evolução resulta de vários factores conjugados, incluindo o efeito dos contratos de crédito à habitação que entretanto vão chegando ao seu termo. Da mesma forma, o valor em dívida estagnou, subindo apenas 0,1%, enquanto o montante inicial do crédito cresceu 1,8%.

Incumprimento motiva parte importante das renegociações
O Banco de Portugal traça igualmente o retrato dos problemas de crédito malparado no País. Do total de contratos renegociados entre Outubro de 2010 e Setembro de 2011, 17% "estavam numa situação de incumprimento e cerca de 4%, apesar de não estarem em incumprimento, os seus titulares apresentavam incumprimentos noutros créditos obtidos na mesma instituição".

Na maioria das renegociações, as mudanças passam pelo aumento do prazo do empréstimo e do ‘spread'. As duas alterações surgem normalmente em conjunto. Embora não seja taxativo, a instituição liderada por Carlos Costa diz que "as renegociações que envolvem a extensão do prazo podem estar associadas a tentativas de redução das prestações mensais em situações de dificuldades financeiras por parte das famílias".

Outro dado curioso, reflexo porventura do actual contexto, é a queda de 18% dos reembolsos antecipados totais dos créditos à habitação. "O reembolso antecipado total está muitas vezes associado à transferência do crédito à habitação para outra instituição ou à troca de habitação", diz o relatório. Ora, a realidade é que o volume de compra de casas caiu. Da mesma forma, nenhum banco faz hoje um novo contrato de habitação aos baixos ‘spreads' de antigamente. Raras serão, por isso, as famílias que neste momento quererão fazê-lo.


Outras conclusões do relatório

1 - Aumento do número de depósitos
Em 2011 os bancos portugueses registaram um aumento de 18% no número de novos depósitos. O aumento foi vivenciado em todos os prazos, excepto nos depósitos a cinco anos. Os depósitos a prazo simples apresentam sobretudo maturidades até um ano - sendo o prazo de 6 meses aquele que reúne maior número de produtos - mais de um quarto do total.

2 - Bancos cumpridores nas campanhas
O BdP exigiu a modificação de 128 campanhas e a suspensão de outras três, por incumprimento de normas legais ou regulamentares aplicáveis. No entanto, o rácio entre o número de campanhas alteradas e o número de campanhas analisadas fixou-se, em 2011, em cerca de 3%,
descendo face ao 6% de em 2010, a sinalizar que as instituições estão mais cumpridoras.

3 - Depósitos indexados e duais caem 62%
O número de depósitos indexados e duais comercializados caiu, no ano passado, 62%, sendo que o montante depositado neste tipo de produto financeiro recuou 54% em termos homólogos. No ano passado foram comercializados 35 depósitos deste género, num montante total de 351,4 milhões de euros.

4 - ‘Spread' dispara no crédito à habitação
Em apenas quatro anos os clientes bancários viram o ‘spread' dos crédito à habitação disparar de 59 p.b., em Novembro de 2007, para 249 p.b. nos contratos celebrados em Setembro do ano passado. O aumento mais pronunciado dos ‘spreads' aconteceu numa altura em que as Euribor assumiram valores baixos face ao histórico.



publicado por adm às 08:02
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Sábado, 5 de Maio de 2012
Conheça bem o seu crédito à habitação

Os contratos de crédito à habitação podem ter a duração de uma vida, por isso é extremamente importante saber o significado de muitos dos termos mais complicados presentes no contrato, antes de assinar o empréstimo para a compra da sua habitação. Uma boa orientação e um bom esclarecimento em alguns conceitos chave poderão ser a porta de entrada para um contrato de empréstimo à habitação sem sobressaltos. O Saldo Positivo mostra-lhe alguns conceitos que podem fazer a diferença.

 

Euribor

É a taxa mais importante para o seu crédito à habitação, se escolheu um empréstimo com taxa variável. As taxas Euribor baseiam-se na média de taxas de juro que são praticadas nos empréstimos interbancários, na zona Euro, entre 57 bancos. No seu cálculo, são sempre excluídas 15% das taxas mais altas e das mais baixas. As taxas de juro são divulgadas publicamente às 11 horas (hora da Europa Central), normalmente o correspondente às 10 horas em Portugal. A taxa Euribor mais usada no crédito à habitação é a taxa com o prazo de 6 meses.

Hipoteca

A hipoteca, na sua essência, pressupõe que existam dois elementos: um contrato de empréstimo e uma garantia pelo empréstimo concedido. Esta garantia real dá a quem empresta o dinheiro a capacidade de garantir o reembolso do montante emprestado.

Prestação

A prestação é o valor que quem contrai o crédito paga à entidade credora no empréstimo à habitação. É dividida em juros e capital (amortização do valor do empréstimo). Existem ainda dois tipos de prestações que variam consoante o seu valor. Se o valor da prestação evoluir ao longo de um período de vida do contrato de empréstimo, então será uma prestação progressiva. Caso o valor da prestação seja constante ao longo do empréstimo, sofrendo apenas alterações ao nível da taxa de juro nas suas revisões, será uma prestação constante.

Amortização

A amortização é o valor que o cliente paga à instituição financeira, apenas respeitante ao valor total do empréstimo pedido. Ou seja, é parte do capital em dívida que entra no valor da prestação. O sistema mais usado em Portugal para calcular a amortização é o francês, que se rege pelo facto de se pagar menos capital e mais juros no início do empréstimo, acontecendo a situação contrária no final do contrato. Pode ainda amortizar uma parte do capital fora dos prazos acordados, sendo nesse caso uma amortização parcial.

Spread

spread é a percentagem que as instituições financeiras ou bancárias acrescentam à taxa de juro, normalmente à taxa Euribor. O valor do spread depende de diversos fatores, como é o caso do montante total do empréstimo, da avaliação do imóvel, da carteira e do perfil de risco do cliente ou até da subscrição de alguns produtos bancários na instituição financeira.

Taxa Anual Efetiva (TAE)

A Taxa Anual Efetiva (TAE) é a principal taxa para comparar as diversas propostas entre os bancos para o seu empréstimo à habitação, visto que é através da TAE que estão apresentados e ponderados todos os custos associados ao crédito que irá requerer, desde a taxa de juro nominal, seguros, despesas de avaliação entre outros. A TAE é a taxa de juro que mais aproxima o custo do crédito ao custo real para o cliente.

Taxa de Juro

Existem dois tipos de regimes de taxa de juro que pode usar no seu contrato de empréstimo à habitação. O mais usado é a taxa de juro variável, que normalmente segue a evolução das taxas Euribor. Se decidir pela taxa de juro fixa, essa mesma taxa é fixa durante todo o empréstimo, exceto se decidir negociar as condições do contrato com a instituição que lhe concedeu o crédito.

 

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/




publicado por adm às 15:53
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
Prestações do crédito à habitação baixam mais de 6%
As taxas Euribor mantêm a tendência de queda. Na sessão de hoje, a Euribor a seis meses recuou mesmo para um nível inferior a 1% pela primeira vez desde Junho de 2010. São boas notícias para quem tem crédito à habitação, já que vai sentir uma nova redução do encargo com o crédito bancário.

As famílias que têm empréstimo à habitação vão voltar a sentir um alívio nos encargos. Para quem tem o crédito associado à Euribor de Abril, será informado de uma redução da prestação de, pelo menos, 6% face ao actual custo.

Assim, uma família que tenha um empréstimo à habitação de 100 mil euros, com um “spread” de 1% e associado à Euribor a três meses de Abril vai pagar 356,95 euros, menos 23,77 euros, ou 6,24%, do que a actual prestação.

Já quem tiver um empréstimo nas mesmas condições mas associado à Euribor a seis meses, vai sentir uma redução do encargo mensal de 38 euros, ou 9,28%. A nova prestação será fixada em 371,62 euros.

Estes cálculos são efectuados com base na média mensal das taxas Euribor de Abril, a referência para a fixação da prestação dos empréstimos que são revistos em Maio. 

As taxas Euribor têm vindo a descer, a reflectir as decisões do Banco Central Europeu (BCE) que voltou a colocar o preço do dinheiro na Zona Euro no mínimo histórico de 1%. E as perspectivas são de que se mantenha assim durante algum tempo, com alguns economistas a acreditarem que a autoridade monetária vai optar por descer ainda mais a taxa de juro. Se se confirmar, a Zona Euro terá uma taxa de juro de referência como nunca teve. O valor mais baixo alguma vez praticado na região foi de 1%.

Os problemas no sector financeiro, a crise de dívida e a evolução da economia, que em muitos países é já de contracção, têm ditado cautela na política monetária.

Com isto, as famílias têm sentido algum alívio nos encargos com o crédito à habitação. 

Em 2008, antes de estourar a crise do “subprime” nos EUA que levou a reduções de juros em todo o mundo, depois da falência do Lehman Brothers, as taxas de juro na Zona Euro estavam bastante mais altas. O BCE subiu, pela última vez nesse período o preço do dinheiro na região para em Julho de 2008 para 4,25%.

Esta decisão acabou por elevar as taxas Euribor que, após a falência do Lehman Brothers dispararam para valores superiores a 5%.

Tendo em consideração um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, com um “spread” de 1%, a prestação de um crédito chegou a ser de 606,83 euros, para os casos em que estava associado à Euribor a três meses. O que significa um encargo superior em cerca de 250 euros, ou seja 70%, face ao caso acima exposto.

Para os créditos indexados à Euribor a seis meses, a prestação mais elevada foi de 613,70 euros, ou seja, mais 65,1%, ou 242 euros.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h


publicado por adm às 22:52
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